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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Dia da mulher

por Kruzes Kanhoto, em 08.03.18

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Posso até compreender que, por razões históricas, se assinale com alguma pompa e razoável circunstância, o dia internacional da mulher. É, mais ou menos, como a celebração do armistício. Não aquece nem arrefece, como diria a minha avó que nunca soube o que era isso da igualdade, mas a quem nenhuma alminha, homem ou mulher, fazia o ninho atrás da orelha. 

Com o que concordo muito pouco é com aquilo da imposição de quotas por via legislativa. É uma estupidez e, queira-se ou não, um atestado de menoridade às mulheres.  Trabalho numa organização onde, até há pouco mais de vinte anos, todos os seis lugares de chefia eram ocupados por mulheres. Mesmo sem lei da paridade, ou lá o que é.  E nunca isso foi um problema. Agora, pelos vistos é. Sinal dos tempos. Ou do fascismo dos tempos modernos, se calhar.  Que, com tanta imposição, se vai parecendo cada vez mais com o outro. 

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