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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Um centro interpretativo é que era uma grande ideia!

por Kruzes Kanhoto, em 16.10.16

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Surpreende-me que haja quem se amofine por a autarquia da sua terra estar determinada em vender um prédio em ruínas. O imóvel em causa terá, alegam, um elevado valor histórico – difícil de descobrir no meio dos escombros em que aquilo se transformou – pelo que deverá ser reconstruido para fins culturais, argumentam. Que são os fins a que se destinam os espaços para os quais não se sabe o destino a dar.

Por mim acho que a dita autarquia faz muito bem em vender a coisa. Se, claro, houver alguém suficientemente desapegado ao dinheiro disposto a compra-lo. Mas, se não houver interessados, podia colocar à consideração dos habitantes o destino a dar ao mamarracho. Por mim, se pudesse votar, votava por deitar aquilo abaixo. Ou, em alternativa, já que a cultura é tão do agrado das gentes lá do sitio e os trezentos e quarenta e nove espaços culturais já existentes parecem não ser suficientes, optava por construir ali uma coisa que está agora muito em voga. Um centro interpretativo. Daqueles originais. Onde fosse possível interpretar algo que ainda não é interpretado em nenhum outro lugar. Por exemplo, um centro interpretativo da merda de cão. É capaz de ainda não haver. O centro. Merda de cão, essa, não falta.

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