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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Teletrabalho, o limite é a imaginação. Ou talvez mais além...

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.20

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Longe mim – lagarto, lagarto, lagarto, ai Jesus cruzes canhoto, t’arrenego Belzebu – estar para aqui a congratular-me com o surgimento do Covid-19. Era o que mais faltava. Isso é coisa para malucos como Lula da Silva e, se calhar, para a sua vasta legião de seguidores. Admito, no entanto, que desta pandemia sairão inúmeras inovações, oportunidades e soluções que poderão constituir motivo para nos congratularmos. Nomeadamente no sector tecnológico e no modo como nos relacionamos com o trabalho.

Se calhar serei demasiado optimista mas, acredito piamente, o número de trabalhadores em teletrabalho terá um aumento exponencial. Com os ganhos daí resultantes. Para todos. Pode ser, embora aí o meu nível de optimismo seja ligeiramente inferior, o principio da recuperação dos territórios do interior. Muitos não terão necessidade de viver nas mega-aglomerações do litoral e poderão rumar a outras paragens. Menos caras, nuns casos, e com mais qualidade de vida, noutros.

Os cépticos não partilharão do meu entusiasmo com a possibilidade de colocar meio mundo em teletrabalho. Terão as suas razões. Muitas e todas legitimas, concedo. Mas concordo com poucas. Se a administração pública, durante esta pandemia, até conseguiu colocar jardineiros, canalizadores, eletricistas, empregadas de limpeza, pedreiros e mais um sem fim de outros misteres em teletrabalho, melhor conseguirá qualquer outra instituição que utilize a tecnologia como ferramenta de trabalho.

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2 comentários

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    De Kruzes Kanhoto a 23.05.2020 às 14:33

    Trabalho no sector público mas não considero os privados como abutres. Sem eles - os privados - não havia Estado. O Estado não cria riqueza e nem aquilo que devia fazer - distribuir e gerir parte da riqueza criada pelos privados - é capaz de fazer em condições. Se há privados sacanas? Claro que sim, é coisa que não falta e, curiosamente, muitos deles com o alto patrocínio do Estado, como sobejamente sabemos...De resto por mim não quero viver num país onde o Estado seja o dono disto tudo. Isso já foi experimentado noutros lugares e deu na tragédia que se conhece...

    O teletrabalho seria bom para quase todos e para quase tudo. Há só um pequeno detalhe...trabalha-se mais. Pelo menos comigo acontece isso, com o pedreiro que também esteve em teletrabalho não sei...

    Bom fim de semana. Aproveita o sol!!!!
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