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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Touradas

por Kruzes Kanhoto, em 01.10.11
Mesmo levando em consideração a clara afronta políticaao estado espanhol que envolve a decisão do governo da Catalunha de proibir astouradas na região, tudo indica que, mais ano ou menos ano, este tipo de tomadade posição vai generalizar-se e a proibição daquele tipo de espectáculoestender-se-á a todo o mundo civilizado.* Gostemos ou não, discorde-se ouaplauda-se, o futuro será assim. Todas as coisas tem o seu tempo e o dastouradas parece estar a chegar ao fim. É a vida, como dizia o outro.
Por mim, devo dizer, acho mal. Não souapreciador do espectáculo, não se me afigura que constitua uma tradição imprescindívelde manter e, caso acabasse, não me parece que viesse grande mal ao mundo.Desagrada-me, no entanto, que o seu fim seja anunciado por decreto, motivandodesta forma o despertar de ódios e paixões absolutamente desnecessários. Maisainda me aborrece por o terminar desta actividade acontecer por força de uminsuportável politicamente correcto. Quando acabar que seja por mais ninguémligar àquilo, por não ter mercado, não ser rentável e jamais por causa deargumentos absolutamente badalhocos de uns quantos alegados defensores dosanimais. De resto tem sido esta malta que, nomeadamente em Portugal, com assuas iniciativas patéticas, mais terá contribuído para evitar um ainda maisacentuado declínio da chamada festa brava.

*O termo civilizado não envolve qualquer críticapejorativa aos amantes das touradas. Até porque elas não existem no mundo que usualmentenão consideramos como civilizado. Aí não precisam de torturar touros porque,para o efeito de tortura, podem usar pessoas.
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