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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Tradições que já não são o que foram

por Kruzes Kanhoto, em 24.07.10
Os ciganos mantém uma relação inconciliável com o trabalho e preferem manter-se longe de qualquer actividade que envolva algum tipo de obrigação ou de subordinação a alguém que não seja da sua trupe. Preferem os esquemas, normalmente fraudulentos, e com a conivência das entidades com poder de decisão, vão-se abotoando com uns quantos euros – muitos, ao que consta – sem terem necessidade de grande esforço. Coisa, aliás, muito mal vista entre a comunidade cigana que discrimina e marginaliza os que querem trabalhar por conta de outrem. A sua cultura, dizem alguns entendidos, não o permite.
Se alguns homens – poucos – dessa etnia vão aceitando um ou outro trabalho, promovido pelo Município local, com o intuito de não perderem os apoios sociais de que desfrutam, quando se trata de mulheres ciganas o caso é muito pior. São raras as que aceitam – ou que a família permite que aceitem – um trabalho, ainda que temporário, onde possam fazer alguma coisa de útil à sociedade. 
As duas da fotografia constituem uma excepção e, apesar da pouca vontade com que aparentam fazê-lo, são certamente pessoas de alguma coragem. Não deve ser fácil desempenhar uma tarefa perante o olhar reprovador da comunidade a que pertencem e, provavelmente, serem recriminadas por isso. Sem dúvida que será muito mais agradável passar o dia entre a “barreca” e o bar do Modelo a usufruir do Rendimento Social de Inserção e dos proveitos obtidos com o “Paro”.
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