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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

"Refugiados" do nosso contentamento

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.19

Andam por aí umas alminhas todas radiantes com a chegada às costas algarvias de meia dúzia de marroquinos, alegadamente refugiados. Nem conseguem – ou não querem – disfarçar a satisfação que lhes enche a alma. Percebo-os. O desembarque desta gente e o seu acolhimento pelas autoridades lusas não constitui apenas um gesto humanitário. Até porque não consta que em Marrocos haja guerra, fome ou outra qualquer espécie de cataclismo. Isso do cataclismo estará reservado para a principal indústria nacional – o turismo – se mais “turistas” destes se lhes seguirem. Como, de resto, já acontece noutros destinos turísticos assolados por esta traficância.

Receber este grupo, mais do que a humanidade do gesto, significa abrir as portas a outros. E, principalmente, a um imenso negócio que está associado a estas movimentações. Os que irradiam felicidade com esta chegada bem o sabem. Também por cá há muita gente com vontade de se atirar aos milhões de euros, provenientes dos nossos impostos, que estes desgraçados fazem movimentar.

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Ter smartphone deve ser um novo direito humano

por Kruzes Kanhoto, em 20.12.18

Sair de casa sem telemóvel constitui, nos dias de hoje, um verdadeiro drama. Daqueles mesmo dramáticos. Causadores de elevados níveis de stress, até. Daí que perceba que o telefone portátil seja um objecto de primeira necessidade. Para toda a gente. Para os refugiados, por exemplo. Diz que fogem à fome, à miséria e que nos seus países de origem tudo lhes falta. Tudo menos, pelos vistos, telemóveis daqueles carotes. Atendendo ao que se diz ser o rendimento per capita dos países de onde essa malta é oriunda, faz-me espécie como é que conseguem ter dinheiro para comprar aparelhos daqueles. Mais ainda quando, quase todos, argumentam não ter trabalho ou não ganhar o suficiente para o seu sustento e das famílias. Às tantas anda por aí uma – ou mais, sei lá – uma organização mafiosa qualquer a financiar estas movimentações de massas. De todos os tipos, as massas.

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E dos migrantes que o Trump não quer, não trazemos nenhum?!

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.18

Os migrantes latino-americanos organizados em caravana que pretendem entrar nos States já começaram a chegar à fronteira. Estão, lamentavelmente, a ser mal recebidos. Pelos mexicanos, pasme-se. Que pelos americanos não seria de espantar. O que, também, constitui um enorme espanto é eles não terem optado por se dirigirem aos paraísos da região. Com a Venezuela, a Nicarágua e Cuba ali mesmo à mão não se percebe a opção pelo Estados Unidos, terra do capitalismo mais vil e mais selvagem, onde serão explorados e oprimidos pelo patronado mais reaccionário. Com o sol a brilhar nas terras dos amanhãs que cantam não se compreende esta demanda pelas trevas, pelo obscurantismo e onde, caso consigam entrar, lhes está reservado o mais negro e triste futuro. 

Trump não terá, provavelmente, o bom senso de deixar entrar toda esta gente América dentro. Faz mal. Mas, dada a vontade de acolher refugiados, isso pode constituir uma oportunidade para o Costa da Geringonça. O homem está desesperado – com alguma razão, diga-se – para aumentar a população cá do retângulo e aquela malta, por todas as razões, são dos que interessam. Bem que pode mandar os sequazes das ONG´s ir lá buscá-los. Se não o fizer e continuar a insistir em trazer sempre dos mesmos, ainda sou gajo para pensar que existe nessa coisa do acolhimento uma certa discriminaçãozinha... 

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O elogio da invasão

por Kruzes Kanhoto, em 27.07.18

Por estes dias a merda de comunicação social que temos relatou, entusiasmada, a forma heroica como cerca de oitocentos candidatos a migrantes invadiram o território espanhol. A notícia, como sempre, é dada na perspetiva do alegado desgraçado que procura o el-dourado europeu, enaltecendo sempre os mil perigos que passaram até ali chegar e criticando as barreiras que, pelo caminho, se vão erguendo para tentar evitar a sua vinda. Do resto, nem uma linha. Uma palavra, sequer. Nomeadamente sobre os guardas da fronteira que, coitados, impedidos legalmente de reagir, pouco ou nada puderam fazer. Ainda assim foram atacados com cal viva pelos invasores, tendo uma vintena deles ido parar ao hospital. Mas isso, no tempo em que o meliante virou herói, não interessa nada.  

   

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Os europeus é que têm a culpa. Não tinham nada de estar enterrados ali!

por Kruzes Kanhoto, em 24.09.15

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Acho desde sempre que esta história da migração em massa de muçulmanos para a Europa vai acabar mal. Para nós, nomeadamente. Ou, pelo menos, para aqueles que tiverem o azar de viver no tempo em que eles já tenham islamizado o velho continente. O que, felizmente, não vai ser o meu caso.

Parece enraizada em certas mentes a ideia que a Europa tem a obrigação de acolher toda a gente. Pior, que deve tolerar todos os seus usos e costumes ainda que estes esbarrem de frente com todas as tradições europeias ou mesmo que afrontem os nossos princípios pacifistas. Parece até estarmos dispostos a abdicar deles só para mostrarmos a nossa tolerância face à ausência de princípios dos que chegam.

Ver gente acampada em cemitérios, sentada ou a caminhar por cima de sepulturas - para mais estando num país estrangeiro - é coisa que me choca. Mas, presumo, isso deve ser defeito meu. Será, provavelmente, algo absolutamente normal – tal como deixar um rasto de imundície por onde vão passando – para as pessoas oriundas daquelas paragens. Perto deste pagode os habitantes cá do resort são um modelo de urbanidade.

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Vantagens de um Estado social fraquinho

por Kruzes Kanhoto, em 01.08.15

Admito que exista uma explicação muito lógica para esta coisa dos migrantes. Eu é que tenho alguma dificuldade em a entender. Não percebo por que raio quer aquela gente entrar a todo o custo na Europa. Nem, menos entendo ainda, a sua fixação pelo Reino Unido. Faz-me espécie que aquele pagode, muçulmanos na sua esmagadora maioria, não prefira antes emigrar para a Arábia Saudita ou para os reinos ali à volta onde o dinheiro jorra das areias,

Parece-me pouco plausível que procurem o Ocidente que tanto criticam, cujo modo de vida abominam e onde insistem em manter os costumes selváticos que trazem dos países de origem. Atendendo às suas crenças, a adaptação seria muito mais fácil, o problema da integração não se colocaria, jamais seriam vitimas de discriminação ou racismo, teriam um nível de vida substancialmente superior e os sacrifícios suportados para chegar ao seu “el dorado” seriam incomensuravelmente menores. Também as criticas aos governos europeus, por não acolher todos os que demandam a Europa, se afiguram manifestamente desajustadas. O alvo deviam ser os países árabes desenvolvidos e ricos que desprezam toda esta gente.

O modelo de Estado social britânico é, provavelmente, a razão deste fluxo migratório. Gerações sucessivas vivem à conta dos contribuintes, sem conhecer o conceito de trabalhar para viver, e isso é motivo mais do que suficiente para atrair multidões de pobres, mandriões e trapaceiros diversos. É por isso que não nos procuram. Mesmo os que a “solidariedade” traz até cá, zarpam assim que podem. E ainda bem. Felizmente o nosso Estado social é pobrezinho.

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