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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Alentejo? São só oito deputados...

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.19

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Está em apreciação na Assembleia da República uma petição, apresentada pela “Plataforma Alentejo”, em que é apresentado um conjunto de prioridades para o desenvolvimento sustentável da região. Constitui um trabalho sério, com propostas razoáveis e que – não duvido – não fosse todo o imenso Alentejo contribuir apenas com oito deputados, reuniria o consenso de todos os partidos e mereceria a aprovação por unanimidade e aclamação.

Nisto da petição, subscrita por umas quantas dezenas de personalidades alentejanas, há dois aspectos que me surpreendem. Apesar de poucochinho, reconheço. Um deles é a proposta de ligação da A6, em Estremoz, à A23, no nó de Niza. Algo que face aos interesses instalados e ao desinteresse dos autarcas locais – a sugestão da variante a nascente da cidade é risível e para lá de parva – julgava esquecido. E o segundo é a ausência, entre os peticionários, de personalidades estremocenses. Das duas uma. Ou não li com suficiente atenção ou por cá não existem personalidades. Vou pela segunda.

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O Parlamento aceita petições sexistas?!

por Kruzes Kanhoto, em 18.10.17

Acho piada aos activistas. De todas as espécies. E mais piada lhes acho à medida que as causas que defendem vão constituindo um dado adquirido. O caso da igualdade de oportunidades, de direitos e de deveres entre homens e mulheres, por exemplo. Ainda que - pelo menos em termos legais - isso já seja um assunto arrumado, os tais activistas não se dão por satisfeitos. Querem mais. Muito mais.

Tanto que está para discussão no Parlamento uma petição com o sugestivo titulo de “benevolência a mães sozinhas com filhos a cargo”, onde a signatária solicita “encarecidamente um especial olhar do Estado protector para este público especifico”. Embora reconhecendo que já existem apoios às pessoas mais carenciadas, entende que é imprescindível ir mais longe. Nomeadamente “ser mais amplo, não sendo redutor apenas à folha de vencimento”. Seria de criar uma espécie de “estatuto” que permita às beneficiárias ter da parte do Estado apoios “ao nível do crédito à habitação, agua, gaz, electricidade, comunicações (incluindo internet)...para aquisição de viatura, nas oficinas quando os carros avariam, em todos os impostos, nas multas...” e sim estou a citar. Tudo isto, reitero, destinado às mães com filhos a cargo, estejam ou não empregadas, beneficiem ou não dos apoios sociais existentes e sejam ricas, remediadas ou pobres.

Desconheço o destino que os deputados vão dar a este rol de disparates. Para já está em análise e a serem ouvidas umas quantas entidades. Mas, dada a maluqueira que vai para aqueles lados, não me custa a crer que, de entre este conjunto de disparates, alguns venham a ter acolhimento.

Enquanto isso o país vai ardendo e o interior ficando sem gente. Não há por aí um activista que peça um estatuto especial para os resistentes que ainda cá vivem e que inclua, por exemplo, não pagar IRS?

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Cães que andam de trotinete também contam?!

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.16

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A histeria colectiva em torno dos animais ultrapassou já os limites do bom senso. Todos os dias se dá mais um passo no sentido de humanizar os bichos tentando fazer com que fiquem, em termos de direitos, iguais às pessoas. Chamam-lhe evolução. Parece-me outra coisa. Mas isso sou eu que me atrevo a pensar que sei melhor o que é a “natureza” do que aqueles que viveram toda a vida encaixotados em apartamentos e de verde apenas conhecem o jardim onde levam o cão a cagar.

Agora – dentro de dias – vai ser discutida na Assembleia da República uma petição visando proibir a circulação de veículos de tracção animal na via pública. Nem vou analisar a idiotice do projecto pelo lado das consequência económicas que a sua aprovação provocaria em diversos sectores. Limito-me, apenas, a considerá-lo racista e provocatório em relação às comunidades nómadas de etnia cigana que ainda restam. Nomeadamente no Alentejo. Mas isso pouco importará aos amiguinhos dos animais. Um cigano, para essa gentinha, deve valer muito menos que um cavalo ou um burro.

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