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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

As rainhas da bicharada

Kruzes Kanhoto, 20.02.24

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Ainda me lembro de quando era proibido alimentar animais errantes. Ou vadios, vá. Agora, provavelmente em consequência da vadiagem que há por aí, pelos vistos já não é. Ou, se é, ninguém se importa. Nem exporta. Daí que umas quantas malucas tenham como desígnio de vida dar comida à bicharada desvalida. E à outra, também. Que elas não são esquisitas. Não raramente até alimentam os cães e gatos que estão nos quintais e jardins dos respectivos donos. Acharão, se calhar, que os bichos estão desnutridos. É doida, esta gente. Estou muito longe de perceber o que as leva a adoptar este comportamento, mas coisa boa não será, certamente. Deve ser mais uma daquelas situações para as quais o SNS não tem resposta.

O IRS do vizinho

Kruzes Kanhoto, 18.02.24

Não faço contas à viabilidade das propostas da direita, nomeadamente da Iniciativa Liberal, sobre a redução do IRS. Até porque não as sei fazer. Para quem apresenta a proposta seriam quatro ou cinco mil milhões, para a Esquerda, que está contra tudo o que é redução de impostos, os cofres do Estado deixariam de contar com nove mil milhões caso a proposta fosse implementada. Tudo, obviamente, estimativas. Nem uns nem outros saberão ao certo qual o impacto de uma medida desta natureza. Dependeria sempre do que cada um fizesse com o dinheiro que lhe sobraria no bolso. Se, por exemplo, eu gastasse os meus – suponhamos – cem euros de alivio fiscal em bifes o Estado perderia noventa e quatro euros, mas se optasse por gastá-los em gasolina só perdia quarenta, mais coisa menos coisa em ambos casos. Já se fosse gastar os cem paus ali a Badajoz, aí sim, o Estado perdia tudo.

Seja como for, reduzir o IRS é da mais elementar justiça. O que nos estão a fazer constitui um roubo. De tal forma que a Esquerda já nem recorre à lengalenga habitual do “Estado-social”, da Educação ou do SNS. Prefere apelar ao sentimento de inveja e justificar a sua oposição à redução do imposto sobre o trabalho com a desculpa que quem ganha ordenados milionários é mais beneficiado. Ou seja, prefere prejudicar milhões de trabalhadores para não beneficiar dois ou três mil indivíduos. Não espero, obviamente, que os portugueses entendam o que está em causa e deem o merecido castigo a quem tem estas opções. Metade não paga IRS e, portanto, estes assuntos nada lhes dizem. Da outra metade muitos não sabem sequer ler o recibo de vencimento ou sentem-se confortáveis com o que pagam. É lá com eles. Só me aborrece é que ainda tenham o descaramento de achar que eu é que estou errado. Perdoai-lhes Senhor, que deve ser doença…

O rigor da análise jornalistica...

Kruzes Kanhoto, 17.02.24

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Para mim, que sou benfiquista, o SLB joga sempre melhor que o adversário e, ainda que numa ou noutra ocasião a bola entre mais vezes na nossa baliza do que na deles, no fim do jogo continuo a achar que o Benfica ganhou. O mesmo se passa com os comentadores televisivos que analisam os debates entre os diversos lideres partidários. Para eles o seu candidato favorito - o de esquerda, seja ele qual for, que aquela malta não é esquisita no que toca à canhotice – ganha, invariavelmente, tudo o que é disputa com o candidato da direita. Que eu ache, mesmo após os sete zero de Vigo, que o Glorioso dá em cada jogo uma cabazada ao adversário é como o outro. São cá coisas minhas, sem importância nenhuma e que não interessam a ninguém. Já aquelas criaturas, que durante horas debitam alarvidades acerca do que na imaginação deles terá acontecido, deviam ter mais juízo. Aquilo não é opinião. É propaganda. Ilegítima, pouco séria e, se calhar, de duvidosa legalidade.

Avaliar com cautela...

Kruzes Kanhoto, 14.02.24

Não tenho má impressão daquela senhora anafada que foi ministra de qualquer coisa no anterior governo do PS e que dá ares da Fiona, a namorada do Sherk. O que, vindo de mim e tratando-se de uma ex-governante daquele partido, quase se pode considerar um rasgado elogio. A criatura em causa terá sido, ao que é público, a coordenadora da equipa que elaborou o programa eleitoral dos socialistas. Aquilo, reconheço, está ali um trabalho bem feito. Gosto especialmente das partes em que se promete “avaliar a possibilidade”, proceder ou promover a “avaliação” e “estudar” coisas. Para quem quer mais acção, menos conversa e “fazer” não parece um mau principio.

Agora a que eu gosto mais – mas é que gosto mesmo – é aquela de devolver em IRS às famílias com menores rendimentos parte do IVA suportado em consumos de bens essenciais, incluindo às famílias que não pagam IRS”. Esta sim, é genial. Não pagam IRS, mas ainda assim recebem. Porreiro, pá. É o desfazer daquele mito que para ganhar a lotaria é necessário jogar. Nah, com o PS isso vai ser possível mesmo não comprando a “cautela”. Por falar em cautela, presumo que para ter essa esmola seja necessário que o NIF conste das facturas. Eu não disse que estava ali um trabalho todo supimpa?!

Combustões

Kruzes Kanhoto, 12.02.24

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Todos os invernos ardem vários contentores em consequência de dentro deles serem depositados os restos da lareiras. Uma estupidez que sai cara a toda a gente. Até ao idiota que não tem o discernimento de, antes de as despejar no lixo, verificar se entre as cinzas ainda existem brasas acesas.

Mais raro é este fenómeno ocorrer com os eco-pontos. Se calhar, digo eu, não haverá ninguém tão estúpido ao ponto de despejar as cinzas nestes contentores. Nem, tão pouco, em pirómanos, vândalos ou gente que anda ao metal passe a repetição. Mais depressa acredito em combustão espontânea. Ou, sei lá, numa experiência cientifica qualquer.

Tá tudo a funcionar!

Kruzes Kanhoto, 11.02.24

O outro é que tinha razão, somos uns piegas. E aquele que não sabe o que é que não funciona, também está carregadinho de razão. Funciona tudo. Funciona o Estado, funciona o mercado e, a bem dizer, o país em geral funciona lindamente. Não se percebe por isso esta lamuria generalizada acerca de tudo e mais um par de botas. Ele é queixinhas acerca do salário mínimo que é baixo, ele é lamentações que a habitação está cara e, modo geral, queixume que o dinheiro não chega para nada. Porra, pá. Não aborreçam, mas é. Façam-se à vida e deixem-se pieguices. Olhem o dr. Macaco, por exemplo. O coitado, apesar de ter um curso superior, só conseguiu um emprego onde apenas aufere o ordenado mínimo, mas apesar disso consegue ter uma casa de trezentos metros quadrados perto do mar, automóveis topo de gama, faz férias na estranja e ainda lhe sobra dinheiro para ir à bola todas as semanas. Isso é que é saber gerir os recursos, mesmo tendo um patrão explorador que lhe paga uma miséria. Um português de sucesso, portanto. Daqueles que em vez de se ficar a lamentar resolveu meter as mãos na massa. Um exemplo contra a nacional pieguice, até. Espero que o Marcelo lhe dê uma medalha. O homem merece.

Profilaxia à base da enxada

Kruzes Kanhoto, 09.02.24

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Toda esta radicalização a que assistimos desde há alguns anos era desnecessária. Não traz nada de novo nem, muito menos, de positivo. Já ocorreram fenómenos parecidos noutros tempos e os resultados são conhecidos. Deverá existir uma qualquer explicação, mais ou menos científica, que identifique as causas que conduziram a isto. Provavelmente terá a ver com a infantilização da sociedade. Hoje é-se “jovem” até mais tarde. Começou nos agricultores e actualmente – com aquela treta dos “quarenta são os novos vinte” - serve para quase toda a gente. É só esticar mais um bocadinho. O que explica a conhecida teoria de que “se aos vinte não fores de esquerda, não tens coração. Se aos quarenta ainda fores, não tens juízo”. Recordo-me de, quando era gaiato, os mais velhos recomendarem a enxada como meio mais adequado para o tratamento dos mais variados desvios comportamentais e chamar à razão os papagueadores de ideias parvas. Parecia-me, na altura, injusto. Lá está, tinha pouco juízo. Hoje faço igual recomendação e vou, até, mais longe. Forneço a ferramenta e, para efeitos de terapia, disponibilizo cerca de cem metros quadrados de terreno para cavar.

Inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária

Kruzes Kanhoto, 08.02.24

Segundo uma alegada sondagem, um pretenso estudo de opinião ou uma análise de mercado hoje publicada na capa de um pasquim da nossa praça os inquiridos – que, supostamente, representarão o sentimento dos portugueses – consideram Montenegro mais honesto e competente e, ao mesmo tempo, que Pedro Nuno Santos está mais bem preparado para desempenhar o cargo de primeiro-ministro. Obviamente que estas coisas valem o que valem. No caso muito pouco, como amplamente tem sido demonstrado nas mais diversas ocasiões e nos mais diversos lugares. Ainda sim permito-me concluir que os alegados inquiridos serão pessoas do tipo “estou inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária”, o que me parece um princípio de vida um bocado parvo. Ou então e igualmente bastante plausível, que ser menos honesto e menos competente significa estar mais bem preparado para governar. Atendendo ao que se tem visto, se calhar é isso.

Broncos e choninhas

Kruzes Kanhoto, 04.02.24

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Tomar partido por um dos lados é do pior que a comunicação social pode fazer. Mas fá-lo com inusitada frequência sem que nenhuma entidade reguladora, o poder político – excepto quando lhe interessa – ou, até mesmo, a opinião pública se insurja contra tais práticas. As manifestações de ontem foram noticiadas como se de um lado estivessem os bonzinhos e do outro os malvados. Só que não. Ambos os lados são detestáveis. A maioria dos cidadãos deste país  mudaria para o passeio oposto se, por azar, se deparasse com uns em qualquer ruela mais ou menos escusa e, aos outros, jamais compraria um carro em segunda mão ou arrendaria uma casa. De ambos qualquer pessoa com juízo ou minimamente decente quererá uma salutar, prudente e higiénica distância.

A islamização do ocidente é um processo imparável. Não há volta a dar. Lutar contra isso é o mesmo que tentar parar o vento com as mãos. Trata-se de uma questão demográfica e irá ocorrer quer queiramos quer não. É, para as actuais gerações, uma causa perdida e uma tragédia para os europeus que restarem dentro de três ou quatro gerações. É a vida e comprar guerras que não se podem vencer é só parvo.

Defender que todos são bem-vindos, nomeadamente os islâmicos, são me parece mal. Pelo contrário, até se afigura como uma posição cordial e deveras amigável perante o forasteiro que todos devíamos adoptar. Não me parece é que aquela malta esquisita – pelas imagens quase se assemelhava a um circo de aberrações – saiba grande coisa acerca do que se estava a manifestar. Se soubessem desconfio que não ostentavam cartazes com porcos numa acção de apoio aos seguidores do profeta. É mais ou menos o mesmo que eu ir com uma bandeira do Benfica para a porta do tribunal solidarizar-me com o Macaco. Acho que ele não ia apreciar.

Há transgressores mais toleráveis que outros...

Kruzes Kanhoto, 02.02.24

Se há coisa que me aborrece a um nível difícil de expressar sem recorrer ao vernáculo é a indignaçãozinha selectiva. Ou seja, ter posições diferentes sobre situações iguais ou comparativamente próximas entre si. Motivos para me indignar não têm faltado. Veja-se, por exemplo, a ideia alucinada do PCP de trazer de volta a reforma agrária “aos campos do sul”. Ninguém se indignou com a ameaça de roubo nem - se em vez de roubar a ideia for nacionalizar -fez as contas ao rombo que esse dislate causaria aos bolsos dos contribuintes. Já outras propostas igualmente parvas mereceram ampla e consensual reprovação. Com as continhas todas feitas e tudo…

Também ninguém se importou com esta arruaça dos agricultores. Ao contrário do que acontece sempre que os arruaceiros dos apanhados do clima fazem o mesmo, nenhum valentão se atreveu a remove-los da via. Nem a policia ou a GNR, entidades que até tinham obrigação de o ter feito. Mas não, é muito mais fácil multarem-me a mim – um perigoso transgressor que se atreve a circular a 64/km por hora numa zona onde, por qualquer motivo que não se vislumbra, o limite é 60 – do que autuar quem impede a livre circulação dos cidadãos. Coisa que até, imagine-se, é severamente punida pela legislação nacional. Mas ninguém se indigna com isso. Não admira. Estorvar os outros é uma cena absolutamente normal desde que se trate de uma causa da moda ou os empecilhos possam causar algum estrago eleitoral.