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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Há uma linha que separa um maluco de um parvo...

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.18

Uma entidade emissora de obrigações adiou hoje, em seis meses, o pagamento das mesmas bem como dos respectivos juros. Parece-me, assim de repente, um caso grave. Capaz, até, de minar a pouca confiança que ainda restará no sistema financeiro nacional.

Quem investiu – e pode ser qualquer um nós, ainda que indirectamente – corre o risco de nunca mais recuperar o investimento. A menos que o Costa lhes acuda, como já fez com os alegados lesados do BES. Ou, pior ainda, que o governo resolva socorrer a instituição em causa. O que não me surpreenderia por aí além, diga-se.

Entretanto, enquanto aquilo se afunda e arrasta com ele as economias de quem lá pôs o dinheiro, o folclore continua. Para enganar os tolos e esconder aquilo que é verdadeiramente importante, desconfio. Depois chamem-lhe maluco… mas parvo é que ele não é!

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Apertos, claques e outras modernices

por Kruzes Kanhoto, em 19.05.18

Um homem sábio disse um dia – Pinto da Costa, no inicio deste ano – que grave, mas mesmo muito grave, é existir um clube com claques ilegais. Sábias palavras, aquelas. Que isto, no âmbito da pancadaria e da invasão de centros de estágios de árbitros ou do próprio clube, há que agir com gente devidamente enquadrada na legislação vigente.

Reitero a minha estranheza com a onda de indignação dos sportinguistas – de muitos deles, pelo menos – com as alegadas ocorrências de Alcochete. Sinceramente não os percebo. Ainda um ano destes berravam a plenos pulmões, em Alvalade, “aperta com eles Sá Pinto, aperta com eles” - referindo-se, naturalmente, aos jogadores como alvo a apertar – e agora, que alguém resolveu fazê-lo, ficam chateados?! É pá, como disse o outro, vão mas é catar pulgas.

Já que o post escambou para a corrupção, aproveito para manifestar a minha desconfiança acerca das noticias que envolvem o Sporting nesse esquema. Não acredito. Nadinha, mesmo. Depois de ouvir as supostas escutas fiquei, até, como pena da agremiação do Lumiar. Um alegado corruptor lamentar-se de não ter dinheiro para subornar é, convenhamos, algo de surreal.

Mas nem tudo é mau no reino dos lagartos. Modernizaram-se. Aquilo é uma coisa evoluída no âmbito das tecnologias da informação. Emails é para meninos. Para aquelas bandas os assuntos importantes tratam-se pelo WhatsApp.

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O melhor ainda estava para vir...

por Kruzes Kanhoto, em 16.05.18

Se vires as barbas do vizinho a arder, põe as tuas de molho”. Bruno de Carvalho e os sportinguistas em geral não devem conhecer este dito popular. É que eles fizeram pior. Incendiaram as barbas da vizinhança, chacotearam o vizinho e, num assomo de total alarvidade, besuntaram as próprias barbas com gasolina. Agora queimam-se. Azarinho. Não temos pena nenhuma. Numa coisa, contudo, o lagartedo teve razão. O melhor estava, de facto, para vir. Eu só não tenho é a certeza se o melhor de tudo já chegou…

Desde ontem que todos chamam maluco ao presidente do Sporting. Discordo em absoluto quanto à maluqueira do senhor. Ou, então, quase todos os sportinguistas são doidos varridos. Andam anos a fio a aplaudir um discurso de ódio, faltas de respeito, má-criação e tentativas de destruição de um clube rival e agora, que têm a casa a arder, o outro é que é maluco?! Escapa-se-me aqui qualquer coisa...

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Prioridade à bola

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.18

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Diz que a justiça estará a investigar, detalhada e exaustivamente, todos os jogos do Benfica realizados nos últimos cinco anos. Deve ser investigação para manter os nossos justiceiros ocupados durante uns tempos. Mas ainda bem, que isto da bola tem de ser levado a sério. Até porque essa coisa dos três grandes, seja qual for a modalidade, ganharem quase sempre e serem campeões muitas vezes – consecutivamente, com frequência – deixa-me com a pulga atrás da orelha. É estranhíssimo os melhores ganharem sem ser com manhosices, não é?

Entretanto Porto e Sporting reivindicam para si o estatuto de clube mais titulado de Portugal, reclamando, cada um deles, mais de vinte mil títulos conquistados no conjunto das modalidades que praticam. Contenda que, presumo, um dias destes será dirimida na justiça. Que é para causas nobres e determinantes que ela serve. Isto, claro, após investigar se não houve marosca na obtenção de cada uma dessas vitórias. A menos, teoria a não descartar, que o facto de equiparem de verde ou de azul seja motivo mais do que suficiente para a isenção de suspeitas.

Enquanto isso, apenas estão sob a alçada da lei meia-dúzia de políticos. Não há vagar para investigar todos os outros milhares, actuais e passados, que exercem ou exerceram funções executivas na governação central, regional e local. A esmagadora maioria, obviamente, não será corrupta. Mas convinha, digo eu, que todos percebêssemos a razão porque entram para lá pelintras e saem com um património pouco compatível com o vencimento. Respeitem-se, no entanto, as prioridades da Justiça. Se a bola está primeiro, que assim seja.

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E-bruxedo

por Kruzes Kanhoto, em 01.04.18

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Não acredito em bruxasbruxedos ou bruxarias. Nem, sequer, noutras artes manhosas ainda que vagamente correlacionadas. Tenho é uma crença inabalável no meu azar ao jogo. Mas, confesso, começo a ficar preocupado. Não contava com tanta má-sorte. Estas apostas nas vitórias combinadas de porto e sporting começam a ameaçar a estabilidade financeira da minha “banca”. Estou a ver que ainda vou ter de recorrer ao crowdfunding. Ou fazer uma vaquinha, vá.

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Não gosto que me apontem armas. É uma coisa que me aborrece...

por Kruzes Kanhoto, em 03.03.18

Esta semana Vladimir Putin anunciou ao mundo uma nova geração de armas nucleares que, a acreditar no homem, farão já parte do arsenal da Rússia. Ora, como gajo preocupado com estas coisas, procurei saber a posição do Partido Comunista e, nomeadamente, da sua agência para estes assuntos. Um tal Conselho Português para a Paz e Cooperação. Que, dada a sua intensa actividade em defesa da convivência pacifica, esperava eu já se tivesse pronunciado no sentido de condenar veementemente mais esta ameaça à paz celestial entre os homens. E as mulheres. E os coisinhos, também. Que aqui no Kruzes não se discrimina ninguém.

Tempo perdido. Afinal nem uma palavrinha. Nem o PCP nem a organização palhaça por si patrocinada se revelam preocupados por a Rússia ter apontadas às nossas cabeças mais umas quantas armas. A preocupação da camaradagem é apenas dirigida à Nato e aos patifes dos americanos. Camaradas, pá, Como é que eu vos hei-de explicar isto? Se um maluco de qualquer dos lados apertar o botão e houver uma guerra nuclear, batemos todos a bota. Mas a nós, embora se isso acontecer importe pouco, a arma que nos mata é a dos vossos amiguinhos russos. E a vocês também, mesmo que tenham a foice e o martelo pintados na testa.

Só mais um pormenor, camaradas. Não sei se já repararam mas a URSS acabou vai para trinta anos. Talvez constitua uma novidade para vocês mas, acreditem, o Putin é tão comunista como o Cavaco. Não consigo, por isso, descortinar razões para terem tanta admiração pelo novo czar. Ou será aquilo do inimigo do meu inimigo é meu amigo?! Poucochinho, se for isso. E, normalmente, dá mau resultado. Vejam o exemplo do Sporting...

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Xiiii...disparate!!!!

por Kruzes Kanhoto, em 08.02.18

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Há por aí um movimento qualquer que pretende acabar com as chamadas fake news. As noticias falsas, no nosso linguajar. Não é que ache mal de todo – depende do contexto – mas tenho uma enorme curiosidade acerca da maneira como o pretendem fazer. E, principalmente, como é que se determina se a noticia é falsa ou não. Até porque, como já dizia o outro que a par da minha avó é um gajo que gosto sempre de citar, o que hoje é verdade amanhã é mentira. Ou ao contrário, se quisermos.

Igualmente inquietante é noticiar o disparate. Coisa que, a par das noticias falsas, está a ser feito em permanência pela comunicação social. Mas com isso ninguém se preocupa. Pelo contrário. Não falta quem faça gala em reproduzir as afirmações mais disparatadas das mais variadas personagens. Reles e ordinárias, umas - basta ver a bicheza que anda pelo mundo do futebol – e patéticas, outras, como o padreca que acha desejável que os “recasados” não forniquem ou a apresentadora televisiva que fica ofendida por um homem olhar para uma mulher. Perante tanta idiotice, mal por mal, ainda prefiro as fake news.

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Vaucher, email ou azelhice?

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.18

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Que me lembre – e já me lembro de muita coisa – nunca o país assistiu a um ataque dirigido a ninguém, nem a nenhuma instituição, como aquele de que o Benfica está a ser alvo. O desespero pela ausência de vitórias pode, admito, servir de justificação. Não pode é justificar tudo. Sejam os depósitos nas contas dos árbitros, a invasões dos locais onde os mesmos se treinam ou a violação do sistema informático de uma empresa cotada em bolsa. Tudo perante o alheamento da justiça – da desportiva e da civil – e o gáudio da miserável comunicação social que temos.

Não ponho, obviamente, a mão no fogo por ninguém. Ando cá há anos suficientes para saber que não há inocentes. Mas o que de verdade me surpreende, ainda mais do que outras coisas, é não haver uma alma que se lembre de esmiuçar os auto-golos e os penáltis do Tonel – ah, espera, esses beneficiaram o Porto e o Sporting – nem aquele falhanço inacreditável do Bryan Ruiz que tirou o campeonato aos lagartos. Uma azelhice daquelas ainda hoje me cheira a marosca. Investigue-se...

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Paineleiros...

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.18

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Os homens não se medem aos palmos, já garantia a minha avó. Medem-se, queria a minha antepassada dizer na dela, pelo carácter. Entre outras coisas, acrescento eu. Daí que, pese a ausência de ambos, não pretenda gozar com o cavalheiro da imagem. Até por não conhecer os motivos que levam o sujeito a colocar as almofadas debaixo da peida. Ele lá saberá o que andou a fazer antes de ir para o estúdio. Há, no entanto, quem garanta que será tudo uma questão de tamanho. Por mim, que há muito deixei de ouvir as patacoadas da alimária, que seja apenas isso do tamanho. Dele ou do outro.

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Um grande bardamerda também para ti, Grunho!

por Kruzes Kanhoto, em 05.03.17

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"Bardamerda para todos aqueles que não são do Sporting Clube de Portugal" terá regurgitado ontem o sapo Grunho de Carvalho após a reeleição para a presidência daquela agremiação verde às riscas sedeada ali para os lados do Campo Grande. Fica-lhe bem. Nem, de uma criatura daquelas, é de esperar outra coisa. Assim tipo um discurso ligeiramente acima de boçal, vá. Daí que não vá aqui desfiar aquele rosário de, por se tratar de uma grande instituição, o clube merecia melhor e outras tretas do género. Nada disso. Estão todos bem uns para os outros. A começar nos sócios, por terem escolhido um coiso daqueles. Mas ainda bem que o escolheram. O reles batráquio inchado, agora reeleito, constitui uma garantia de fracasso desportivo e um quase certo ainda maior descalabro financeiro. 

Estranho é a comunicação social não dar o merecido destaque a tão erudita declaração. Ou, então, não. Dos pequenos e dos fracos não reza a história. Já se fosse o presidente de um clube daqueles à séria - dos que ganham coisas e isso - teríamos conversa para umas quantas semanas. Melhor assim. Ele, todos, que vão para a santa senhora que os concebeu à beira de uma estrada qualquer.  

 

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Vão trabalhar, palhaços, vão trabalhar!

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.17

Apesar de benfiquista de todos os costados sinto-me solidário com os futebolistas do Sporting. Está-lhes tudo a correr mal. O seu futebol mete dó, os adversários teimam em marcar golos nos últimos minutos e, como se isso não fosse pouco, têm de aturar um chefe idiota e um patrão doido varrido. Para já não falar nos adeptos – provavelmente um bando de rufias e mandriões - que fizeram questão de os ir esperar ao estádio, altas horas da madrugada, só para ofender quem trabalha. Sim, porque os jogadores, bem ou mal, trabalham. Coisa que aqueles energúmenos, provavelmente, só conhecem de ouvir falar. Se bulissem de certeza que não teriam grande vontade de estar ali a aborrecer quem exerce honestamente a sua actividade profissional. Se soubessem o que é trabalhar de certeza que, àquela hora, preferiam estar a descansar o coirão.

Obviamente que, enquanto benfiquista, fico satisfeito sempre que o Sporting tem um desaire. Mas, enquanto trabalhador, aborrece-me que quem trabalha não seja respeitado. Mesmo quando as coisas não correm bem. Ter um chefe habituado a perder, um patrão que nunca soube o que é ganhar e depois levar com a culpa das derrotas deve ser uma coisa lixada.

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Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 06.01.17

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Não percebo a indignação dos lagartos pela eliminação da taça da Liga. Primeiro, já é um hábito. Deviam estar acostumados. Depois porque, ao contrário do que afirmará Bruno de Carvalho – esse grande especialista em arbitragem, parvoíces diversas e assuntos derivados da questão – a culpa não foi do árbitro. É que o clube do Lumiar não foi afastado da competição por ter perdido o jogo. Ficou de fora por aplicação do terceiro critério de desempate. A média de idade dos jogadores utilizados. Utilizou menos jovens do que o adversário directo, no caso. O que, para quem se gaba de ter a melhor escola de formação de futebolistas do mundo inteiro e arredores, não deixa de ser estranho. E há, ainda, aquilo do treinador. Se nunca ganhou nada de jeito antes de chegar ao Benfica por que raio alguém há-de pensar que vai ganhar depois de lá ter saído?!

 

PS - Na foto um dos muitos penaltis que permitiram ao Sporting ganhar o seu último campeonato

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Isto anda tudo ligado...

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.16

Esta época futebolística tenho apostado quase sempre na vitória do Sporting. Será essa, a estatística não me deixa mentir, a razão pela qual as apostas no Placard me estão a correr tão mal. Bem me avisava, no último domingo quando registava o boletim, um outro apostador que a insistência em vaticinar as vitórias dos lagartos só me traria uma desagradável acumulação de prejuízos. Isto, claro, sou eu a traduzir do vernáculo. Mas o cavalheiro em causa ia mais longe. Garantia que os leões, que já não venciam desde que o Pedro Dias desapareceu, apenas voltariam a ganhar quando o tal foragido fosse encontrado. Ora o Sporting, nesse mesmo Domingo, ganhou. Ao Arouca. Por três a zero. E, no final desse jogo, as câmaras de vigilância do estádio das osgas filmaram umas cenas rocambolescas. Acontece que o tal Pedro Dias apareceu. Em Arouca. Três dias depois do jogo que o Sporting ganhou por três a zero ao Arouca, perante as câmaras de uma televisão que estavam lá para filmar aquela cena rocambolesca. O tal gajo não acertou nisso do clube do Lumiar só ganhar depois do alegado assassino aparecer. Mas só falhou por três dias. Isto anda mesmo tudo ligado.

E eu, que sou benfiquista e isso me envaidece, por que raio aposto na vitória das lagartixas? Porque assim fico sempre contente...


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Uma ponte cara demais

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.16

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Cada um acredita no que quer e desconfia do que lhe apetece. Há quem acredite que uma santa senhora pairou sobre uma azinheira e quem desconfie que o homem nunca pousou na Lua. A mim é aquela coisa dos “estudos”. Não acredito neles. Na maioria deles, pelo menos. Isto porque desconfio dos estudiosos e das suas intenções. Por norma cheira-me que trazem, invariavelmente, água no bico.

É o caso do custo das pontes. Se relativamente às de betão fazer uma estimativa ou um apuramento de custos é relativamente fácil, já quanto às outras – aqueles dias entre feriados e fins de semana – a coisa fia mais fino. Cada uma custará, segundo os estudos do tais estudiosos, cento e oitenta milhões de euros. Ignorante como sou não percebo como chegam a este valor. Sei apenas que uma ponte é um dia de férias. Se, por absurdo, alguém fizer vinte e duas pontes ao longo do ano não gozará um único de férias. Assim que diferença faz, em termos de custos, que uma criatura tenha ou não ponte? Não estará exactamente os mesmos dias sem trabalhar?! Não sei, digo eu que apesar de fazer algumas pontes tenho sempre o mesmo número de dias de férias.

Cada um, reitero, acredita no que quiser. Por mim acredito mais na hipótese do Sporting um dia ser campeão do que na seriedade desses estudos.

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O Benfica não foi campeão a época passada!

por Kruzes Kanhoto, em 10.10.15

Afinal, também nisto do futebol, temos andado todos a ser enganados. O Benfica não é o maior clube português. Nem, sequer, é o actual campeão do pontapé na bola. Porto e Sporting juntos têm mais sócios, mais títulos e na última época os pontos dos dois somados ultrapassam em muito os conquistados pelo Glorioso. Que, visto assim, até já não é tão glorioso quanto isso.

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O ovo nem sempre está no cú da galinha

por Kruzes Kanhoto, em 11.07.15

As SAD's de Porto, Sporting e Benfica lançaram recentemente no mercado – esse malvado – mais um empréstimo obrigacionista com juros bastante simpáticos. A ideia, a julgar por aquilo que se tem lido e ouvido neste defeso futebolístico, é comprar jogadores e treinadores para as suas principais equipas. Ou seja, investir e promover uma politica de “crescimento”. À semelhança, aliás, do que muitos defendem como essencial para o país.

Estão, portanto, os principais emblemas desportivos a trilhar o caminho certo. Aquele que sábios e, a julgar pelo que ouço e vejo por escrito por aí, a maioria da população consideram ser a alternativa a seguir.

O problema, desconfio, vai ser se a bola teimar em não entrar na baliza adversária, se o árbitro não marcar aquele penalty que toda a gente viu ou se os jogadores não renderem aquilo que se esperava deles. Sem vitórias os adeptos não vão ao estádio, os craques não se valorizam e, em suma, o investimento não gera retorno. Que é como quem diz, não há “crescimento” para ninguém.

Presumo que não sejam bancos franceses e alemães, nem os tais “fundos-abutre” a comprar toda a emissão. O mais certo é a maioria do capital emitido ficar nas mãos de aforradores que pretendem rentabilizar as suas poupanças. Se, no final, não houver graveto para reembolsar os investidores podem as SAD's fazer uma espécie de renegociação da divida. Assim do tipo só pagar cinquenta por cento do capital investido. Todos, certamente, aplaudiríamos a ideia. É, afinal, o que andamos a defender há anos.

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Olha se a moda pega...

por Kruzes Kanhoto, em 28.06.15

Os sócios do Sporting acabam de expulsar de sócio do clube um antigo Presidente da agremiação por alegada má gestão financeira. A decisão foi anunciada aos jornalistas e povo em geral pelo Presidente da Assembleia Geral da instituição. Jaime Marta Soares, de sua graça. Personalidade que, recorde-se, durante cerca de trinta e sete anos - até 2013 – exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares. Per capita, uma das mais endividadas do país...

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Não é para desanimar os sportinguistas mas apesar de o homem se chamar Jesus não faz milagres...

por Kruzes Kanhoto, em 03.06.15

Tenho manifesta dificuldade em perceber a alegria dos sportinguistas e a tristeza de alguns benfiquistas pela mudança de Jorge Jesus para o outro lado da segunda circular. Relativamente aos primeiros faz-me espécie a convicção que, com ele, vão voltar os tempos de glória a Alvalade. Nem sei o que os leva a acreditar nisso. Se o homem é treinador há trinta anos, passou por uma dúzia de clubes e não ganhou nada, por exemplo, no Belenenses, Guimarães ou Braga, porque raio é que há-de ser campeão no Sporting?! Deve ser uma questão de fé.

Quanto aos benfiquistas, mesmo reconhecendo os excelentes resultados obtidos nas duas últimas temporadas, convém não esquecer as três épocas que as antecederam. Nomeadamente quando, de forma perfeitamente inglória e incompetente, se perdeu tudo numa semana. Apesar disso a maioria dos adeptos do Glorioso estará grata a Jesus. Ganhou muita coisa, recolocou o clube no lugar que merece mas, como tudo na vida, o seu ciclo terminou. Por mim é sem saudade que o vejo partir. Até porque outras alegrias se aproximam. A começar pela diversão que, seguramente, a dupla Jesus-Bruno de Carvalho nos vai proporcionar...



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