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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O pássaro manco

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.19

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A literatura policial não está no top das minhas preferências literárias. Tenho, no entanto, um especial apreço pela imaginação dos autores, nomeadamente no que diz respeito à escolha dos títulos. É mais ou menos como os nomes fantásticos que os gajos da PJ escolhem para as operações policiais.

O caso do canário coxo”, por exemplo. Só uma mente dotada de uma prodigiosa imaginação engendrará uma história que envolva um pássaro manco. Que, diga-se, deve ser coisa rara. E de pouca importância, também. Até porque uma ave, em principio, usa outro meio de locomoção em que o facto de coxear não tem grande relevância. Excepto, calculo, neste livro onde a perna marota do bicho certamente se revelará determinante para o desvendar do mistério.

Já uma operação da policia judiciária denominada “canário coxo”, dependendo das circunstâncias e do alvo a investigar, pode fazer todo o sentido. Por exemplo – se para tal houvesse motivo, obviamente - numa investigação a um ex-presidente de uma câmara vizinha...

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Sexo só para um?!

por Kruzes Kanhoto, em 23.10.18

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Houve em tempos uma colecção de livros “Faça você mesmo”. Aquilo ensinava de tudo. Coisas úteis, esclareço. Assim tipo fazer pequenas reparações. Este deve ser algo do género. Ou pior. Provavelmente nem passa de um amontoado de parvoíces rabiscadas por um idiota qualquer. Ou talvez seja uma espécie de manual de instruções sobre a melhor maneira de esgalhar uma segóvia. Ou de espancar o marreco, vá.

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Vestimentofobia

por Kruzes Kanhoto, em 24.08.17

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Muito há ainda a fazer no âmbito do combate à discriminação. Ó se há. Verdade que, por estes dias, já se conseguiu um avanço civilizacional sem precedentes. O de acabar com essa coisa dos livros para meninas e dos livros para meninos. Mas, convenhamos, é manifestamente insuficiente. Há que ir mais longe e, nisto como no resto, o ideal é começar pela criançada. Ensinar-lhes que é tudo igual e não há cá coisas para gaiatos e coisas para gaiatas. As roupas, por exemplo. Não têm nada que estar separadas nas lojas conforme o sexo. Ou género, penitencio-me pelo lapso. Que isto de vestidos ou cuecas com rendinhas qualquer um veste. E o melhor é ir experimentando logo de pequenino. 

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