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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Há uma linha que separa um maluco de um parvo...

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.18

Uma entidade emissora de obrigações adiou hoje, em seis meses, o pagamento das mesmas bem como dos respectivos juros. Parece-me, assim de repente, um caso grave. Capaz, até, de minar a pouca confiança que ainda restará no sistema financeiro nacional.

Quem investiu – e pode ser qualquer um nós, ainda que indirectamente – corre o risco de nunca mais recuperar o investimento. A menos que o Costa lhes acuda, como já fez com os alegados lesados do BES. Ou, pior ainda, que o governo resolva socorrer a instituição em causa. O que não me surpreenderia por aí além, diga-se.

Entretanto, enquanto aquilo se afunda e arrasta com ele as economias de quem lá pôs o dinheiro, o folclore continua. Para enganar os tolos e esconder aquilo que é verdadeiramente importante, desconfio. Depois chamem-lhe maluco… mas parvo é que ele não é!

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O ovo nem sempre está no cú da galinha

por Kruzes Kanhoto, em 11.07.15

As SAD's de Porto, Sporting e Benfica lançaram recentemente no mercado – esse malvado – mais um empréstimo obrigacionista com juros bastante simpáticos. A ideia, a julgar por aquilo que se tem lido e ouvido neste defeso futebolístico, é comprar jogadores e treinadores para as suas principais equipas. Ou seja, investir e promover uma politica de “crescimento”. À semelhança, aliás, do que muitos defendem como essencial para o país.

Estão, portanto, os principais emblemas desportivos a trilhar o caminho certo. Aquele que sábios e, a julgar pelo que ouço e vejo por escrito por aí, a maioria da população consideram ser a alternativa a seguir.

O problema, desconfio, vai ser se a bola teimar em não entrar na baliza adversária, se o árbitro não marcar aquele penalty que toda a gente viu ou se os jogadores não renderem aquilo que se esperava deles. Sem vitórias os adeptos não vão ao estádio, os craques não se valorizam e, em suma, o investimento não gera retorno. Que é como quem diz, não há “crescimento” para ninguém.

Presumo que não sejam bancos franceses e alemães, nem os tais “fundos-abutre” a comprar toda a emissão. O mais certo é a maioria do capital emitido ficar nas mãos de aforradores que pretendem rentabilizar as suas poupanças. Se, no final, não houver graveto para reembolsar os investidores podem as SAD's fazer uma espécie de renegociação da divida. Assim do tipo só pagar cinquenta por cento do capital investido. Todos, certamente, aplaudiríamos a ideia. É, afinal, o que andamos a defender há anos.

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