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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 17.02.19

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Ora aí está uma grande ideia. Da maior utilidade para quem, como eu, tem uma aversão visceral a cavar. Aquela coisa de pegar numa sachola e revolver a terra. Assim, há que reconhecer, é muito mais fácil. Basta abrir uns buraquitos, já previamente picotados na embalagem, e está pronto para plantar. Sem calos nas mãos nem dores nas costas e quase sem canseiras. Hoje foram morangos, amanhã serão alfaces e no futuro tudo o que a imaginação providenciar. Mas por que raio ninguém me avisou antes da existência destas cenas?!

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É cultura, estúpido!

por Kruzes Kanhoto, em 15.02.19

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Esta minha actividade de fotografo amador especializado em merda de cão, parece suscitar a reprovação de algumas criaturas. Vá lá saber-se porquê. Podia provocar risota, comiseração ou, sei lá, indiferença. Mas não. Desconfio que, a certos circunstantes, até dá vontade de me “untar as molas”. Nada que me incomode. É, como diz o outro, para o lado que durmo melhor.

Mas, é cá uma desconfiança minha, um dia destes a perspetiva com que este meu hábito é olhado, vai mudar. Quando já estiver reformado será visto como uma coisa muito salutar. Algo enquadrável naquilo do envelhecimento activo, ou o que é. Elevado, quiçá, a actividade académica no âmbito de uma academia sénior qualquer. Com direito a exposição e tudo.

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Crédito bem estacionado

por Kruzes Kanhoto, em 13.02.19

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Diz que andamos outra vez a pedir dinheiro emprestado como se não houvesse amanhã. O que, não haver amanhã, até nem seria necessariamente mau para muitos dos que recorrem ao crédito. Hoje já mostraram o popó novo e amanhã não precisavam de pagar a divida. Embora – é o que o passado nos ensinou – não falte, entre eles, quem não tenha intenção nenhuma de pagar. Nem amanhã, nem em nenhum outro dia.

Parece que o volume de crédito concedido pela banca e organizações congéneres, está em máximos históricos. Ou, se não está, anda lá perto. Cá pela terrinha basta dar uma volta pelo Rossio. Para quem não sabe um dos maiores parques de estacionamento do país. Aquilo são “bombas” até mais não. A bem dizer não são bem “bombas”. O ordenado da maioria dos proprietários é que não será compatível com o carro que ali estacionam. Mas isso não sou eu que digo. Até por não ser coisa que me importe. Importa mais aos agentes de execução...

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Falta muito para começar a tratar a ministra da saúde por Drª Morte?

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.19

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Não possuo poderes adivinhatórios. Bem que gostava, mas não. Mesmo em matéria de prognósticos - seja qual for o evento a prognosticar - a minha perspicácia revela-se de uma ineficácia confrangedora. Mas, uma vez por outra, faço previsões mais ou menos certeiras. É o caso da bagunça que se vive actualmente no sector da saúde. Não era difícil prever o presente cenário. Estava na cara que, depois da educação, a saúde constituía um dos pontos seguintes na agenda ideológica da esquerdalha-geringonciga.

O objectivo dos javardolas que nos governam é que o Estado deixe de contratualizar serviços de saúde com entidades privadas. Como se o SNS pudesse dar resposta, por si só, às necessidades de todos os portugueses. Não dá agora nem dará nunca. É humana, física e financeiramente impossível. Ou, então, voltamos ao tempo em que o médico olhava para o paciente, passava a receita e não havia cá essa mariquice de meios auxiliares de diagnóstico. Esta cena da ADSE é, apenas, mais uma etapa. Outras se seguirão. O caminho para o socialismo fará as suas vitimas – os mais pobres, principalmente – mas no final o esquerdume garantirá que o sol brilhará para todos nós. Mesmo que ilumine uma sociedade miserável.

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Vão a pé, mas é!

por Kruzes Kanhoto, em 10.02.19

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Um perigo, estas trotinetes eléctricas. Levam tudo à frente. Deve ser da pressa com que os seus utilizadores se locomovem. O que, parece, acaba frequentemente em acidente. Ou em vagar, como nestas ocasiões gostava de salientar a minha avó. Bem feita. Fossem a pé.

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Contas à vida

por Kruzes Kanhoto, em 09.02.19

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A diferenciação entre o vencimento mínimo na função pública e o salário mínimo nacional tem causado um sentimento generalizado de indignação. Nem vou – não estou para isso, até porque lavar a cabeça a burros é gastadouro de sabão, como garantia a minha avó – perder tempo a explicar a diferença entre uma coisa e outra. Limito-me a constatar que, relativamente aos enfermeiros, ninguém questiona ou sequer se parece importar com a disparidade de ordenados entre os que trabalham para o Estado e os que labutam na iniciativa privada. Diferença promovida, note-se, pelo próprio sindicato e demais órgãos representativos. A menos que estas associações só representem os do público e se estejam nas tintas para os colegas do privado. É, pelo menos, o que infiro das tais greves cirúrgicas apenas estarem a ser feitas nos hospitais públicos.

Ainda a propósito das reivindicações de melhoria salarial dos enfermeiros. Não sei se já alguém reparou mas, a serem aceites, aumentariam de forma acentuada os custos dos SNS. Às tantas ficaria ainda muito mais barato contratualizar todas as prestações de serviços de saúde com os privados. Fazer estas contas e equacionar essa possibilidade parece-me ser o mínimo que se pode exigir a quem tem obrigação de zelar pela saúde dos portugueses e pelo dinheiro dos contribuintes.

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Com camaradas destes...

por Kruzes Kanhoto, em 07.02.19

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Por alguma razão que nunca ninguém conseguiu justificar, foi criado o mito que os governantes de esquerda são impolutos. O arquétipo da perfeição, a bem dizer. E, coitados, ainda há ou outro tontinho que acredita nisso.

O Lula é só mais um que se encarregou de mostrar quanto essa tonteria não tem qualquer adesão à realidade. Começa a ser penoso ver as justificações patéticas que os correligionários e a esquerda em geral recorrem para reclamar a inocência do ex-sindicalista. Dão dó, a maioria. Algumas, parece-me, já vão longe de mais. Como a deste cartaz, por exemplo. Está bem que o gajo se afiambrou ao que não era dele, mas, caramba, exigir a amputação dos membros superiores da criatura, só para provar que o tipo é inocente, parece-me um bocadinho exagerado. De tamanha crueldade nem os patifes da extrema-direita se lembraram...

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A cada dia um novo imposto...

por Kruzes Kanhoto, em 06.02.19

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Não percebo. Verdade que não me esforcei muito para entender a ideia. Até por não valer a pena dar muita importância a esta proposta do Bloco de Esquerda. Ou Bloca de Esquerdo, sei lá, que eu não estou aqui para discriminar nada nem ninguém.

Ao que parece estes grandes malucos propõem a criação de um imposto – daqueles sobre as grandes empresas mas que no fim somos nós a pagar – com a finalidade de subsidiar os jornais. Isto, ao que afiançam, com o objectivo de estimular a malta nova a consumir informação em papel. Que, como sabemos, é muito melhor do que a outra, a digital. Sem mentiras e só com boas noticias. Não é cá como essas cenas das fake news que a direita anda a divulgar por essa internet, pá.

Não sei se sonhei ou estarei a fazer confusão mas, parece-me, no Verão passado andou para aí um burburinho qualquer por causa dos eucaliptos. Que a culpa dos incêndios era desses patifes das celuloses e o camandro, dizia-se então. Se não estou muito equivocado, quase jurava ter visto umas gaiatas e gaiatos – ó para mim a ser inclusivo – a protestar contra a eucaliptização, ou lá o que era. Não haverá nesta proposta uma certa incoerência? Só falta propor o eucalipto como árvore livre de impostos...

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Nó no gorgomilo

por Kruzes Kanhoto, em 05.02.19

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O amor é uma coisa muito linda. Mas, ainda assim, proclamá-lo numa parede não se me afigura grande ideia. Mesmo que a parede em causa fique no percurso da amada. Até porque, dado o anonimato da declaração, o mais certo é não resultar.

Quando se discute a utilidade das redes sociais, esta parece ser uma daquelas circunstâncias em que a sua utilidade é por de mais evidente. Não sei se resultava no que diz respeito a desatar o nó que deve andar ali por alturas do gorgomilo mas, ao menos, não borrava a pintura.

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Vistas largas

por Kruzes Kanhoto, em 04.02.19

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Joe Berardo recusa demolir wc com vista para o Palácio das Necessidades”. Se há títulos que valem mais do que a noticia, este é um deles. Até porque esta, por si, não passa de uma noticia de merda. De resto não estou a ver motivo para admiração. Toda a gente sabe que o homem é mais dado a construções. No âmbito das demolições não consta que tenha grande historial. Tirando, talvez, aquilo da Caixa Geral de Depósitos, ou o que é.

Já no capitulo da construção a coisa é diferente. É a cena dele. Museus, então, nem se fala. Só cá na terrinha são dois. Por enquanto. Um do azulejo e outro de arte africana. Mas, desconfio, é gajo para se não ficar por aqui. Quiçá, quem sabe, o próximo seja o Museu das Necessidades.

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Ministro Jamaica

por Kruzes Kanhoto, em 02.02.19

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Jamaica somos todos nós”, terá proclamado um indivíduo que temporariamente – embora há tempo demasiado – exerce o lugar de ministro de qualquer coisa. Referia-se o dito senhor, provavelmente cheio de comichão no lombo, àquele bairro manhoso onde a policia foi agredida quanto tentava restabelecer a ordem pública. Por mim ele será o que quiser. Ele, a santa senhora que o trouxe ao mundo e todos os que se quiserem identificar com tal baboseira. Eu cá não sou “Jamaica”. Era o que mais faltava. Mal por mal, se tivesse de ser alguma coisa relacionada com essas cenas, era antes “Quintinhas”...

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Modernizar o aborrecimento

por Kruzes Kanhoto, em 02.02.19

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De agora em diante o Kruzes vai também estar no Facebook. Com uma página lá nessa coisa e tudo. Se não os podes vencer junta-te a eles, dirão dois dos meus três leitores. O outro, o mais cáustico, dirá que isto mais não é do que juntar o inútil ao desagradável. Tendo a concordar com o trio de fiéis seguidores. Ou troika, sei lá. Este alargar do espaço de divulgação de opiniões irrelevantes, raramente fundamentadas e que não são para levar a sério, asseguro, não pretende contribuir para coisa – nem causa - absolutamente nenhuma. Excepto elevar os níveis de aborrecimento que o original provoca, a outro patamar. Ou seja e trocado por miúdos, chegar a seis leitores.

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Pérolas a porcos...

por Kruzes Kanhoto, em 30.01.19

Professora envia fotos em topless a aluno e pergunta-lhe se quer jogar às escondidas”. Um evento desta natureza, divulgado num site noticioso qualquer, não me suscitaria interesse nenhum não fora o caso de ter desconfiado que, para merecer destaque, a reação do aluno não teria sido, digamos, a mais ortodoxa. E não foi mesmo. O idiota, de dezassete anos, foi fazer queixinhas da professora. Por momentos ainda tive esperança na humanidade e recordei-me das minhas professoras de francês e de matemática. Se fosse o caso, percebia o drama do gaiato. Mas não. Tratava-se de uma moçoila de vinte e dois anos. Bem apessoada, diga-se em desfavor do mariquinhas. Coitadinho. Por esta altura, para superar o trauma, já deve andar no psicólogo. Pena que seja pelos motivos errados. Porque para estes dramas o meu tio-avô tinha uma receita milagrosa. Uma vara de marmeleiro e aquilo passava-lhe num instante.

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Salvem-se da opressão capitalista e fujam para a Venezuela!

por Kruzes Kanhoto, em 28.01.19

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Acho graça aquela malta que anda pelos blogues e pelo Facebook a espalhar mensagens de apoio ao Maduro. São mais que muitos. Aquilo na Venezuela, na douta opinião daquela gente, está uma maravilha. Capaz, até, de nos fazer corar de vergonha, pobres e alarves tugas, por acreditarmos nos testemunhos das pessoas que se esgueiram daquele paraíso socialista. Todos uns agentes da CIA a soldo do grande capital, é o que são esses alegados refugiados. Ou, então, estes admiradores do badocha Maduro não acreditam naquele dito popular segundo o qual “quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro”.

Cada qual acredita no que muito bem quiser. Se há quem acredite que uma senhora vestida de branco pairou sobre uma azinheira, no meio de nenhures para falar de geopolítica com pastores iletrados, não é o facto de existir quem, sabendo ler e escrever, acredite nas virtudes do socialismo que me causa surpresa. Que isto há malucos para tudo.

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Investidora dinâmica

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.19

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Mãe milionária de Estremoz conta como ganha 500€ por hora”. Ora, se as contas não me falham, é coisa para uns quatro mil euros por dia. Mais ou menos oitenta e tal mil por mês, se trabalhar oito horas por dia e descansar aos sábados e domingos. Como ainda não abri o link desconheço a que tão lucrativa actividade se dedica a esbelta investidora estremocense. Mas, seja qual for a área de negócio, fico feliz por ela. Impostos à parte, tem a sorte de não precisar de mendigar emprego na Câmara.

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Javardolas!

por Kruzes Kanhoto, em 25.01.19

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Uma porcaria, isso de mictar para o chão. Coisa própria de um porco, a bem-dizer. Merecedora, diria eu, de um aviso menos fofinho. Assim tipo, “vê lá se acertas no mictório, meu palhaço” ou “não sejas otário, mija no sanitário”. Com uma seta a apontar para o alvo e tudo. Que isto, com certa malta, não vai lá com delicadezas.

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A ministra

por Kruzes Kanhoto, em 24.01.19

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O que uns não querem, outros aproveitam. Era mais ou menos isso que garantia a minha avó quando dava por alguém a recolher itens jogados ao lixo como, por exemplo, esta ministra. Não esteve ali, junto ao contentor mais fotografado da cidade, muito tempo. Alguém, por ver nela alguma utilidade ou oportunidade de negócio, tratou de a levar. Provavelmente estará um destes sábados à venda na feira de velharias cá da terra, onde será vendida a um preço simpático. Simpático para o vendedor, obviamente. Com sorte acabará a ornamentar um alojamento local qualquer ou um quarto de hotel ou de um monte depois de adquirida por um desses “decoradores de interiores”, travestidos de investidores, que por aí pululam. Mas ainda bem. Menos lixo, mais negócio e no fim do ciclo todos ficam a ganhar.

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Incendiários urbanos

por Kruzes Kanhoto, em 23.01.19

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Têm, ao que nos dizem as notícias, ardido uns quantos contentores de lixo na região de Lisboa. Não vejo, assim de repente, motivo para tal acontecimento ser noticiado. Por cá acontece o mesmo todos os invernos e ninguém quer saber. O que, se analisado de acordo com uma certa perspetiva, pode constituir uma clara discriminação noticiosa em função da região onde as chamas devoram os resíduos urbanos.

Pode, admito, que o relato das ocorrências se deva às recentes declarações da Catarina, a pequena, do Bloco de Esquerda. A diminuta líder daquela organização da extrema-esquerda manifestou-se preocupada com o frio que atormenta os portugueses e, vai daí, talvez alguém esteja a tentar contribuir para o aquecimento global da população.

Ainda que não venha ao caso, não posso – poder até podia, mas não quero – deixar de manifestar o meu agrado com as declarações da anteriormente citada líder extremista a propósito dos recentes acontecimentos no tal bairro da Jamaica, ou lá o que chamam aquele resort inacabado. Uma doçura, a senhora. Destilou mel, açúcar e mais não sei quantas iguarias que só não menciono dada a fraqueza dos meus conhecimentos no âmbito da culinária. Aquilo foi tão doce, mas tão doce, que se alguém a comesse entrava em coma diabético.

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Em Riade ou Teerão é que tinha piada...

por Kruzes Kanhoto, em 21.01.19

Parece que umas quantas malucas aproveitaram o bom tempo para organizar uma manifestação contra o Trump. Nada de mais. Podia dar-lhes para pior. Mas não precisavam muitas das “activistas”, sendo americanas, trajar à muçulmana. Se fosse num corso carnavalesco ainda vá, agora num evento destinado a protestar contra a maneira como o Presidente norte-americano trata as mulheres, parece um bocado parvo. Ainda assim, ou talvez por isso, a comunicação social deu ampla cobertura ao evento. O que não admira, afinal são estas coisas que lhes preenche a alma e ocupa a agenda. Mesmo que a única mensagem razoável que se podia vislumbrar nos cartazes fosse o apelo ao fim dos impostos sobre os tampões.

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E que tal criar um Serviço Nacional de Substituição de Lâmpadas?

por Kruzes Kanhoto, em 20.01.19

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Gosto de ouvir falar o Jerónimo. O camarada fala bem que se farta, tem boas ideias e está convencido que os disparates que diz são verdades absolutas. Como todos os comunistas, diga-se. Acabo de o ouvir dissertar acerca do Serviço Nacional de Saúde e de como tudo seria maravilhoso caso não existissem privados metidos ao barulho. Se fosse apenas e só o Estado a tratar-nos da saúde, garante o homem, é que era uma coisa catita. Deve ser a formula do PCP para acabar com a pobreza...

Mas, confesso, fiquei um nadinha desapontado com a converseta do comunista-mor. Estava mesmo à espera que propusesse a criação de um Serviço Nacional de Mudança de Lâmpadas. Sim, que isto de entregar a substituição de lâmpadas à iniciativa privada é uma roubalheira aos trabalhadores e ao povo. Não é, camaradas?!

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