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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Discriminação no âmbito do confinamento

por Kruzes Kanhoto, em 10.05.20

A proposta de André Ventura de promover um confinamento especial para os ciganos é, convenhamos, uma palermice. O que não admira, vinda de onde vem. Já a resposta do futebolista cigano – que, se calhar, alguém deve ter escrito por ele – diz, foi muito bem dada. Diz, que eu não perco tempo com discursos de ódio, venham eles de onde vierem. O que julgo saber é que o jogador da bola em questão já terá tido, ao longo da vida, mais problemas com a policia do que o outro sujeito. Estão bem um para o outro, portanto.

Mas, ainda quanto a confinamentos, anda uma cena a moer-me o sentido relativamente a esta polémica. É que estou farto de ver gente indignada com a proposta – parva, reitero – de confinar os ciganos. Mas, assim de repente, tenho a impressão que ninguém se tem importado muito com o confinamento dos velhos que estão nos lares. Nem mesmo quando alguém sugeriu que todos os velhotes fossem confinados até ao final do ano, houve tamanho alarido. Se calhar isto, para além de andar tudo ligado, está também cheio de velhofobicos. Ou, como sugere o meu corrector ortográfico, de velhacos.

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Deve ser uma questão de mercado...

por Kruzes Kanhoto, em 19.01.18

É com preocupante e inusitada frequência que vemos, ouvimos e lemos cada vez mais noticias de crianças retiradas aos pais. Presumo que quem decide sobre tão dramática medida o fará de acordo com aquilo que se convencionou chamar de superior interesse da criança e de mais ninguém. Quero, também, acreditar que serão pessoas competentes, com sobejos conhecimentos de causa e desprendidas de outros valores que não o bem estar dos pirralhos todas aquelas que têm por função tratar destes assuntos.

Pena que não exista uma CPVI. Uma Comissão de Protecção de Velhos e Idosos ou algo parecido. Ou, se existir o equivalente para protecção da velharia, não seja tão eficiente quanto a dos catraios. É que se há coisa que me faz confusão é a facilidade com que se arranjam instituições para acolher as crianças sonegadas aos progenitores, por oposição à dificuldade que se verifica para encontrar um lugar onde um velhote viva com dignidade os seus últimos dias. Vão ver é a lei do mercado a funcionar. As crianças são poucas, logo valiosas. Velhos são muitos, portanto rendem pouco. Investigue-se, como diz o outro.

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Sinto-me discriminado

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.17

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Irrita-me esta paranoia com os pensionistas, idosos e velhos em geral. Agora é por causa das comissões que a Caixa Geral de Depósitos se propõe cobrar sobre as contas bancárias. Está tudo muito preocupado por os reformados, com mais de sessenta e cinco anos e oitocentos e trinta e cinco euros de reforma, terem de pagar as ditas comissões. Então e os outros? Já não digo eu, que não vou para novo, mas, vá, um gajo de trinta anos que aufira seiscentos euros por mês?! Com esses ninguém se preocupa? Pois, nem sei para que pergunto. Esta malta dos políticos só quer saber dos idosos. São muitos, insistem em votar e, portanto, há que mostrar que se importam muito com eles. Talvez fizessem melhor se, em lugar de manifestarem tanta preocupação com os velhotes e as comissões, se preocupassem com os figurões que levaram o banco público a esta situação. Mas isso, obviamente, era pedir demais.

 

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Façam antes pipocas, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.17

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Alguém que explique aos velhotes que não devem alimentar os pombos. Convencê-los a abandonar esta prática, admito, é capaz de ser uma tarefa difícil. Eles são muitos. Bastante teimosos, por norma e as cidades estão sobre-lotadas de pombos e de velhos que se dedicam a esta prática. Que pode, até, constituir um nicho de mercado bastante apreciado pelos vendedores de milho mas, para a população em geral, é um aborrecimento. Há que fazer qualquer coisa que nos livre de tanta passarada. Já nos chegam os passarões.

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