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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Uma chatice, isso do nuclear. E da coerência, também.

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.16

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A central nuclear de Almaraz, que em linha recta ficará a cerca de duzentos quilómetros da minha casa, tem chamado por estes dias a atenção de alguma comunicação social e das forças politicas mais à esquerda. Parece que já passou do prazo de validade, as avarias serão frequentes e corre-se o sério risco daquilo rebentar levando-nos a todos para os anjinhos. Uma maçada.

Os espanhóis também não tinham nada de construir o mamarracho mesmo à nossa beira. São uns chatos. Tal como a minha vizinha, que também não gosta nada que eu asse as sardinhas ou grelhe uma febras mesmo junto ao muro que serve de fronteira aos nossos quintais.

Chatos são também os comunistas e outros esquerdistas que agora andam preocupados não vá aquilo estourar. Eu ainda sou do tempo em que essas coisas não tinham importância nenhuma. Lembro-me perfeitamente de, para essa malta, as preocupações que o ocidente manifestava relativamente ao desastre de Chernobyl serem, nos dias a seguir à tragédia, apenas propaganda que visava atacar a gloriosa União Soviética. Isto do nuclear bom e do nuclear mau tem muito que se lhe diga...

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