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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Casa para meliantes

por Kruzes Kanhoto, em 19.04.18

Quem lê as capas da imprensa portuguesa facilmente conclui que vivemos num país de malucos, governado por doidos varridos e onde as correntes com os mais graves problemas demenciais se tornaram nos novos donos disto tudo. Todos os dias temos maluquices novas. Já não estranho. Nem, na maior parte dos dias, ligo. É o hábito. O tal que se não faz o monge, faz o eleitor revoltado que acaba a votar nos "populistas".  

Hoje ficámos a saber, pelo JN, que o Estado vai financiar casas para jovens delinquentes. Ou seja, vamos pagar, para além da nossas, as casas dos meliantes. Mesmo que estes escondam nas suas habitações verdadeiras fortunas. Como o outro, a quem a polícia apreendeu trezentos mil euros. Enquanto isso quem faz uma vida normal vai pagando estes desmandos. Como aqueles ricaços que ganham dez mil euros por ano e pagam quinhentos de IRS. Bem-feita. Ninguém os manda ser parvos. Só trabalham porque querem. 

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O estado a que isto chegou

por Kruzes Kanhoto, em 11.03.16

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Portugal é um sítio esquisito que se rege por leis ainda mais esquisitas. Nada que constitua novidade dado que quem o habita também parece desprovido de tino. Veja-se, por exemplo, a relação da lei com as crianças. Se os pais forem para os copos, deixarem os filhos sozinhos em casa e, na sua ausência, um tiver desaparecido sem deixar rasto, nada acontece. Nadinha. Mesmo que nunca mais seja encontrado. Já se os pais forem ao casino e o gaiato pular da janela, a coisa é capaz de fiar mais fino. Pode até, eventualmente, dar direito a estadia na prisão. Se, mesmo estando em casa, os catarios se esgueirarem para o parque infantil mais próximo sem que os progenitores deem por isso, aí é uma chatice. Os fedelhos são logo encaminhados para uma instituição qualquer e os pais têm aborrecimentos garantidos. Mas, por outro lado, se levarem os filhos para um assalto – por não terem com quem os deixar ou para os iniciar na nobre arte do gamanço – e em consequência o pequeno meliante bater a bota, não têm que se preocupar. Pelo contrário. O Estado trata de os indemnizar pela perda. Esquisito?! Nada disso. É só o Estado a que isto chegou.

 

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