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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O direito à queca.

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.17

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Diz que na Alemanha há quem proponha que seja o Estado a providenciar gratuitamente serviços de índole sexual aos mais necessitados. Parece-me bem. Acho uma grande ideia. Não estou a ver é, assim de repente, o conceito de necessitado. Ou com base em que considerandos se pode incluir alguém – ou pior, excluir – no âmbito da necessidade sem tornar a coisa discriminatória. Quiçá inconstitucional, até.

Parece que, a avançar, será por prescrição médica e que a medida se destina a quem não consiga ter sexo de outra forma. O que, convenhamos, é muito relativo. Então se a patroa não estiver para aí virada? Ou, ao contrário, o marido estiver farto do camafeu que lhe calhou em sorte? Terão ambos, digo eu, o mesmo direito que o marreco meio amalucado que não arranja ninguém para dar uma queca. Podem é ter de lhe ceder a prioridade no atendimento, mas isso já é outra história.

 

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Humor politicamente correcto

por Kruzes Kanhoto, em 17.12.16

 

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(Isto sim é que é humor inteligente, com piada e nada discriminatório ou ofensivo)

 

Hoje não se poderia fazer um sketch sobre marrecos, coxos e mariconços”. Esta afirmação, de um conhecido humorista, motivou umas quantas reacções indignadas. É muito bem feita. Isso da indignação, claro. Eu também me indignei. O autor deixou de fora outros grupos de pessoas sobre as quais também não se podem fazer piadas. Ou, se pode, não devia poder. Então os cegos, mudos, surdos e carecas podem ser alvo de chacota? Os padres, os ciganos e os pretos não ficam excluídos da zombaria? É isto que me aflige. E indigna, ao mesmo tempo. A discriminação no âmbito do sketch e da piadola em geral. Se querem fazer graçolas, contar anedotas e dizer parvoíces metam mas é os alentejanos. Com esses sim, pode-se gozar à vontade. Toda a gente acha muita graça. Excepto, claro, se o alentejano for mariconço.

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