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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Momentos

Kruzes Kanhoto, 07.01.21

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A merda de cão espalhada pelos passeios constitui uma das minhas principais irritações. Mas isso não é novidade. É um tema que acompanha este blogue desde o seu inicio. Ou não fossem mais que muitos os javardolas que permitem estes momentos aos seus amiguinhos de quatro patas. Sim momentos, foi isso que em certa ocasião uma defensora da bicharada chamou a isto num comentário onde, coitada, pretendia aborrecer-me. O que eu me ri. Momentos! Alguns são mais monumentos…

E a multazinha? Ou está tudo a coçar os tomates?

Kruzes Kanhoto, 18.02.20

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Ainda sou do tempo em que na cidade os cães eram uma raridade. Excepto nas vivendas com logradouro, ninguém que morasse em meio urbano, tinha animais. Tirando, vá lá um gato ou um passarito. Viver com eles dentro de casa era uma javardice, toda a gente achava. Era e continua a ser. Aos amiguinhos da bicharada é que pouco importa. Mas que queiram viver com e como os bichos é lá com eles. Não têm é o direito de conspurcar o espaço público ou, pior, o espaço privado de cada qual. Impunemente, como se sabe e com a complacência das autoridades incompetentes. Que multas a esta gentinha não há quem passe.

Tenho visto por estes dias gente a partilhar daquelas frases feitas jurando “morrer a defender os animais”. Não desejo mal a ninguém. Mas, confesso, gostava que alguns tivessem a sorte de concretizar esse desejo. Nomeadamente aqueles que permitem aos seus animais que caguem à porta dos outros.

Não lhes chega o passeio...

Kruzes Kanhoto, 02.11.19

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Um dos grandes temas de conversa de circunstância – e mesmo de outras – são os bichinhos e as suas traquinices. Uma delicia ouvir gente com idade para ter algum juízo a trocar ideias sobre o assunto. Garantem amar mais os bichos do que as pessoas, que os seus animais são dotados de uma inteligência superior e a quem, quase sempre, apenas falta falar. O que, digo eu, é uma pena isso de não comunicarem através da linguagem oral. Se o fizessem, eram gajos para chamarem parvos ao donos. Ou coisa pior.

O caso da fotografia eleva a jarvardice desta gente a um patamar superior. É daquelas coisas que - a mim, que aos amiguinhos dos patudinhos mais lindos não deve incomodar – dá vontade de partir os cornos a alguém. Vá lá que o morador tinha a porta fechada. Se estivesse aberta não duvido que o idiota do dono do cão não se importaria mesmo nada que o animal cagasse lá dentro. E ai do morador se desse um pontapé no canito...

O menino fez cócó...

Kruzes Kanhoto, 16.09.19

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E pronto, é isto. Canzoada em todo o lado e merda em toda a parte. Levam os seus meninos – filhos, como alguns anormais lhes chamam – a passear para os sítios mais inconvenientes, incomodam quem não tem nada a ver com a vida animalesca e promiscua que levam e nem sequer os dejectos do seu amiguinho se dignam recolher.

Muitos têm ainda a distinta lata – o topete, diria – de resmungar do transtorno causado pela irrequietude das criancinhas, alegadamente mal comportadas. As crianças até se podem portar mal. Faz parte da sua condição de criança. Muito pior é o comportamento e as cenas patéticas a que os donos – tutores, agora são tutores – dos cães nos obrigam a assistir. E a aturar. Isto só com um gato morto pelas trombas até o bichano gritar Benfica.



E que tal os amigos dos animais organizarem-se para recolher estas cenas?

Kruzes Kanhoto, 02.08.19

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E é isto com que me deparo todos os dias. Coisa que apenas me aborrece a mim e a poucos mais, mas que em nada preocupa os amiguinhos dos animais, o IRA ou essa malta que, de repente, se começou a preocupar com o ambiente.

Será, obviamente, muito natural um cão cagar. Mal seria se não o fizesse, coitado. O desgraçado terá de arrear o calhau quando a natureza assim ditar. O que não é normal é a cidade – esta e as outras – estar cheia de cães. Nem, menos ainda, que não se faça  nada para limitar o seu número e, simultaneamente, punir os javardos dos donos. Se deitar uma beata para o chão não constitui um direito, levar o cão a cagar à rua e deixar lá o presente também não se inclui no rol dos direitos e liberdades de cada qual. Digo eu, embora, com a inversão de valores que por aí vai, já nem tenha certezas absolutas quanto a isso.

É cultura, estúpido!

Kruzes Kanhoto, 15.02.19

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Esta minha actividade de fotografo amador especializado em merda de cão, parece suscitar a reprovação de algumas criaturas. Vá lá saber-se porquê. Podia provocar risota, comiseração ou, sei lá, indiferença. Mas não. Desconfio que, a certos circunstantes, até dá vontade de me “untar as molas”. Nada que me incomode. É, como diz o outro, para o lado que durmo melhor.

Mas, é cá uma desconfiança minha, um dia destes a perspetiva com que este meu hábito é olhado, vai mudar. Quando já estiver reformado será visto como uma coisa muito salutar. Algo enquadrável naquilo do envelhecimento activo, ou o que é. Elevado, quiçá, a actividade académica no âmbito de uma academia sénior qualquer. Com direito a exposição e tudo.

Merda de cão

Kruzes Kanhoto, 09.11.18

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Algum responsável do Município cá da terra teve a ideia de cobrir com gravilha o espaço onde todos os sábados se realiza a feira das velharias e diariamente, por se tratar de uma zona central da cidade, circulam umas centenas – ou milhares, não sei porque nunca os contei – de transeuntes. Uma solução fácil, barata e eficaz para acabar com a lama no inverno e a poeira no verão. 

Pois. A ideia é uma boa ideia. O pior é o resto. O que fazem dela. E os donos dos cães fizeram dali o espaço privilegiado para o passeio higiénico dos seus familiares de quatro patas. Depois do canito arrear o calhau, os javardos empurram meia dúzia pedrinhas para cima da bosta e vão andando. Outros nem isso. E aquilo para ali fica à espera que um incauto passante lhe ponha um calcante em cima. Bonito, sem dúvida. Ter a sala de visitas absolutamente nojenta é algo que fica sempre bem. Deve ser como os adoradores de bichos têm a deles. Mas isso de viverem na javardice e na promiscuidade com os animais é lá com eles. Não me interessa o que fazem em casa. Não lhes reconheço é o direito de partilharem a sua javardice com as pessoas normais.

A famosa cagada

Kruzes Kanhoto, 24.07.18

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Às celebridades, do alto da importância que julgam ter, dá-lhes de quando em vez para publicar manifestos, fazer exigências diversas ou protestar contra coisas. Acham-se no direito de exigir que o mundo seja como eles entendem que deve ser. Não que exista grande mal nisso, reconheço. Tirando, talvez, aquela parte – acho que se chama falta de cultura democrática, ou lá o que é - em que essa malta evidencia o maior desprezo por todos os que não pensam como eles. E que, como provam os resultados eleitorais numa imensidão de países, são cada vez mais. O que até nem surpreende muito, dada a fraca formação moral e intelectual da maior parte dos supostos famosos.

Hoje reclamam das concessões rodoviárias. De vinte e uma, parece. Desconheço o critério usado para as selecionar mas, desconfio, devem ser aquelas onde passam a maioria delas. Das celebridades. Ninguém, obviamente, lhes vai ligar peva. Daí que podiam optar por temas mais mundanos. Como, por exemplo, aproveitarem a fama que julgam ter para exigir o fim da merda de cão nos espaços públicos. Isso é que era de valor.

Os amigos dos pulguentos

Kruzes Kanhoto, 06.11.17

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Ao que parece anda por aí – para os lados de Lisboa, mais concretamente – um grupo de indivíduos que, estilo “comandos”, tratam de defender os animais mal-tratados. Seja pelos donos ou em situação de abandono. Os método, a ser verdadeiro o relato feito num órgão de comunicação social online, é que não se afigura o mais adequado. O recurso à violência e à coação são condenáveis e, como dizem os entendidos nas coisas do pacifismo, geram sempre mais violência. Mas, admito, o principio é bom. Pena que outros não lhes sigam o exemplo. Podiam voluntariar-se para limpar as ruas, passeios, parques e jardins que estão repletos de merda de cão. Seria, igualmente, uma forma de demonstrar carinho pelos bichos. Tão válida como a outra e, seguramente, mais valorizável. A menos que aos donos fosse necessários dar uns murros nos cornos. E alguns bem merecem.


Sucedem-se os casos de pessoas atacadas por cães. Nada de muito surpreendente, dada a explosão demográfica verificada no âmbito da canzoada nas cidades e a consequente convivência forçada entre pessoas e canitos. Serão, portanto, normais os desaguisados entre uns e outros. Com tendência, diga-se, a acentuado agravamento. Por enquanto, salvo uma ou outra excepção, a maior parte desse convívio forçado ainda ocorre ao ar livre mas, um dia destes, passará também a dar-se em espaços fechados e de grande concentração de pessoas. E aí, desconfio, o nível de conflitualidade é capaz de fazer dos nossos brandos costumes uma boa recordação do passado. Porque agora, como se tem visto, não há quem intervenha se deparar com alguém a dar uma carga de porrada num desgraçado qualquer. Mas se num restaurante uma pessoa der um pontapé a um cão, quase aposto que não sai de lá inteira...

Deve ser uma exposição, ou isso...

Kruzes Kanhoto, 23.09.16

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Esta poia, de proporções épicas, constitui quase uma obra de arte a que o meu mau jeito para a fotografia não faz a merecida justiça. Ao longo dos últimos dias, embora cada vez mais reduzido por estar exposto aos elementos, tem sido possível apreciar este monte de merda de cão numa rua da cidade. Que, miraculosamente, ainda ninguém a pisou. Só é pena não se tratar de um exemplar único. Uma peça rara, digamos. Nada disso. Não faltam por aí outras réplicas igualmente sublimes. Obrigado javardões. Sem vocês as nossas ruas não seriam a mesma coisa.