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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Vão roubar para a praça...

por Kruzes Kanhoto, em 17.10.18

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Por mais que me esforce continuo sem enxergar as fantásticas melhorias anunciadas pela geringonça a cada orçamento. Deve ser defeito meu, certamente. Entre reversões, reposições, devoluções e outros palavrões não vejo aquilo que me parece essencial, lógico e mais justo. A reposição dos impostos sobre o rendimento nos níveis pré-troika. Antes daquele enorme aumento de impostos, se é que ainda há quem se lembre. Sem isso qualquer aumento de rendimentos - sejam salários, pensões ou benesses diversas - parece-me uma enorme injustiça.  Dar a alguns sem antes devolver o que se continua a roubar a outros, não se me afigura coisa de gente séria.   

Por falar em roubar. Os proprietários de prédios urbanos devolutos bem localizados e com algum valor, que se cuidem. Para os manterem na sua posse deixará de ser suficiente um contrato de água e luz. Terão de ter um consumo mínimo, a definir pelos pró-comunas que nos governam, se não os quiserem ver confiscados. Seja pela via do saque fiscal ou, até mesmo, pela apropriação estatal ou municipal. A solução é ir lá de vez em quando e deixar, durante umas horas, todas as luzes acesas e as torneiras abertas. Costuma resultar para afastar os ladrões. 

 

 

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Inovações fiscais

por Kruzes Kanhoto, em 13.10.17

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A inovação em matéria de impostos parece não ter fim à vista. O próximo a inventar é o imposto “Batata frita”. Isto para, segundo os mentores da ideia, desincentivar o consumo dos ditos tubérculos após fritura. Esta fúria tributária, apesar de idiota, não se me afigura mal de todo. É como o outro. Pior seria se nos continuassem a ir ao ordenado.

Ainda assim acho possível – e desejável, já agora que é só para desincentivar – ir mais longe neste caminho. Explorar novos horizontes e, digamos, continuar a inovar no que aos impostos que visam o desincentivo diz respeito. No âmbito dos fritos, por exemplo, sugiro que se taxem os torresmos, o brinhol e os jaquinzinhos. Quanto aos doces, os iogurtes, pudins ou leite creme também me parecem constituir um filão a explorar. Até porque, ao que consta, terão um teor de açúcar bem mais elevado do que certas bebidas já sujeitas ao imposto “Coca-cola” e, portanto, convém desincentivar o seu consumo.

Obviamente que só paga estes impostos quem quer. Quem não quer pagar não consome. É este o principal argumento usado sempre que o tema vem à baila e, diga-se, não podia estar mais de acordo. É por essa razão que reitero o meu apelo aos fiscalistas, economistas e outros parvos ao serviço do governo no sentido de taxar a queca. Também só paga quem quer. Ou pode.

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