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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Os novos bolcheviques

por Kruzes Kanhoto, em 30.08.16

Não falta quem garanta que no Brasil não há políticos honestos. Se os houvesse, acrescentam, o país deixaria de funcionar. Desconheço se assim é ou não. Nem, a bem dizer, é assunto que me tire o sono. É lá com eles.

É por isso que, descontando aquela parte do internacionalismo não sei das quantas, dificilmente entendo os motivos que levam tantos comunistas a expressar diariamente nas redes sociais o seu apoio a Dilma Roussef e, consequentemente, a sua repulsa pelo processo político que levou ao afastamento da Presidenta brasileira. Parece – e se calhar é – uma campanha orquestrada. Insurgem-se contra um alegado golpe de Estado, acusam os opositores dos crimes que estes apontam aos governantes recentemente destituídos e apelam ao respeito da vontade popular expressa em eleições.

Convenhamos que estes argumentos e a sua acérrima defesa, independentemente da seriedade de todos os personagens envolvidos nesta comédia, são para lá de surpreendentes. Nomeadamente por virem de gente cujo ideal político é fundamentado nas teses de um ditador que chegou ao poder através de um golpe de Estado, que se esteve nas tintas para os resultados eleitorais – o seu partido levou uma coça monumental mas ele não largou o poleiro – e instituiu no país uma ditadura sanguinária que durou mais de setenta anos. Ou como diziam por cá: “Não podemos perder por via eleitoral o que tanto tem custado a ganhar ao povo português”.

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Há muita falta de memória...

por Kruzes Kanhoto, em 12.09.15

Escrevi em inúmeras ocasiões que os portugueses nada aprenderam com a crise. Nada. Nadinha. Népia. A maioria não percebe a ponta de um corno de politica, são iletrados em matéria financeira e, quase todos, uns perfeitos ignorantes da nossa história. Mesmo da mais recente. Além de que padecem de outro problema. São terrivelmente esquecidos e apenas conseguem reter na memória as recordações de curtíssimo prazo.

Tanto assim é que se preparam para colocar outra vez o PS no poder e eleger toda a tralha de incompetentes que nos levou à falência. Outro sinal – tão preocupante como o primeiro - é que, a julgar pela amostra de hoje, se puderem vão às trombas ao Parvus Coelho. Já não se lembram que o último politico que levou nas fuças foi Presidente da República durante dez anos quando, na campanha em que foi escovado, não tinha mais de oito por cento das intenções de voto...



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