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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A pedreira não caiu, a pedreira não cairá...

Kruzes Kanhoto, 24.11.18

Captura de ecrã de 2018-11-24 10-55-52.jpg

Desde a queda da parede da pedreira, a tal que arrastou consigo a estrada ali em Borba, esta imagem não pára de ser partilhada pelos internautas. É uma foto, de uma zona que já há mais de dez anos aqui tinha merecido referência, de uma pedreira abandonada dentro do perímetro urbano de Estremoz. O ponto de maior aproximação à avenida que a ladeia não deve chegar a dez metros mas, descansai, o buraco nunca constituiu, não constitui, nem constituirá qualquer espécie de perigo para transeuntes, automobilistas ou camiões que circulam por aquela via. Se não caiu até aqui não vai ser agora, nem num futuro próximo ou distante, que cairá. A menos que se confirmem algumas noticias que começam, insistentemente, a circular e que dão conta de muitos milhões de euros que os fundos comunitários disponibilizarão para resolver estes problemas. Aí sim. Quando o financiamento estiver à mercê dos gulosos do costume, então, a tragédia estará eminente e um cataclismo de proporções épicas prestes a acontecer. Até lá...não passa nada!

Prioridades

Kruzes Kanhoto, 20.11.18

Muita gente dirá agora que aquilo da estrada entre Borba e Vila Viçosa era uma tragédia à espera de acontecer. Até podia ser mas, pelo menos com a força necessária, ninguém apertou com os responsáveis. Não tardarão a surgir - a bem dizer até já começaram - vozes a apontar culpados.  Nem, também, figurões a sacudir a água do capote.  Em pouco tempo já se disse e  escreveu muita coisa e o seu contrário. Mas que ali - e, provavelmente, noutros locais - a responsabilidade será da câmara municipal, parece ser a tese que reune mais seguidores. Inclusivamente entre os governantes que já dissertaram sobre o assunto. O que me dá razões de sobra para ficar inquieto. Como é que as autarquias vão garantir a manutenção das estradas quando a sua prioridade é dar empregos aos amigos, camaradas, companheiros e palhaços diversos? E fazer festas com o que sobra...como o pagode que agora os critica tanto aprecia.