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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Anda comigo ouvir os aldrabões...

Kruzes Kanhoto, 16.10.20

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A TAP, empresa nacionalizada, tem uma gestão que devia deixar orgulhosos todos os portugueses. Mesmo aqueles que, parvos, acham que os governos não têm nada de gerir empresas. Sejam elas transportadoras aéreas ou agências funerárias. É que, a acreditar naquilo que tenho lido e ouvido na comunicação social, aquela companhia de aviação terá daqui por uns tempos menos mil e seiscentos trabalhadores, mas – milagre dos novos gestores – nem um será despedido. As noticias mais recentes dão-nos conta que aquela companhia de aviação perde, dispensa, afasta ou fica com menos trabalhadores. Quanto muito, mas isso já é o jornalista a arriscar a pele, não renova contratos. Despedir é que não. A TAP não despede ninguém. Que isso é muito feio e próprio daqueles empresários malvados que apenas visam o lucro. Os patifes.

 

E em bejecas, dá para pagar quantas?

Kruzes Kanhoto, 12.07.20

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A imprensa dá-nos hoje conta que as fraudes com subsídios europeus davam para pagar duas vezes a TAP. É capaz disso. Se o dizem é porque fizeram as contas. Mas, digo eu, quem diz a TAP diz pagar outra coisa qualquer. E, sem grande esforço, todos nos lembramos de várias que já pagámos, andamos a pagar, ou vamos pagar um dia destes. Tal como, pelo menos alguns de nós, também não esquecemos que entre essas fraudes e esses apoios existe muito em comum. Alegadamente, como é óbvio. Só não sei - mas, como dizia o outro, é fazer a conta - quantos apoios á comunicação social daria para pagar. Ou, como noutros tempos, Cristianos Romaldos.

Um pandego, este Costa.

Kruzes Kanhoto, 18.12.15

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Logo que a hipótese da existência de um governo das esquerdas começou a ganhar forma vaticinei que iríamos viver num estado de divertimento permanente. Mas, reconheço, não esperava tanto. Hoje, por exemplo, naquela conferência onde ameaçou nacionalizar a TAP – não vejo que outro sentido se pode extrair da conversa do homem – esteve ao melhor nível de um qualquer ditadorzeco latino-americano com pinta de narco-traficante. Teve piada. E depois aquilo de um governo não poder estar dependente da vontade de particulares, também teve a sua laracha. Cuidava eu que preocupante era os particulares estarem à mercê dos humores dos governos. Mas isso sou eu, que tenho a mania de achar que sei governar a minha vida e não aprecio que o governo – este ou outro qualquer - o queira fazer por mim.

Histerias ou o elogio da loucura nacionalizadora de 1975!

Kruzes Kanhoto, 11.06.15

Tenho manifesta dificuldade em perceber esta histeria em torno da privatização da TAP e de todas as outras privatizações ou concessões a privados que foram ocorrendo ao longo dos últimos três ou quatro anos. Logo agora que temos, ao que se diz, a geração melhor preparada de sempre em termos académicos. Surpreende-me que eles – e os que contribuíram para a sua preparação, que também não devem ser parvos de todo – não saibam ou não se recordem que, neste país e não noutro planeta qualquer, já houve um tempo em que todas essas empresas eram privadas. O que não as impedia de funcionar nem de criar riqueza. Foi assim até uns quantos malucos tomarem o poder de assalto e arrasarem o tecido produtivo nacional. Por mais estranho que possa parecer, nessa altura, os transportes privados ou concessionados funcionavam e transportavam pessoas, os bancos privados cumpriam a missão para que foram criados e as fabricas privadas produziam o que tinham a produzir. Quase sempre melhor do que hoje, diga-se. Mas, admito, isto é capaz de constituir um conceito um bocado esquisito para quem acha que Portugal só “nasceu” em Abril de 1974 e que os outros oitocentos e quarenta e seis anos de história não passam de um imenso buraco negro.