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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Para quando um imposto canino?

por Kruzes Kanhoto, em 14.01.18

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Volto hoje ao tema que popularizou este blogue. Popularizou é, obviamente, uma força de expressão. Digamos antes que o tornou um bocadinho menos desconhecido. Embora, sem falsas modestias, reconheça que a data altura – graças a umas quantas citações em determinados locais e coiso – o Kruzes se tenha tornado uma referência incontornável no âmbito da merda de cão.

Se assim o quisesse podia todos dias publicar um post acerca do assunto. Motivos não faltam. Como esta bosta, ainda fresquinha, com que me cruzei logo pela manhã. Provavelmente é resultado de algum javardo ter sido obrigado a madrugar por força dos hábitos intestinais do canito. Nem vou reclamar de o dito cujo não ter procedido à recolha do “presente”. Ninguém o faz. Questiono-me antes acerca da moralidade de quem legisla em matéria fiscal e de quem, no terreno, aplica a mais que permissiva legislação existente.

Se olharmos para as facturas da água ou da luz que todos os meses nos chegam a casa constatamos que pagamos um infindável rol de taxas e taxinhas. Todas, se nos dermos ao trabalho de pesquisar a sua finalidade, alegadamente relacionadas com o ambiente. Mas a água e a electricidade são bens essenciais. Um cão não é. Em meio urbano é apenas um apetrecho de luxo. Ou de vaidade. Que, na maior parte das circunstâncias, polui e incomoda os outros. Daí que me seja difícil entender a razão porque não é devidamente taxado como tal.

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Faliram?! Desenrasquem-se!

por Kruzes Kanhoto, em 07.01.18

Ciclicamente somos confrontados com noticias que nos dão conta do estado de penúria a que, alegadamente, terão chegado pessoas ligadas ao meio artístico. Nada de mais. Nem de menos. Pode acontecer a todos e a cada um de nós. O irritante da coisa é, por norma, o facto dessa malta – quase sempre secundado por quem elabora a noticia – achar que a sociedade ou o Estado têm a obrigação moral de lhes resolver o problema.

Pouco – nada, mesmo – me importa a maneira como esturraram as pequenas ou grandes fortunas que possam ter arrecadado. Divertiram-se, deram aos pobres ou acenderam a lareira com as notas. Que lhes tenha feito bom proveito. Não queiram é agora que os outros sintam alguma culpa por eles estarem no limiar da miséria. Já todos contribuímos para o seu bem-estar. E não contribuímos pouco. Para além da retribuição pelos serviços que prestaram, direitos de autor, direitos conexos e mais uma infinidade de taxas e taxinhas que todos somos obrigados a pagar parecem-me mais do que suficientes para a malta das artes manter uma vidinha muito confortável. É que isto, convém não esquecer, até uma simples uma pen paga uma taxinha para beneficio desse pagode. É por isso que já não as uso. Agora prefiro colocar tudo na cloud. Num servidor qualquer, lá para as bandas da Nova Zelândia.

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Governo, amigo, o povo está contigo!

por Kruzes Kanhoto, em 13.10.16

Já falta pouco para ficarmos a saber todas as fantásticas medidas – algumas, desconfio, poderão até atingir o nível de sublime - com que a geringonça se propõe melhorar a nossa vida no próximo ano. Sabemos – sempre o soubemos, obviamente – que aquela trempe de esquerdistas apenas pretende o bem do povo. Ao contrário dos malvados da direita, que estão sempre a maquinar coisas para lixar a malta.

Não são, por isso, de esperar propostas que nos provoquem aborrecimento. Tal como subidas de impostos, cortes de salários ou baixar as reformas. Nada disso. Quando muito aumentarão umas quantas tretas que os ricos fazem questão possuir. Casas e assim. Ou, se isso não ameaçar a consistência da geringonça, um ou outro imposto sobre uns itens que provoquem problemas ao nível da saúde. Tipo o açúcar ou as gorduras. Nada que seja de primeira necessidade. O que, parece, fica de fora é o papel higiénico. Ainda não é desta que lhe é aplicada uma taxa. Ou um imposto, sei lá. Uma derrama, quiçá. Mas devia, já que se trata de um artigo de última necessidade.

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Taxa de corrida

por Kruzes Kanhoto, em 09.05.16

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Grande ideia. Nem sei como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso. Mas - alguém havia de ter a ideia primeiro - um autarca inglês lembrou-se de cobrar uma taxa a quem pratica corrida num parque da sua cidade. É que isso de andar por aí a correr tem custos e alguém os tem de pagar. Aquilo a que se chama o utilizador pagador, portanto.

Por cá também temos taxas dentro do mesmo género. A taxa de dormida ou a de desembarque no aeroporto é mais ou menos a mesma coisa. O que me está a deixar ligeiramente preocupado. Não que ande por aí a correr e mesmo que o fizesse posso ficar descansado que o presidente cá do sitio não é gajo para fazer uma barbaridade dessas. Mas convém recordar que a paternidade das taxas e taxinhas de Lisboa é do fulano que, sabe-se lá como, chegou a primeiro ministro. Ora, sabendo a apetência que a criatura demonstra para taxar coisas, quem sabe se o plano B para equilibrar as contas do Estado não inclui uma taxa a aplicar a todos os que correm ou praticam caminhada pelos espaços públicos deste país? E se não quiserem pagar fiquem no sofá!

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