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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Sardinha empalada

Kruzes Kanhoto, 28.07.20

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Espanha está, em quase tudo, um passo à nossa frente. Até na maluqueira. Há quem diga que já não cabe lá nem mais um maluco. Os maluquinhos dos animais, por exemplo, ainda são mais doidos do outro lado da fronteira. Enquanto por cá o folclore em torno da bicharada não vai além de cães, gatos e - por causa das touradas – bois, ali ao lado é muito pior.

Por lá, a mais recente preocupação do Partido Animalista – irmão gémeo do PAN – é a sardinha. Nomeadamente o “tratamento vexatório” a que é submetida na confeção das “espetadas” daquele peixe. Coisa de espanhóis, está bem de ver. Alegam aqueles doidos que o desgraçado do “animal indefeso” se farta de penar ao ser “penetrado por uma vara de ferro e colocado ainda vivo na brasa”. Prática que, obviamente, a dita agremiação política quer ver erradicada. Há, garantem, outras maneiras menos dolorosas para o bicho de o incluir na alimentação humana.

Ao contrário da maioria dos portugueses a sardinha não me entusiasma. Se não tiver alternativa, sou gajo para comer uma ou outra. Poucas, que aquilo é um peixe pouco compatível com o meu paladar. Já quanto ao sofrimento do bicho, confesso, é-me indiferente. O mesmo não acontece relativamente aos maluquinhos da bicharada. A esses apetece-me dar-lhes o mesmo tratamento que é dado à sardinha.