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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Ninguém aproveita a boleia?

por Kruzes Kanhoto, em 05.09.18

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(Imagem obtida na internet)

 

Segundo a propaganda comunista estará a decorrer uma ponte aérea para levar de volta ao seu país os muitos venezuelanos que, nos últimos tempos, têm fugido da miséria socialista – passe o pleonasmo – em que a Venezuela mergulhou. Não é que ache os comunistas um bando de mentirosos – quanto muito serão uns pantomineiros, vá – mas não acredito. De certo muitos fugitivos, ao atravessar as fronteiras daquele pedaço de paraíso, terão ficado horrorizados com a exploração capitalista que encontraram e quiseram voltar. Mas - e é aqui que entra a minha descrença – não consta que os muitos admiradores das políticas de Chavez e Maduro tenham aproveitado a boleia. Nem um, um só que fosse, quis ir gozar das maravilhas que apregoa. Coisa que, decerto, não desaproveitariam se existisse a tal ponte aérea. Nomeadamente aqueles que resolveram dar o nome de “Hugo Chavez” a uma Praça na Amadora.

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O Maduro que estique o pernil

por Kruzes Kanhoto, em 28.12.17

Uma vergonha – ou pior, até – essa cena de boicotar o Natal dos outros. Não se faz. Como o camarada Maduro não se cansa de salientar, trata-se de mais um infame ataque, por parte do grande capital e das forças imperialistas, à revolução bolivariana e ao povo venezuelano. Não bastava destruírem toneladas de comida e medicamentos, só para chatear o povo e deixar mal vistos os lideres revolucionários, agora os fascistas ainda têm o descaramento de perseguir os navios gigantes que iam para a Venezuela atafulhados de pernil. Tudo, ao que se sabe, por causa de uns trocos miseráveis. E do lucro. E da ganância. E de mais umas quantas cenas capitalistas que agora não me ocorrem. 

Pena que ao camarada Maduro não lhe tenha dado para esticar o pernil. Refiro-me, obviamente, ao stock que ainda possa existir no país e que ele, assim tipo aquele truque da multiplicação dos pães ou lá o que era, tratasse de multiplicar por muitos. 

Nisto só duas coisas me surpreendem. A fraca indignação que o assunto suscitou e a ausência de um movimento de solidariedade para ofertar pernil aos venezuelanos. Os profissionais da indignação e dos movimentos solidários devem estar ocupados com outra indignação e com outra desgraça qualquer.

 

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Direitos há muitos...

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.17

Falei, no post anterior, de direitos. Uma coisa que me é cara, diga-se, e que por isso merece novo destaque. O direito de manifestação, por exemplo. Ao que leio hoje nos mais variados sites noticiosos, parece estar reservado apenas para os esquerdistas ou para aqueles que se dedicam às novas causas sociais, sexuais ou simplesmente parvas. Ou até mesmo, como acontece com frequência em diversas capitais ocidentais, para aqueles estrangeiros que se manifestam em defesa – ou será ataque - da implementação do seu modo de vida nos países que os acolhem, alimentam e lhes pagam a subsistência. Tudo o que escape a esses padrões é tratado como criminoso. Podemos concordar ou não com o que defendem mas, no caso da manifestação dos fascistas de direita nos EUA, têm tanto direito a defender as suas convicções como os árabes que festejaram ruidosamente nas ruas os ataques do onze de Setembro. Ou, mais recentemente, os que andam por aí a manifestar-se a favor do Maduro venezuelano. 

Quem também está chateado por não ter visto os seus direitos respeitados é Jorge Jesus. Coitado. Ficaram-lhe com o portátil onde armazenou seis anos de trabalho, aqueles os malandros do Benfica. Tempo esse em que o Benfica lhe pagou o ordenado. E, pelos vistos, lhe facultou um computador. Coisas que, finda a relação laboral, devem ficar na posse do trabalhador despedido. Como, de resto, acontece com todos os trabalhadores a quem juntamente com a carta de despedimento é entregue o material com que trabalhavam na empresa. Bolas pá, onde é que andam os Arménios desta vida?!

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