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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Coisas da "covida"...

por Kruzes Kanhoto, em 31.05.20

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(Imagem escolhida aleatoriamente para ilustrar o texo e que nada tem a ver com o mesmo)

Com o confinamento o país descobriu o teledescanso. Nalguns sectores – públicos, está bem de ver – foi um fartote. Bom, fartote é uma maneira de dizer. Muitos daqueles – e daquelas que eu não sou de discriminações – que estiveram largas semanas de boa-vida não estarão especialmente fartos. Nem, se calhar, reconhecidos aos que tiverem de continuar a bulir para que, entre outras coisas, o vencimento lhes continuasse a cair na continha no final de cada mês.

O resultado da mandriice colectiva é o que hoje, numa passeata qualquer, podemos observar. Até os gajos que cortam ervas estiveram, alegadamente, a trabalhar à distancia. A partir de casa, provavelmente. Outros – há quem garanta, mas eu disso nada sei – terão estado a teledescansar “teletrabalhar” nas suas profissões, mas terão feito as “horinhas extra do costume”, num “trabalho” presencial fora da sua especialidade, para arredondar o ordenado. O mesmo ordenado que, apesar de não bulirem uma palha, nunca lhes foi cortado. Nem num cêntimo.

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Teletrabalho, o limite é a imaginação. Ou talvez mais além...

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.20

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Longe mim – lagarto, lagarto, lagarto, ai Jesus cruzes canhoto, t’arrenego Belzebu – estar para aqui a congratular-me com o surgimento do Covid-19. Era o que mais faltava. Isso é coisa para malucos como Lula da Silva e, se calhar, para a sua vasta legião de seguidores. Admito, no entanto, que desta pandemia sairão inúmeras inovações, oportunidades e soluções que poderão constituir motivo para nos congratularmos. Nomeadamente no sector tecnológico e no modo como nos relacionamos com o trabalho.

Se calhar serei demasiado optimista mas, acredito piamente, o número de trabalhadores em teletrabalho terá um aumento exponencial. Com os ganhos daí resultantes. Para todos. Pode ser, embora aí o meu nível de optimismo seja ligeiramente inferior, o principio da recuperação dos territórios do interior. Muitos não terão necessidade de viver nas mega-aglomerações do litoral e poderão rumar a outras paragens. Menos caras, nuns casos, e com mais qualidade de vida, noutros.

Os cépticos não partilharão do meu entusiasmo com a possibilidade de colocar meio mundo em teletrabalho. Terão as suas razões. Muitas e todas legitimas, concedo. Mas concordo com poucas. Se a administração pública, durante esta pandemia, até conseguiu colocar jardineiros, canalizadores, eletricistas, empregadas de limpeza, pedreiros e mais um sem fim de outros misteres em teletrabalho, melhor conseguirá qualquer outra instituição que utilize a tecnologia como ferramenta de trabalho.

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Teletrabalho

por Kruzes Kanhoto, em 07.04.20

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Outra semana de teletrabalho. Daquele a sério. Nada de confusões com outra coisa que, diga-se, também está muito em moda por estes dias mas que se me afigura ser mais teledescanso.

Gosto da ideia de teletrabalhar. É uma cena catita. Terá vantagens e desvantagens, tanto a nível individual como colectivo. Cada um saberá de si e como aproveitar as primeiras e minimizar as segundas. Para mim é essencial manter as rotinas. Cafézinho a meio da manhã, não facilitar nos horários e só não me visto de fato e gravata porque habitualmente não uso.

Colectivamente, enquanto país, esta poderá ser uma oportunidade para dar um enorme salto. Nomeadamente, embora aí num prazo mais dilatado, para o interior. Trabalhar a partir de casa pode constituir o incentivo que tem faltado para travar a desertificação de uma imensa parcela do território. Com essa opção apenas sairia daqui quem, muito legitimamente, o quisesse fazer. Ou tivesse pais ricos.

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Kruzes em Kasa...*

por Kruzes Kanhoto, em 23.03.20

Por cá foi dia de teletrabalho. O primeiro. O que não deixa de ser irónico. Começar a teletrabalhar quando devia estar reformado…

Cuidado com as cantorias às varandas. Parece, segundo defendem alguns especialistas da especialidade, que constitui uma infracção qualquer. Viola os direitos de autor, ou lá o que é. Com a dramática perda de rendimento dos cantantes, pouco me espantará se essa idiotice fizer escola…

O Papa Xico pronunciou-se hoje acerca de despedimentos, empresas, desemprego, miséria e não sei mais o quê. Fez bem, o homem. Só faltou apresentar soluções. Ou, pelo menos, anunciar uma ajudazinha qualquer além da divina...

* Não é erro ortográfico. Já estou é como a outra, "cada um escreve como quer"!!!

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