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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Que se f**** todos os subsio-dependentes!

por Kruzes Kanhoto, em 02.04.18

Por alguma razão, que assim de repente não estou a ver, o Estado retira anualmente uma percentagem – felizmente pequena, diga-se – ao orçamento do país para distribuir pela malta da cultura. Não percebo porquê. Mas, presumo, algum motivo deve haver para o dinheiro dos nossos impostos servir para produzir, entre outras coisas, peças de teatro e películas cinematográficas. Não admira, por isso, a má qualidade. Pouco se terão de preocupar com o sucesso de bilheteira, dado que o graveto está garantido. Que se f*** o público, portanto.

Ainda assim acham pouco. Querem mais. Muito mais. E não admitem que se pense de maneira diferente. Nem mesmo aos seus parceiros de profissões. Houve um deles que ousou criticar a postura de subsidio-dependência dos seus pares e, coitado, têm lhe dito das boas. Que se f**** os subsídios, terá proclamado o homem. E que se f**** também quem os recebe e quem os atribui, acrescento eu.

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Cenas tristes.

por Kruzes Kanhoto, em 18.12.16

Meter-cunha.jpg

O país é especialista em cunhas. O Presidente em afectos. É quase a mesma coisa. Tanto assim que ontem foi demonstrar o seu afecto por uma empresa que já tinha anunciado o encerramento. Ou, por assim dizer, meter uma cunha ao governo para este injectar o dinheiro necessário para aquilo se manter de portas abertas mais uns tempos. Uma lição para todos os empresários em dificuldades. De todos os ramos. Quando a empresa não conseguir vender os bens ou serviços que produz - seja pela ausência de qualidade, o preço demasiado elevado para o bolso do consumidor ou o produto estar obsoleto - o melhor é meter uma cunha ao Presidente. Ou pedir afecto. É quase a mesma coisa. E o contribuinte paga essas cenas todas.

 

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