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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Trumpofobia

por Kruzes Kanhoto, em 28.01.17

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O meu tio Alabaça, um velhote que por alturas do PREC rondava os oitenta anos, tinha, na época, uma visão muito critica do que então acontecia no país. Detestava comunistas, não apreciava o rumo que as coisas estavam a seguir e não via sustentabilidade nenhuma nas generosas medidas que os sucessivos governos iam tomando. O que, como seria de esperar, num Alentejo tomado de assalto por malucos e assolado numa onda de loucura colectiva, não o tornava numa figura muito popular entre a vizinhança. Infelizmente não viveu o suficiente para confirmar quanto a sua análise dos acontecimentos estava correcta. Teria dito aquilo que sempre dizia quando as suas previsões se revelavam certeiras. Um categórico “eu já sabia”.

Mesmo não tendo a veleidade de, sequer, me pretender aproximar do nível de saber de experiência feito daquele meu antepassado, também “eu já sabia” de que massa são feitos os que espalham aos quatro ventos conceitos como tolerância, respeito pela diversidade de opiniões, vontade popular e muitos outros chavões com que gostam de encher a boca. Bastou um idiota qualquer ganhar umas eleições do outro lado do mundo e é o que se vê. Veio ao de cima toda a intolerância, arrogância e falta de respeito relativamente a quem pensa diferente que, subtilmente, sempre evidenciaram. Quanto a essa gentalha insuportável não sei, mas, por mim, gosto da democracia e de poder dizer, se me apetecer, que gosto do Trump. Ou - e apetece-me mesmo - dizer que urge fazer qualquer coisa que impeça os fascistas islâmicos de tomar conta disto tudo. Mas isso sou eu que, ao contrário desses trumpofobicos, gosto da democracia. Ou lá o que é que chamam aquilo de termos direito a expressar publica e livremente a nossa opinião sem medo de represálias ou ameaças. E a vê-la respeitada, já agora.

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Cenas que não fazem a esquerda perder a cabeça. Por enquanto.

por Kruzes Kanhoto, em 10.12.16

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O que seria impensável estará agora a acontecer em várias cidades da Europa central e do norte. Tudo isto perante a passividade, o silêncio, a cumplicidade e não raras vezes o apoio dos governos, da justiça, da comunicação social e das múltiplas comissões, comités e associações de solidariedade com tudo e mais alguma coisa que envolva migrantes, minorias e multiculturalismo. Afinal, como dizia o outro, quando o dinheiro fala tudo o resto se cala... Depois admiram-se que a extrema-direita obtenha resultados eleitorais que a colocam às portas do poder em inúmeros países europeus ou eleja o Trump presidente nos EUA. Até eu, se visse porcos na minha rua, votava nessa malta.

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