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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Isto é muito fascista junto...

por Kruzes Kanhoto, em 08.10.18

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Não é que a política internacional em geral e a brasileira em particular me interessem grande coisa. A bem dizer nem eram temas a que desse importância se não fosse o facciosismo com que a totalidade da comunicação social e grande parte dos opinadores bem pensantes que por aí pululam olham para estes assuntos.

É de bom tom, por estes dias, ser contra o Bolsonaro. Tal como é de pessoa de bem detestar o Trump. Ou, como já foi noutros tempos, odiar a Merkel. Que agora já não é má, nem parecida com o Hitler, nem nada. Digamos, portanto, que as pessoas boas, cultas, inteligentes e letradas não gostavam da Merkel mas agora já gostam, odeiam o Trump e desejam ardentemente que o Bolsonaro não seja eleito. Preferem, em alternativa, o regresso ao poder de um dos partidos mais corruptos de que há memoria na história brasileira. Nada de muito surpreendente. Nada que os resultados eleitorais em muitas autarquias não expliquem. Oeiras, por exemplo.

O gráfico que acompanha o post mostra a taxa de analfabetismo por região do Brasil. O Nordeste foi a única região onde o denominado candidato da extrema-direita não ganhou. Sintomático, digo eu, daquilo que vale a nossa intelectualidade, os escribas bem pensantes e toda a escumalha do politicamente correcto que ainda um dia há-de criar um Bolsonaro português.

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Falta muito para o Trump ser bonzinho?

por Kruzes Kanhoto, em 26.06.18

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Ainda me lembro do tempo em que a comunicação social nos fazia acreditar que a Merkel era um ser execrável. Hoje, os mesmos jornaleiros, fazem dela uma quase divindade. Ideias que - para o bem e para o mal, mas quase sempre para este último - a opinião pública vai engolindo como se de verdades absolutas se tratassem e por isso reproduz sem questionar as razões de tão súbita mudança. Basta ver as alarvidades que qualquer cidadão absolutamente desinformado, embora convencido da sua sapiência, vai escrevendo nas redes sociais.

Hoje o monstro, garante-nos, chama-se Trump. Como, por mais inacreditável que pareça, ouvi um destes dias um jornalista da rádio pública referir-se ao presidente norte-americano. Mais ou menos o mesmo que antes chamava à chanceler alemã, que agora não se cansa de elogiar. E é isso que é altamente preocupante. O poder que uns quantos jornalistas imbecis têm para criar anjos e demónios. Por este andar não deve estar longe o dia em que estarão a santificar o Donald. O Trump. Enquanto isso vão fazendo figura de "pato" ...

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A tia que agora é boazinha

por Kruzes Kanhoto, em 22.09.17

Ainda me lembro – mas devo ser só eu – do tempo que a Merkel era considerada uma besta. Desde politicos, mesmo daqueles que não eram muito à esquerda, a comentadores de todas as origens tinha a chanceler alemã na pior das considerações. Até qualquer borra-botas, daqueles que têm opinião acerca de tudo mesmo sabendo nada seja do que for, estava em condições de garantir que a criatura era o diabo em pessoa. Uma malvada, em suma. A responsável máxima pela crise europeia e que, graças à sua teimosia, intransigência e desprezo pelos países do sul nos fazia andar para aqui a penar.
Hoje, miraculosamente, tudo mudou. A senhora foi, quase de repente, foi transformada numa espécie de divindade. Não que – tanto quanto se sabe – tenha mudado de opinião acerca do que devem ser as opções da Europa em termos de política orçamental. Nem, também quanto é conhecido, a sua posição se tenha alterado em relação a qualquer outro daqueles assuntos que antes suscitavam a ira dos seus críticos.
O que terá, então, motivado esta súbita mudança na opinião pública, na opinião publicada e naqueles políticos merdosos de esquerda que antes passavam o tempo a critica-la? Os refugiados, claro está. A mulher escancarou as fronteiras alemãs e europeias aos invasores e, com isso, apressou o fim da sociedade ocidental tal como a conhecemos. Coisa que, naturalmente, deixa feliz muito javardo.

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Merkel má! Não gostamos de ti...outra vez!

por Kruzes Kanhoto, em 13.09.16

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Curiosa, ou talvez nem tanto, a maneira como a comunicação social portuguesa lida com Guterres e Barroso. Quanto ao primeiro, as mais recentes iniciativas de Merkel, no sentido de apoiar outra candidatura à ONU, são vistas como uma “desfeita” em relação a Portugal. Já a retirada dos privilégios de ex-presidente da comissão europeia ao segundo, quando de uma eventual visita àquela instituição, é vista como uma coisa muito bem feita.

Quanto a mim não gosto de nenhum e é-me perfeitamente indiferente o futuro político de cada um deles, desde que não passe pelo exercício de qualquer cargo em Portugal. O país seria, de certeza, um lugar muito melhor se nenhum deles tivesse ocupado funções governativas. Mas isso pouco importa para os nossos médias. A agenda ideológica tolda o raciocínio a quem tem obrigação de ser imparcial ou, não o querendo ser, não tentar parece-lo. Podiam, até, dizer ou escrever exactamente a mesma coisa, avisavam-nos é que aquilo não passava da sua opinião. Respeitável, com certeza, mas apenas isso.

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Só para memória futura

por Kruzes Kanhoto, em 14.12.15

Vai uma aposta em como para o ano já não vai existir essa coisa do ranking das escolas? E nem será tanto pelo facto de, invariavelmente, as escolas privadas açambarcarem as primeiras dezenas de lugares. Isso é pouco relevante por todas as razões que se conhecem. O problema será outro. Mesmo que em causa estivessem apenas as escolas públicas, uma classificação desta natureza causaria sempre incómodos. Nomeadamente aos que acham que somos todos iguais e que, quando não somos, o fracasso dos menos capazes é sempre dos outros, da sociedade, da chuva ou da falta dela, do grande – o pequeno escapa-se, o que me parece uma discriminação em função do tamanho - capital, dos EUA e da Merkel. Ah, espera. Da Merkel não, que ela agora já é boazinha.

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