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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Vamos lá registar a facturazinha...

Kruzes Kanhoto, 27.03.13
Nem é preciso procurarmuito para encontrar – na Internet e no mundo real – genteindignada com aquilo a que chamam novas regras de facturação. Aindaestou, confesso a minha ignorância, para saber porquê. Parece-me, amenos que ande distraído, que pouco ou quase nada mudou na lei quesuscite tanta irritação ou que implique uma alteração radical nodia a dia do cidadão comum. Quem vende um bem ou presta um serviçotem de passar factura e quem o compra, caso o vendedor ou prestadorde serviços não o faça, tem obrigação de pedi-la. Nada que nãofosse já assim nem que constitua motivo para dúvidas.
Há quem se orgulhe,até, de recusar liminarmente que lhe seja passada factura. Se calharserá gajo para, também, se lamentar da elevada carga fiscal que lheincide sobre o magro ordenado. Ou mesmo refilar dos comerciantes que,lá no colégio do filho, pagam uma mensalidade muito menor do queele. Está, agora, nas mãos de todos evitar que esse Estado decoisas, embora não acabe, seja combatido. Todos, ainda que pensemosque não, ganhamos alguma coisa com isso. Se mais não for, termospelo menos a certeza que o dinheiro que pagámos de imposto sobre oconsumo não fica no bolso do comerciante.
Segundo os últimosdados são mais que muitas as “empresas” que nunca tinham emitidouma factura. Serão também algumas as que, passando, não incluem norespectivo ficheiro - o tal SAF-T – a totalidade da facturação. Épara isso que existe a possibilidade, de uma forma simples eintuitiva, ser o próprio contribuinte a fazê-lo. Tal como acabeide fazer relativamente a uma factura em que suportei mais decinquenta euros de iva e que, apesar do comerciante já ter carregadoo ficheiro do mês em que efectuei a compra, não constava na listadas minhas aquisições registadas no e-fatura. Temos pena. Contassão contas e se o valor do IVA não era para entregar ao Estadoentão tivesse-me feito o desconto correspondente. 


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