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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Touradas. Uma marrada no orçamento.

por Kruzes Kanhoto, em 29.11.18

Diz-se hoje, em forma de lamento, que a redução do IVA das touradas significa um rombo de seiscentos mil euros no orçamento do Estado. Talvez seja verdade. Não sei de onde terá partido aquele número nem, menos ainda, quem fez as contas. Embora, assim de repente, me ocorra que a preocupação deve vir daqueles que se opunham à redução da taxa do imposto. O melhor é decidirem-se. Se apenas em diferencial de receita fiscal se perde isso, então, façam a conta a quanto se perderia, em termos de actividade económica, se os espectáculos taurinos fossem proibidos.

A confirmarem-se estes números, estranho que haja tanta gente com vontade de acabar com elas. As touradas. As que envolvem touros e toureiros, que das outras, as que metem outro tipo de bestas, ninguém quer saber.

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Gente chata de lidar

por Kruzes Kanhoto, em 02.11.18

Para a desgraçada a quem por estes dias deram o lugar de ministra da cultura “a tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização”.  Se fosse eu a dizer não vinha mal ao mundo. Mesmo que a frase tivesse sido proferida pela deputada que pinta as unhas durante as discussões parlamentares também não constituiria nada de por aí além, dado que toda a gente está habituada às ideias desconchavadas da criatura. Já com a ministra o caso assume outros contornos. A senhora – ou lá o que é - está a admitir que no país, numa área sob a sua tutela, se praticam actos pouco – ou nada, vá - civilizados. Ora, se assim é, cabe ao governo a que pertence acabar com eles. Ela que proponha isso. Ou cale-se. 

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Os peluches também têm sentimentos

por Kruzes Kanhoto, em 14.09.18

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Parece não haver limite para a indigência mental dos amiguinhos dos animais. Nem, a bem dizer, para a tolerância que as instituições e a sociedade em geral demonstram perante os desvarios desses malucos. Respeito - mais do que eles, até - o direito à pluralidade de opiniões e defendo intransigentemente a liberdade de cada qual lutar, com os meios que a democracia nos coloca à disposição, pela defesa das nossas convicções. Mas, convenhamos, tudo tem um limite.  Nem que seja o do bom senso. Ou do ridículo, vá. 

Ora, no que respeita à “causa animal”, tudo isso já foi ultrapassado. Veja-se este exemplo. Alguém - pessoa singular ou associação, não sei ao certo - terá ficado horrorizado ao deparar-se com o cartaz de umas festas populares aqui no Alentejo onde era anunciado um espetáculo taurino destinado a crianças. E não esteve com mais aquelas. Queixinhas para todo o lado. Nomeadamente para a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos das Crianças e Jovens. Que, gabe-se a pachorra daquela instituição, perdeu tempo e recursos que podia ter usado em assuntos importantes a responder aos queixosos. Respondeu a dita Comissão que não via mal nenhum na ocorrência, pois no tal espetáculo seria utilizada uma “tourinha” - que é um objecto que simula um touro - e não um animal.  Como, de resto, constava do cartaz que originou a queixa.   

Posto isto nada me surpreenderia que a próxima causa envolvesse o bem-estar dos peluches. Assim tipo proibir o seu fabrico e comercialização. Só para garantir que nenhuma criança aperta o pescoço do ursinho de estimação ou o avô mais cegueta não pisa aquela vaca malhada “made in China” que o catraio insiste em não arrumar.  

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Importante, mas mesmo importante, é a bicharada

por Kruzes Kanhoto, em 06.07.18

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Num dia em que o parlamento discute as propostas do CDS para a valorização do interior ou as alterações à lei laboral, os portugueses entretêm-se a discutir as touradas. Nomeadamente o fim, ou não, das ditas. Prioridades. Um povo que escolheu a bicharada como desígnio nacional não merece grande consideração. Nem, sequer, tem razão para se andar sempre a queixar de tudo e de todos. Tratem mas é dos bichinhos que é aí que está o vosso futuro.

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Anunciar o fim das touradas não é manifestamente exagerado...

por Kruzes Kanhoto, em 10.09.16

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Como sabe quem acompanha o Kruzes – duas ou três pessoas, portanto – não tenho os defensores dos direitos dos animais em grande conta. Nem, agora que penso nisso, em pequena. Em comum teremos apenas não gostar de touradas. Ainda que por motivos diferentes e com um grau de radicalismo opinativo nada comparável. Ao contrário daqueles não considero necessário que se proíbam as touradas. Não vale a pena. É tudo uma questão de mercado. E, como amplamente tem sido demonstrado pelas bancadas desprovidas de gente, não existem espectadores em número suficiente para manter a actividade. É a vida. Não é o primeiro negócio a acabar nem, de certeza absoluta, será o último.

O que me parece absolutamente lamentável é a existência financiamento público à tauromaquia. Trata-se de um negócio privado, que visa o lucro e tal como todos os outros negócios terá de se governar com os rendimentos que consiga gerar. Até porque isso, ao contrário do que alguns podem pensar, não dá votos. Pelo contrário. Basta estar atento ao que se publica, a este propósito, nas redes sociais. Quem escreve pode ser parvo, mas também vota.

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Touros, touradas e tradições

por Kruzes Kanhoto, em 01.08.16

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Os amiguinhos dos animais costumam rejubilar de cada vez que, numa tourada, um touro mata um toureiro. Pois não deviam. É que segundo a tradição vigente em Espanha, onde estes acidentes ocorrem com alguma frequência, o touro é abatido. Se-lo-ia sempre, é certo. Mas, quando estes casos acontecem, a punição é extensível a toda a sua descendência e igual destino têm os progenitores se ainda forem vivos. Uma carnificina. Uma matança generalizada que mais não é do que uma pretensa justiça poética.

Por isso, da próxima vez que um toureiro seja perfurado por uma cornada e vá desta para melhor, convirá refrear os festejos. Ou, então, protestar contra as tradições dos nossos vizinhos. É que, por essa altura, podem estar a caminho do matadouro umas dezenas de bois. Inocentes, todos. Que isto o multiculturalismo é uma coisa muito linda mas apenas serve para justificar as motivações dos que aborrecem pessoas. Se envolver animais, aí, já é uma barbaridade.

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O toureiro fez assim tanta viúva?!

por Kruzes Kanhoto, em 13.07.16

A morte de um toureiro, colhido em plena lide, deixou em extase os fundamentalistas da igualdade entre pessoas e bichos. Os comentários exultando com a morte do homem são mais que muitissimos e a estupidez evidenciada nos mesmos atinge niveis para lá de demenciais. Não percebo nada de touradas. Não gosto e acho que a sua existência não faz do mundo um lugar melhor. Desconheço, por não ligar nada a essas coisas, se o falecido era ou não uma figura de relevo no meio. Assim uma espécie de Cristiano Ronaldo da tauromaquia. Ė que, a julgar pela revolta dos familiares das vitimas, deve ter feito uma verdadeira chacina entre o gado taurino.

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Eh pá...ao menos tomem os remédios!

por Kruzes Kanhoto, em 08.07.16

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Correr, voluntariamente, rua fora à frente – ou pelo menos fazer por manter a dianteira – de um touro, parece uma coisa do mais idiota que há. Digamos que, assim de repente, para além da ideia de tomar um banho de água fria logo pela manhã, nada me ocorre de mais parvo.

Mas isto era só até ler os comentários dos intelectuais do Facebook a propósito das imagens, que tem sido divulgadas naquela rede social, das largadas de touros de San Fermin. Os amiguinhos dos animais fazem questão de destilar o seu ódio aos seres humanos e de dar largas a toda a sua estupidez. Um chorrilho de bacoradas que quase parece um concurso para ver qual o mais anormal. E pensar que esta gente respira, vota e anda à solta por aí...

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Auto-mutilação. Deve ser isso.

por Kruzes Kanhoto, em 10.02.16

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No meu dicionário espetador é aquele que espeta. Não faço outra interpretação da coisa e - como se repete até à exaustão por esses carnavais tão tipicamente portugueses - daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Mesmo sem perceber patavina de touradas, acho – não é que tenha bem a certeza, é mais uma suspeita – que espetadores são os gajos, em regra vestidos com uma fatiota amaricada, que espetam uns objectos pontiagudos no lombo dos bois. Ora isto deve requerer uma certa coragem. Não será para qualquer um. Muito menos para gente sensível ao ponto de ficar com a “suscetibilidade” ferida. Cuidava eu que nestas andanças, se tudo corresse dentro da normalidade, os únicos a ficarem feridos eram os bichos. Mas isso era dantes. Quando se escrevia como deve ser.

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