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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Façam um crowdfunding, ou lá o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 03.05.19

Por mais anos que vivamos – e eu já cá ando quase há cem – existem coisas para que a vida não nos prepara. Ver e ouvir um socialista preocupado com as contas da nação e evidenciar uma invulgar parcimónia no gasto do dinheiro público é, seguramente, uma delas. Mas aconteceu. Ou, pelo menos, assim parece com esta cena do Costa e dos professores.

Que outras verdades que damos como adquiridas o futuro se encarregará de colocar em causa? Um autarca que não aprecie dar empregos, subsídios, festarolas e banquetes diversos? O Sporting campeão? Vida para além da morte? O CDS a pretender pintar passadeiras com as cores dos invertidos? Ah, espera, esta última já ocorreu…

Mas, nisto do bodo ao professores e demais carreiras especiais da função pública, não vejo onde está o problema. Não há dinheiro? Aumenta-se o IVA em dois ou três pontos percentuais, sobe-se o IRS noutro tanto, aumenta-se o ISP mais uns cêntimos e resolve-se o assunto. Se, mesmo assim, não chegar pede-se emprestado. Qual é a dúvida?

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E uma baixazinha no IRS?

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.17

Segundo as contas do governo – ainda não desmentidas, ao que julgo saber – o descongelamento dos escalões dos professores custaria seiscentos e cinquenta milhões de euros. Coisa que, pelos vistos, pouco ou nada importa aos sindicatos. Mas – e não é por uma questão de inveja ou falta de respeito pela profissão – importa-me a mim. E muito. É que esta maçaroca toda representa um pouco mais de meio por cento do total do IRS que o governo prevê arrecadar em 2018.

A menos que me esteja a escapar alguma coisa deve existir uma qualquer espécie de discriminação nisso do descongelamento. Para os professores, ao que declararam alguns docentes às televisões, estarão em causa umas centenas de euros por mês. Mas, para a generalidade das carreiras da função pública, o tal descongelamento não dá mais do que umas três dezenas de euros mensais a cada funcionário. Logo, não me parece que a classe docente tenha assim tanta razão de queixa. Ou se há é apenas por estarem com dificuldade em recuperar parte dos privilégios perdidos.

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