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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Se isto é refrescante prefiro o aquecimento global...

por Kruzes Kanhoto, em 19.01.20

Desconfio sempre das “lufadas de ar fresco”. Nomeadamente quando elas são anunciadas de forma entusiástica e apresentadas como potenciadoras de gerar uma espécie de admirável mundo novo. Dá, invariavelmente, mau resultado. Em termos políticos a coisa foi experimentada nas autarquias, com a eleição de dezenas de movimentos independentes para os governos locais. Era, dizia-se, a abertura do poder a gente descomprometida dos partidos, dos interesses instituídos e, só faltou dizer, a chegada do puros aos centros de decisão. O resultado é conhecido. As diferenças é que não.

O mesmo acontece com os novos partidos que chegaram, em Outubro, ao parlamento. Veja-se o caso da senhora deputada do Livre. Mal educada, com um discurso agressivo, segregacionista e, como se viu por estes dias, agarrada ao lugar. Ao tacho. Aquilo é como dizia a minha avó. Se queres ver um pobre soberbo dá-lhe a chave de um palheiro. A intervenção dela no congresso do partido é disso um bom exemplo. Faz, quase, lembrar os discursos do Hitler. Se não no conteúdo – não percebo nada de alemão – pelo menos na forma. Nada de surpreendente. As lufadas de ar fresco normalmente dão em borrasca.

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Ventura populista

por Kruzes Kanhoto, em 13.01.20

O patriarca da comunidade cigana de Borba pronunciou-se publicamente, em entrevista a um órgão de comunicação social, acerca dos acontecimentos que envolveram alguns membros daquela comunidade e os bombeiros locais. Entre justificações para o ocorrido e outros lamentos relativamente à forma como a dita comunidade é tratada – ou destratada, na sua opinião – pela restante população e diversas entidades publicas, o cavalheiro refere a certa altura que “vêm os pretos, os chineses, os coreanos, seja lá quem for, dão-lhes todas as condições”.

Só não digo que se tratam de afirmações populistas porque, tal como eu, o homem nem saberá o que é essa cena do populismo. Mas cheira-me aqui a um discurso xenófobo. Daquele próprio de gajos como o André Ventura e que é necessário erradicar da nossa sociedade por constituírem um perigo para a democracia. Vai daí, o facto do dito patriarca e autor destas declarações ser de apelido Ventura pode não ser mera coincidência...

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"Deixem-se de ser hipócritas!"

por Kruzes Kanhoto, em 12.01.20

Dos muitos textos que já se escreveram e publicaram acerca da trágica morte do jovem cabo-verdiano em Bragança, retive este excerto de um deles. Publicado, se calhar apenas por acaso, por alguém que se afirma ideologicamente de esquerda. “Mas alguém tem alguma dúvida de que se fossem 15 jovens negros a espancar um jovem branco e, como consequência, este morresse, com culpa ou não daqueles, nesse mesmo dia ou no seguinte esse assunto encheria os jornais e telejornais?! Já lá vão mais de dez dias! Deixem-se de ser hipócritas”.

Não posso estar mais de acordo. Mas, a fazer fé nos inúmeros relatos do que alegadamente se terá passado, nunca a coisa podia encher telejornais. Não seria politicamente correcto. Daí a censura, a desinformação e a manipulação da opinião pública. Estes acontecimentos apenas constituem motivo para largas horas de debates, reportagens, declarações de ministros ou abraços presidenciais quando os agressores não integram qualquer espécie de minoria. Étnica, sexual ou outra. Pois, como toda a gente sabe, apenas ao homem branco, heterossexual e que não faça parte de nenhum grupo minoritário com opções esquisitas assiste essa coisa do racismo. Fazendo minhas as palavras do esquerdista, deixem-se de ser hipócritas!

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Que saudades de uma grandolada...

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.20

Insisto. O banco público – a tal vaca sagrada que não pode ser privatizada – sacar cinco euros e quinze cêntimos por mês da conta de um cliente é um roubo. Uma vergonha, como diria o outro. E mais vergonha é o silêncio ensurdecedor que vem das bancadas parlamentares do BE e do PCP. Vergonhoso é igualmente a ausência de qualquer espécie de reacção por parte da sociedade. As saudades que eu já tenho de ouvir o velho Jerónimo, as esganiçadas malucas e a camaradagem em geral a malhar na banca, nos banqueiros e a manifestar a mais veemente preocupação pelos roubos que a toda a hora eram praticados por aquele maléfico governo de direita. Agora estão todos mais calados que uns ratos. Nem um protestozinho ou uma grandolada ou, ao menos, uns dichotes parvos a sugerir a nacionalização da banca. Ah, espera, a Caixa Geral de Depósitos é do Estado. Está ao serviço do povo, portanto. Ainda bem que não deixámos o Passos Coelhos privatizá-la. Ufa, do que nós nos livrámos...

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Vamos lá diversificar a adjectivação pejorativa

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.20

A palavra “escumalha” está a ser usada com demasiada facilidade e inusitada frequência. Acho mal. Quase me apetece sugerir que seja limitado o seu emprego a uma ou duas vezes por dia e por pessoa. Assim mais ou menos como o outro beiçolas pretendia com o uso do vocábulo “vergonha” por um certo deputado.

Presumo que a escolha de palavras como “escumalha”, seja para definir um adepto que se porta mal num estádio ou um energúmeno que anda por aí a assassinar pessoas, constituirá mais um sinal dos tempos que vivemos. Chamar-lhes animais – ou mesmo umas bestas, vá - era coisa para, de certeza, ser mais mal-visto e muito menos tolerável. Que isto, também no âmbito da adjectivação pejorativa, é bom não mal-tratar a bicharada.

Talvez seja altura de recuperar uma velha “ofensa”, muito em voga aqui há umas dezenas de anos, que era chamar “judeus” aos que se dedicavam à pratica de patifarias. Do jeito que as coisas estão era capaz de ser politicamente correcto...

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Perplexidades

por Kruzes Kanhoto, em 07.01.20

Diz que sua excelência o senhor Presidente da Republica está perplexo com a perplexidade gerada pelo aumento de vencimentos dos magistrados. Tem razão, o homem. Não há, de facto, motivo para espanto. Já estamos habituados. As elites tratam de si. Cuidam uns dos outros. Ou, como diria a minha avó, uma mão lava a outra.

O que também não me causa perplexidade nenhuma é a noticia de que os portugueses esturraram mais dinheiro do que nunca nas compras de Natal. Fizeram muitíssimo bem. Isto há que dinamizar a economia. E depois ninguém sabe o dia de amanhã. Portanto o melhor é gastar tudo o que se pode - e o que não pode, até - não vá, um dia destes, um Passos Coelho qualquer voltar a desgraçar a vida às pessoas.

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Irmandade dos estudiosos descalços

por Kruzes Kanhoto, em 05.01.20

Isto de estudos há-os para todos os gostos, de todas as espécies e a propósito de tudo. E de nada, também. Hoje, em lugar de ir à missa, li as principais conclusões de dois desses alegados trabalhos científicos.

Um deles conclui que, nessa coisa do on-line, os portugueses não querem saber para nada do chamado discurso de ódio. Estão sim, pasmam os estudiosos, preocupados com o roubo de identidade e de dados bancários. Isto apesar da intensa campanha de uma certa intelectualidade que anda há anos a tentar convencer-nos que somos uns racistas do piorio. O que apenas evidencia, se tal fosse necessário, a diferença entre opinião pública e publicada.

Noutro, publicado numa revista de âmbito médico-cientifico, garante-se que andar descalço é optimo para a saúde. Aquilo é só vantagens. Ao nível do lombo, então, é do melhor. O pé habitua-se, ganha calos e ao fim de algum tempo nem se nota a diferença. Para dar mais crédito à coisa dão o exemplo do Quénia. Diz que os quenianos – muito deles - andam descalços, correm que se fartam e são gajos que vendem saúde. Pode ser que sim. Mas, por mim, prefiro as dores nas costas. Cá me vou aguentando.

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A malta do BE terá conta bancária?

por Kruzes Kanhoto, em 04.01.20

A pequena líder do Bloco de Esquerda fala que se farta. Acerca de tudo e mais um par de botas. Quase todos os dias ameaça levar uma proposta ao parlamento para proibir seja o que for, revogar o que calhar ou permitir o que apeteça aos tontinhos que lhe dão o voto. Daí que ande a estranhar o silêncio da garota relativamente ao aumento escandaloso das comissões bancárias que a generalidade da banca nacional se prepara para efectuar. Nomeadamente em relação à Caixa Geral de Depósitos que, dizem, é o banco dos portugueses. Pelo menos de alguns, como se tem visto. Mas não. Nem um pio. Vá lá saber-se porquê.

Mas não é apenas ela. Por mais que me esforce não encontro indignaçãozinha por este saque à descarada em lado nenhum. Devo ser só eu que acho um abuso – coisa de ladrões da pior espécie, mesmo – surripiar todos os meses cinco euros e vinte cêntimos da minha conta. Ou então já todos mudaram para esses bancos virtuais da Internet e ninguém me avisou.

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O pássaro manco

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.19

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A literatura policial não está no top das minhas preferências literárias. Tenho, no entanto, um especial apreço pela imaginação dos autores, nomeadamente no que diz respeito à escolha dos títulos. É mais ou menos como os nomes fantásticos que os gajos da PJ escolhem para as operações policiais.

O caso do canário coxo”, por exemplo. Só uma mente dotada de uma prodigiosa imaginação engendrará uma história que envolva um pássaro manco. Que, diga-se, deve ser coisa rara. E de pouca importância, também. Até porque uma ave, em principio, usa outro meio de locomoção em que o facto de coxear não tem grande relevância. Excepto, calculo, neste livro onde a perna marota do bicho certamente se revelará determinante para o desvendar do mistério.

Já uma operação da policia judiciária denominada “canário coxo”, dependendo das circunstâncias e do alvo a investigar, pode fazer todo o sentido. Por exemplo – se para tal houvesse motivo, obviamente - numa investigação a um ex-presidente de uma câmara vizinha...

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Em nome da estabilidade emocional, do bónus e da falta de vergonha...

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.19

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Manter o dinheiro longe do sistema bancário constitui, nos tempos que vivemos, um sinal de inteligência. Não que debaixo do colchão, enterrado no quintal ou no fundo falso do balde dos papéis da casa de banho esteja mais seguro. Nada disso. Eu, se fosse um perigoso meliante – ou apenas relativamente ameaçador - seria dos primeiros locais onde ia procurar. Gente com mais estabilidade emocional tem, ao que se ouve nas noticias, outras alternativas.

Não sei em que categoria devo colocar os gajos dos bancos. Se entre os perigosos ou entre os ameaçadores. Deixar o pecúlio à mercê de quem se propõe retirar ao dito mais de cinco euros todos os meses parece-me um perigo. E, também, uma séria ameaça às minhas parcas economias. Do que tenho a certeza é que não as vou deixar entregues a quem, pelos vistos, levou a conversa da esganiçada demasiado à letra e perdeu a vergonha de ir buscar dinheiro a quem o tem. Ainda que pouco.

A Caixa Geral de Depósitos anunciou um significativo aumento, para o próximo ano, das comissões bancárias. Uma conta à ordem vai ficar pela hora da morte. Por mim é um ponto final numa relação com cerca de quarenta anos. Por enquanto – se calhar não por muito tempo – ainda vivemos numa economia de mercado e, adaptando um dito da minha avó aos dias de hoje, quem menos me rouba mais meu amigo é.

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Deve ser isto a politica de esquerda

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.19

Ainda sou do tempo em que os aumentos dos vencimentos dos funcionários públicos e das pensões era calculado em função do número de cafés, carcaças, copos de aguardente ou o que fosse que pagavam por dia. Não havia cão nem gato que não se dedicasse a esse exercício estatístico, chamemos-lhe assim.

Hoje ninguém perde tempo com essas ninharias. O que é uma pena. Até porque as contas são muito mais fáceis de fazer. O crescimento dos salários e reformas dará para consumir sensivelmente a mesma quantidade de cafés, carcaças e afins. Só que agora já não é por dia. É por mês.

Coisa que, presumo, incomodará muito pouca gente. Ou nenhuma. Nomeadamente sindicalistas e apoiantes da geringonça. Como aqueles dirigentes sindicais que, pouco antes das últimas eleições legislativas, estiveram no meu local de trabalho a instigar ao voto “nos partidos de esquerda”. Porque, argumentavam, “não podemos voltar para trás” nem “perder o que já conseguimos”. Pois. Só se fôr em matéria de vida saudável. Diz que cafés, carcaças e aguardente são do piorio para a saúde. Por falar em saúde...

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Os “interesses”

por Kruzes Kanhoto, em 17.12.19

Consta da proposta de orçamento do Estado para 2020 que “os prédios classificados como monumentos nacionais de interesse público ou de interesse municipal voltam a pagar Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)”. Sinto-me dividido quanto a isto. Por um lado considero este imposto um dos mais estúpidos do mundo. Não faz sentido tributar algo que não consome recursos à sociedade e que serve para cumprir um dos mais elementares direitos de cada qual. O direito à habitação. Ou, mesmo não sendo um edifício a isso destinado, não descortino pingo de racionalidade em tributar paredes. Excepto, claro, naquela parte de sacar dinheiro onde julgam que ele existe. Mas, por outro lado, diverte-me esta ideia. Anda, por este país fora, tanto edifício a ser declarado de interesse público, municipal e coiso e agora fazem isto?! Não devem estar a ver bem a cena...Quase aposto que uns quantos “interesses” e outros tantos “interessados” tratarão de manter a normalidade fiscal. Chamemos-lhe assim.

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Alfaces da crise

por Kruzes Kanhoto, em 15.12.19

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Mesmo sem o “substracto” que resultará – espero - do processo de compostagem, as alfaces evidenciam este bom aspecto. Hoje foi dia de colher a primeira. Outras se seguirão. Isto se conseguir descobrir a tempo um método natural e eficaz de exterminar as lagartas e restantes espécies invasoras. As maganas comem como se não houvesse amanhã e são exímias na arte da camuflagem.

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Uma ideia luminosa

por Kruzes Kanhoto, em 13.12.19

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Toda a gente, numa ou noutra ocasião, já teve uma ideia parva. Acontece o mesmo com as organizações. Sejam elas empresas, governos ou gangues de criminosos. Relativamente a ideias parvas que ocorreram aos governos, tenho poucas dúvidas que, no âmbito das ideias desconchavadas, as da geringonça pulverizam todos os recordes. Quer em quantidade quer em qualidade.

Quando tinha para mim que aquela ideia do Passos Coelho de baixar a TSU dos patrões - que até os putativos beneficiários acharam parva - iria estar durante muitos anos no topo da idiotices governativas, eis que a António Costa ocorre a ideia de criar um regime de IVA progressivo no consumo de electricidade. Para estimular o uso mais racional da energia e combater as alterações climáticas, diz o homem. Com alguma razão quanto a este fundamento, diga-se. Com a luz a este preço não serão muitos a alterar o clima da respectiva habitação de frio para quente no Inverno, nem o contrário no Verão.

Mas esta ideia, para além de parva, é perigosa. Abre precedentes para o mesmo principio se aplicar a outros produtos ou serviços e, dada a nossa tendência para a trafulhice, pode potenciar esquemas da mais variada ordem. Ocorre-me, assim de repente, que o IVA é o imposto onde se verificam mais fraudes, que muito do consumo de energia é medido de forma estimada ou através de contagem fornecida pelo consumidor e que, por não terem condições para aceder a outras alternativas, possam ser os mais pobres a pagar a taxa mais alta. O que até nem admira. As ideias parvas têm, por norma, resultados parvos.

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Vendo colecção de burriés

por Kruzes Kanhoto, em 10.12.19

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Uma banana colada com fita adesiva a uma parede é apenas isso. Uma banana colada com fita adesiva a uma parede. Seja a parede de um museu ou a parede de uma casa de banho pública. Tanto faz. Continua a ser uma banana. Arte será apenas na cabeça de gente mimada, fútil e intelectualmente a funcionar à base de psicotrópicos.

Espantoso é que alguém tenha pago mais de cem mil euros pela tal banana. Das duas uma. Ou não lhe custaram a ganhar ou deu-lhe jeito gastá-los. Pode, também, acontecer que seja parvo. Hipótese que, obviamente, não invalida nenhuma das anteriores. Pena é que não tenha falado comigo. Por esse dinheiro arranjava-lhe uma colecção de burriés, colados aos mais variados objectos, capazes de deixar extasiado qualquer apreciador de arte moderna, performativa ou lá o que chamam agora a cenas parvas. 

Mas, nesta história, o que mais me surpreende é o silêncio da ex-deputada Ana Gomes e da sua vasta legião de seguidores, quais paladinos da luta contra a corrupção. A venda do passe de um jogador de futebol por cem milhões cheira-lhes a lavandaria e a crimes da mais variada ordem, mas uma banana vendida por cento e oito mil euros parece não suscitar especiais reservas – nem odores estranhos – a essas miseráveis criaturas. Mesmo que as ditas bananas estejam hoje no Continente a vinte cêntimos cada uma.

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Pirata arrependido

por Kruzes Kanhoto, em 04.12.19

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Zeinal ou Berardo não são nomes tipicamente portugueses. Embora possam ambos, logo assim de repente e ao primeiro olhar, ser associados a alegados pantomineiros e a não menos alegadas vigarices recentemente cometidas por terras lusas. Ora, perante isto, não parece coisa de génio adoptar o “nickname” “Zeinal Berardo” quando se pretende intrujar alguém. Vale, no entanto, o arrependimento. Os outros nem isso.

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Comícios, bebícios e outros vícios...

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.19

 

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Para que conste, fui à “Cozinha dos Ganhões”. Trata-se, obviamente, de uma informação absolutamente inútil e completamente desprovida de interesse. O Berardo e o Ventura estiveram igualmente presentes no certame gastronómico. Até este canito, rebocado pela dona e provavelmente contra a sua vontade, marcou presença. Quase seria caso para dizer que se tratou de um evento notoriamente mal frequentado. Mas não. Tenho a certeza absoluta que também por lá terá passado muita gente respeitável. Que isto, como dizia a minha a avó, na hora do "comer" até o diabo aparece.

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Um cigano entra num bar...espera, é melhor não.

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.19

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Na sequência de uma simples piadola que não ofendeu ninguém – nem sequer o visado – Bernardo Silva, aquele craque do “City” a quem um visionário do mundo da bola augurava uma promissora carreira de defesa-esquerdo, vai ter de frequentar umas sessões de educação. Onde, ficou desde logo avisado, terá de obter aproveitamento. Ou, como agora se diz, adquirir as necessárias competências.

Nada de novo debaixo do Sol. Ou das nuvens, no caso de hoje. É coisa própria de totalitarismos. Por cá tivemos muito disso. No Estado Novo e no Prec, há umas dezenas de anos. Depois pensou-se, durante algum tempo, que era um tipo de actuação que o passado tinha enterrado. Mas não. Estão aí e em força. Um dia destes, tal como o futebolista, teremos de nos sujeitar a ser educados por gente que nem os filhos sabe educar. Ou pior. Ter de recitar, de cor e salteado, livros deste género editados por um qualquer comité para a educação popular.

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Em "portunhol" nos desentendemos...

por Kruzes Kanhoto, em 18.11.19

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O mercado semanal em Estremoz, aos sábados de manhã, constitui um ponto de visita para muitos espanhóis. Ou não estivéssemos nós a poucas dezenas de quilómetros da fronteira. Também, dada essa proximidade, é normal que não existam grandes dificuldades de entendimento a nível linguístico com os “nuestros hermanos”. Nem que para isso tenhamos de recorrer ao “portunhol”. Convém, digo eu, é não abusar. Não vão os visitantes pensar coisas menos sérias a nosso respeito.

Quem não percebeu do que estou a falar – escrever, vá – fique a saber que a palavra “follado” não existe em português. Trata-se de uma palavra espanhola. O significado? Pois...ide pesquisar num qualquer tradutor on-line, que eu não estou aqui para vos fazer a papinha toda!

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Os politicos sofrem de hiperactividade casuística

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.19

Apraz-me o empenho demonstrado por certos responsáveis, seja lá pelo que fôr, em resolver determinados assuntos. Fazem o que se revelar necessário. Ou mais, até. Incluindo o que não devem, não podem ou não é da sua conta. Noutros casos, mesmo da sua responsabilidade, não querem saber. Nem bolem uma palha. Depende se, do seu ponto de vista, a coisa dá votos, prestigio ou aquilo com que se compram os melões. Ou a azeitona, que é a fruta da época.

Ocorre-me, por exemplo, aquilo da gaiata muçulmana que foi impedida de participar num jogo de basquetebol por não ser portadora da indumentária adequada. Um assunto menor, parece-me. Coisa para ser resolvida entre o clube, a associação onde este está filiado e, eventualmente, os pais da miúda. Mas não. Já há deputados e vereadores metidos na questão. Das duas uma. Ou não têm nada de relevante com que se entreter ou só querem é aparecer. Ou ambas.

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