Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Deixem lá a malta (o)pinar, pá!

Kruzes Kanhoto, 25.10.20

Screenshot_2020-10-25-08-56-19-345_com.twitter.and

Quanto a esta medidinha da limitação de deslocações entre concelhos, para combater o vírus chinês, não tenho grande opinião. Nem pequena, a bem dizer. Até porque os portugueses quando querem – e querem muitas vezes – são exímios a contornar as leis. Mas há quem se sinta incomodado com esta decisão. Por muitas razões, que isto cada um sabe de si. A deste cavalheiro parece-me pertinente. E atendível, também. Devia, na minha modesta opinião de opinador que gosta de opinar, enquadrar-se nas excepções legalmente previstas. Só quem passou por estas coisas é que sabe dar-lhe o devido valor. Ainda bem que quando eu catrapiscava a minha Maria não havia Covid.

Um "perro maricon" seria ainda mais valorizável...

Kruzes Kanhoto, 25.08.20

images.jpeg

Leio que em Espanha um indivíduo, interceptado pela policia local em virtude de não usar máscara, terá começado a andar “de quatro” imitando um cão. Não evitou, ainda assim, a multa aplicável nestas circunstâncias.

A ocorrência está a ser noticiada, pela generalidade da imprensa, na secção de noticias insólitas, bizarras ou simplesmente parvas. O que se me afigura profundamente reprovável e suscita umas quantas questões inquietantes. O senhor tem o direito a identificar-se com aquilo que muito bem lhe apetecer. Se foi um ser canino, todos, policia e jornalistas incluídos, temos de aceitar a sua condição e não desatar a zombar das suas opções. E aqui reside a segunda inquietação. O que terá levado os presentes a considerar que a criatura em causa era um homem e não uma mulher? Ou um transexual? Ninguém, ao que é relatado, o que terá interrogado quanto a isso. Outra questão pertinente é o género do animal. Porquê um cão? Alguém lhe perguntou se ele – ou ela – se identificava com um cão e não com uma cadela? Ou, até, um canito transexual? Pelo sim pelo não, de maneira a evitar equívocos e tratar a coisa de forma inclusiva, a noticia podia resumir-se a isto: “Ser humane interceptade pele policix identifica-se como ume cachorre”. Todes percebíamos e não havia cá discriminações.

Sete recomendações para fazer a 69

Kruzes Kanhoto, 19.08.20

69 2020.png

Podia ser apenas uma piadola. Ou uma daquela fake news, ou lá o que chamam às pantomimices publicadas nas redes sociais ou na comunicação social. Mas não. É mesmo a sério. No meio da maior crise por que já passaram as actuais gerações é com isto que os deputados da nação se entretêm. Depois queixam-se das críticas depreciativas que lhes são dirigidas.

Desemprego? Impostos? Fome? Velhos a morrer à sede? Que raio importa isso? Nada, como é óbvio. Há coisas muito mais importantes para resolver. Nomeadamente recomendar a distribuição de dinheiro público em função das actividades que os cidadãos praticam na cama, wc´s públicos ou seja lá onde fôr.

Se toda a gente merece ser apoiada neste momento difícil? Claro que sim. Mas, quando se passa por dificuldades e necessita de apoio, o que cada um faz com o respectivo rabo ou com qualquer outra parte do corpo interessa para quê e a quem?!

 

 

 

"Vamos pilar"

Kruzes Kanhoto, 07.08.20

IMG_20200807_134156.jpg

IMG.jpg

Sai um gajo trabalho em passo acelerado para ir comer qualquer coisa, que a fome é negra - não sei se ainda posso atribuir uma cor à fome, mas agora já está e não me apetece apagar – e depara-se com isto. E por isto entenda-se, para os menos atentos ou pouco perspicazes, a mensagem que esta senhora tem estampada nas costas da t-shirt.

Não sei se por causa da larica mas, admito, não percebi à primeira. Nem, a bem-dizer, à segunda. Comecei por admitir que o tempo e sucessivas lavagens tivessem apagado uma virgula a seguir ao “vamos” e um ponto de exclamação depois de “pilar”. Mas não. Vendo melhor constato que nunca lá estiveram. Hesitei depois entre a mensagem significar uma proposta manhosa ou a revelação da actividade que vão praticar. Já perto de casa, que o trajecto é curto e tenho passada larga, conclui que não seria nem uma nem outra coisa. Aquilo foi engano. Vestiu a camisola do neto. Ou da neta, que não quero ferir a susceptibilidade das maluquinhas das causas. Nem dos maluquinhos, tão-pouco.

Em vez de "estudos" vão mas é às "aulas"...

Kruzes Kanhoto, 06.08.20

cupilheira.jpg

Isto há malucos para tudo e, já dizia a minha sábia avó, cada maluco com sua maluqueira. A diferença para o tempo dela é que, nessa época, ninguém ligava aos malucos e não havia problema nenhum em lhes chamar o que realmente são. Uns malucos. Hoje não. Têm palco em todo o lado e quem ousar questionar a sanidade mental dessa gente ainda é olhado de soslaio, se tiver sorte, ou enxovalhado na praça pública, que é o que acontece quase sempre.

Às maluqueiras de hoje, não sei se para dar credibilidade ou apenas por ser moda, chamam-lhes “estudos”. Um desses estudiosos – um conceituado maluco que em tempos vendeu colchões – anuncia que “os humanos não foram programados para dormir acompanhados”. Justifica a ideia com um conjunto de lugares-comuns que, para quem vive sozinho ou mal acompanhado, até podem servir de consolo. Mas apenas isso. Deixemo-nos de merdas. Só pensa assim quem nunca dormiu com o cu na pilheira.

Afinal... o tamanho importa!

Kruzes Kanhoto, 27.05.20

IMG_20200527_143530.jpg

Screenshot_20200527-143637.jpg

Em matéria de Covid – e nas outras também - os especialistas da especialidade são gajos para dizerem uma coisa agora e o seu contrário daqui a bocado. Por isso o melhor é aproveitar já, antes que outro estudo venha desmentir este ou provar exactamente o oposto.

Parece que isto dos dedos é uma cena muito importante. Nomeadamente no que diz respeito ao tamanho. Diz que, no caso do vírus chinês, importa. Mas, apenas, relativamente aos homens. Estaremos, se calhar, na presença de um vírus sexista. Seja como for, neste ponto, cumpro o requisito. Aguardemos, ansiosamente, o desenvolvimento de novos estudos que analisem a relação entre o risco e outras características físicas...

 

Querem queixinhas? Cuidado com o que desejam...

Kruzes Kanhoto, 18.07.19

As pessoinhas andam muito sensíveis. Qualquer coisa as ofende ou, pior, acham que qualquer coisa pode ofender este ou aquele grupo de outras pessoinhas que as primeiras pessoinhas consideram vulnerável, desprotegido ou o que calha. Por tudo e – principalmente – por nada exigem que os alegados ofensores façam pedidos de desculpa, se penitenciem pelas alegadas ofensas ou, cada vez com maior frequência, fazem queixinhas às novas policias do pensamento e do bem comunicar. Assim uma espécie de nova PIDE ou policia da virtude, moral e bons costumes ao melhor estilo da Arábia Saudita. Não sei quem lhes passou procuração, mas é assim que funciona.

Por mim só estou à espera de piadas, anedotas ou simples dichotes envolvendo alentejanos. Quem se atrever vai ter-me à perna. Discriminar alguém em função da origem geográfica parece que constitui um crime e se tal é aplicável relativamente a quem escarnecer dos nascidos no Burkina Faso que por cá habitam, também será aos que nasceram no Alentejo. E, de caminho, quem zombar ou propalar alarvidades susceptiveis de ferir os meus sentimentos clubísticos, leva igualmente com a queixinha da ordem. Sim, que isto não há cá ofensas mais toleráveis do que outras.

Maluquinhas sem sentido de humor

Kruzes Kanhoto, 20.05.19

100_6157.jpg

Há causas que estão na moda. O feminismo é uma delas. Daí que não constitua surpresa o massacre mediático que as suas defensoras – ou defensores, sei lá – promovem na comunicação social e, de uma maneira geral, no espaço público. Surpreende é esta gente andar, como qualquer vulgar delinquente, a borrar paredes e a dar-se ao trabalho de tentar ocultar a resposta de quem – igualmente como qualquer vulgar delinquente – tratou de retorquir. Gabo-lhes a paciência. Menos mal que por cá as maluquinhas de serviço ainda não chegaram a tanto.

 

Deve ser aquela cena do multiculturalismo, ou lá o que é...

Kruzes Kanhoto, 04.04.19

GPRDHZS74u4.jpg

Não falta gente a esganiçar-se e a rasgar as vestes de indignação perante qualquer declaração de Trump, de Bolsonaro ou dos respetivos acólitos quando em causa estão as referências às mulheres ou às chamadas minorias. Nomeadamente, no âmbito das minorias, aos homossexuais. Ainda que, em muitas circunstâncias, as declarações de ambas as personagens acerca destes assuntos não passem de patetices.

Curiosamente, ou talvez não, as novas punições anunciadas no Brunei, que incluem apedrejamento até à morte para mulheres adulteras e gays, não causam o mesmo nível de irritabilidade. Militantes de causas parvas, gente que faz cenas esquisitas com as partes pudibundas e esquerda em geral, não parecem particularmente aborrecidos. Nos sites destes cavalheiros o destaque vai, no Esquerda.net, para a preocupação por uns quantos italianos pretenderem chegar a roupa ao pelo a setenta ciganos. No “Avante” revoltam-se por os israelitas continuarem a malhar nos palestinianos. Outros, diga-se, que também não apreciam mulheres que praticam o adultério e costumam untar as molas aos marmanjos com tendências desviantes.

E é assim que funciona a indignaçãozinha por cá. Sempre selectiva.

Greve inclusiva. Inclusivamente ao consumo.

Kruzes Kanhoto, 20.02.19

IMG-20190211-WA0000.jpg

 

Greves, greves e mais greves. Por tudo e por nada, quase. Embora, reconheça-se, a greve constitua um direito pelo qual eu, que sou um grevista não praticante, tenho um enorme apreço e uma invulgar simpatia.

Por isso manifesto, desde já, o meu incondicional apoio à greve anunciada nestes mini-cartazes, folhetos, papéis ou lá o que se queira chamar. Concordo com todas as reivindicações. Mesmo que não saiba ao certo o que é essa coisa da “educação sexual inclusiva”, nem tencione deixar de consumir no dia marcado para a jornada de luta contra a “sociedade de consumo”.

Desconfio que isso da “educação sexual inclusiva” deve ter a ver com introduzir cenas nos orifícios errados. Assim, tipo, lápis nos ouvidos ou nas narinas. Mas também não me interessa muito, que isto cada um goza a seu modo. Como sempre garantia, convictamente, a minha avó quando a informavam dos gostos esquisitos de algum invertido. Já acerca daquilo da “sociedade de consumo” estou mais ou menos elucidado. É aquela “sociedade” onde gente como os promotores de iniciativas desta natureza, vive à conta dos pais até ter idade para viver à conta dos filhos. Ou à nossa. Vai dar ao mesmo.