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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Pássaros do sul

Kruzes Kanhoto, 11.06.20

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Os especialistas da especialidade garantem que os pássaros estão a desaparecer dos campos da Europa. Um decréscimo, estimam, de cinquenta e cinco por cento nos últimos trinta anos. Não é que pretenda questionar a sapiência dos entendidos na matéria. Eles é que andaram a contar a passarada e, portanto, devem ter razão. Se calhar foram-se embora dos locais alvo do estudo – quiçá assustados com a presença dos especialistas da especialidade – e migraram para outro lado. Para perto de mim, no caso. É que, lamento contrariar as eminências que tão eminentes estudos elaboram, mas por cá há cada vez mais pássaros. São mais que muitos. O meu quintal, se falasse, não me deixava mentir. E as figueiras lá da fazenda, também não. Nunca, quer num ou noutro destes locais, vi tanto pássaro como nos últimos anos. De tal maneira que cerejas e figos, graças a esses terroristas alados que tudo devoram, poucos consigo colher. Este ano, pela amostra, nem os devo provar. Os sacaninhas nem esperam que fiquem maduros. Por mim, que não sou especialista da especialidade, garanto que essa bicheza não está reduzida a praticamente metade. Contas por alto é capaz é de ter aumentado para o dobro. Isto é como dizia a minha avó quando lhe anunciavam a inexistência de uma coisa qualquer. Retorquía sempre, “não há?! Não os procuram!”

Ó valha-me o PAN!!!

Kruzes Kanhoto, 01.01.19

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Tenho ultimamente lido algumas publicações de criaturas altamente preocupadas com a passarada. Deu-me para isto. Podia ser pior, concedo. Que são cada vez menos garantem uns, reclamam outros da chacina provocada entre as aves pela apanha mecânica da azeitona e lamentam-se mais uns quantos dos efeitos nefastos das pás das torres eólicas. De tal maneira aquilo os inquieta que não falta quem sugira proibir aquele tipo de equipamentos. Preocupante, de facto. Umas fezes, como dizia a minha avó. Ou, como digo eu, uma real chatice. Um aborrecimento, até. Só é pena (!!) que as preocupações daquelas alminhas sensíveis não sejam mais abrangentes. Sei lá, proibir os automóveis e isso. Provocam uma mortandade no passaredo que só visto.

Já ninguém come passarinhos fritos?

Kruzes Kanhoto, 29.08.17

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Que é feito da velhinha “flóber” - uma pequena espingarda de pressão de ar - que no meu tempo de adolescente todos tinham?! Menos eu, diga-se, que o meu pai nunca gostou dessas coisas. Parece que agora é proibido o seu uso. Mas, mesmo que não fosse, também não servia de muito. Diz que não se podem matar passarinhos. Nem passarinhas. Seja com fisga, “lousa”, rede ou outra armadilha qualquer. Mas, mesmo que acabar com o piar a essa praga alada fosse permitido, desconfio que poucos o fariam. Isto é tudo uma cambada de mariquinhas. Depois venham para cá aborrecer que gasto muita água a lavar o carro e isso...

E aos figos, quem os protege?!

Kruzes Kanhoto, 20.06.17

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A produção deste ano promete. Pena a distância - que não permite uma colheita diária – e a passarada que não larga aquilo. Banqueteiam-se que nem uns alarves. Só a tiro. Ou à bomba, não sei. Sim, que isto à fisga não vai lá. Mas como não tenho nenhuma dessas armas fica apenas o meu lamento por não poder reduzir a população dos pássaros a, pelo menos, metade. E a ainda ficavam muitos. Depois andam por aí uns patetas urbano-depressivos a lamentarem-se por os portugueses comerem passarinhos fritos e de, ao contrário de outros países que eles acham mais civilizados, essa iguaria ainda não ter sido proibida por cá. Uns idiotas é o que eles são. Não entendem que na natureza existe uma coisa chamada equilíbrio e que, em relação a algumas espécies de aves, há muito que o ultrapassámos. A continuar assim, um dia destes figos só no supermercado e daqueles oriundos dos países onde essas pragas voadores são exterminadas sem contemplações.

Oh, valha-me Eu! Até os gatos...

Kruzes Kanhoto, 18.04.17

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Que o mundo está a ficar um lugar estranho, já se sabe desde há muito. Não constitui novidade. Está é a mudar depressa demais para o meu gosto. Há coisas a que não me habituo. Recuso-me. E, como se não bastassem as pessoas a adoptarem comportamentos cada vez mais idiotas, contra-natura e que renegam não sei quantos milhares de anos de evolução, agora até os animais parecem estar a seguir a mesma conduta. Este gato, por exemplo. Está pior que o bichano maricas da vizinha. Aprecia a companhia da passarada, ao que parece. E aquela pouca vergonha deve ser habitual, pois os pássaros não se incomodaram mesmo nada com a presença do pequeno felino. Que disso de felino, convenhamos, não tem nada. Chocante!