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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E que tal criar um Serviço Nacional de Substituição de Lâmpadas?

por Kruzes Kanhoto, em 20.01.19

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Gosto de ouvir falar o Jerónimo. O camarada fala bem que se farta, tem boas ideias e está convencido que os disparates que diz são verdades absolutas. Como todos os comunistas, diga-se. Acabo de o ouvir dissertar acerca do Serviço Nacional de Saúde e de como tudo seria maravilhoso caso não existissem privados metidos ao barulho. Se fosse apenas e só o Estado a tratar-nos da saúde, garante o homem, é que era uma coisa catita. Deve ser a formula do PCP para acabar com a pobreza...

Mas, confesso, fiquei um nadinha desapontado com a converseta do comunista-mor. Estava mesmo à espera que propusesse a criação de um Serviço Nacional de Mudança de Lâmpadas. Sim, que isto de entregar a substituição de lâmpadas à iniciativa privada é uma roubalheira aos trabalhadores e ao povo. Não é, camaradas?!

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Vá lá, sejam tolerantes...

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.17

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Isto, se não fosse extremamente perigoso, constituiria motivo para umas boas risadas. Mas não constitui. A brigada das novas verdades e do politicamente correcto – o equivalente ocidental às policias religiosas dos países islâmicos ou aos diversos “comités” de outras ditaduras – é para levar a sério. A nova vitima destes biltres é o candidato do PSD à Câmara de Loures. O homem exprimiu a sua opinião acerca do comportamento da comunidade cigana e, aqui d’el rei, caiu-lhe tudo em cima. Ameaças, processos, queixas, exigência de retirada da candidatura e o rol habitual de insultos que sempre ocorrem quando além ousa dizer coisas que um minoria, determinada em fazer das suas convicções uma cartilha obrigatoriamente seguida por todos, não aceita. O curioso é que o motivo da controvérsia não é o conteúdo das acusações. Talvez por todos saberem que, por aí, não existe muito para contestar. O problema parece apenas residir no facto de terem sido proferidas. Ainda que, para muitos dos ofendidos com a frontalidade e o desembaraço de língua da criatura, os ciganos sejam o que menos importa. Para esses a grande chatice é que se o homem resolve manter o discurso ainda ganha aquilo.

 

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