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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Palha em Serralves e "democratas" contra liberdade de voto. Ou como isto anda tudo ligado.

por Kruzes Kanhoto, em 29.09.18

Sabemos, desde o dia seguinte à invenção da geringonça, que somos governados por malucos sustentados no poder por uma trupe de doidos varridos. Temos disso a certeza, para aqueles que ainda duvidam, quando um gajo como o Augusto Santos Silva - ministro dos negócios estrangeiros, ou lá o que é – se revela o mais sensato daquela malta. O caso dos comerciantes portugueses presos na Venezuela é bem revelador disso mesmo. Mas é apenas mais um.

Por falar em lunáticos. Hoje no Porto uns quantos urbanos depressivos foram brincar na palha com os filhos. Lá para Serralves, aquele sitio onde expõem fotos de marmanjos com coisas enfiadas intestino adentro. Brincar na palha!!! Presumo que quando chegarem a casa brinquem com o cão no sofá. E depois ainda têm o topete de fazer piadolas com as pessoas do campo...Tadinhos.

Ainda a propósito de gente com pouco juízo. Em Lisboa o dia foi de manifestação. Como quase todos, diga-se. Hoje umas quantas pessoinhas manifestaram-se contra a liberdade de escolha dos eleitores de outro país. Acham estes indigentes mentais que os brasileiros não devem votar no candidato mais tresloucado lá do sitio. Depois admirem-se que os brasucas contem anedotas de portugueses...

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Estremoz é neste planeta...

por Kruzes Kanhoto, em 06.08.18

Ainda nem há um mês foi noticia o facto de duas turistas norte-americanas que ficaram presas num elevador na capital portuguesa terem, após procurarem o número da policia de Lisboa escrevendo “Lisbon”, sido atendidas por uma agente do Departamento de Policia de Lisbon, no Maine, Estados Unidos da América. Apesar disso a agente que atendeu a chamada fez as diligências necessárias para levar uma equipa de emergência portuguesa até ao local. Difícil? Num mundo cada vez mais global não parece tarefa demasiado ciclópica.

Ora, ao que se diz e a ser verdade o que se conta, por cá não existirá igual destreza – ou outra coisa qualquer que se lhe queira chamar – nas instituições que deviam zelar pela nossa segurança. O que é manifestamente preocupante. Se numa situação de emergência quem atende um telefone não sabe onde fica determinado local, então, que vá procurar. No Google, por exemplo. Não dá assim tanto trabalho, não é necessário levantar o cú da cadeira e nem é assunto para o qual seja requerido um QI especialmente elevado. Só um pouco de profissionalismo, talvez.

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O homem do bloco e o Estado-ladrão

por Kruzes Kanhoto, em 28.07.18

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É preciso ser muito totó – parvinho, vá – para acreditar em políticos ou, mesmo não acreditando, esperar que estes revelem algum – ainda que pouco – nível de coerência entre o discurso e a prática. Daí que este caso dos negócios particulares do homem do bloco na Câmara de Lisboa não me cause especial surpresa. Em nenhuma das suas vertentes. Nem, sequer, naquela em que a comunicação social, os indignados das redes sociais e a camarilha esquerdalha acha que o senhor pode e deve continuar a exercer as suas actividades políticas como se nada fosse. É de esquerda e isso basta para, aos olhos embevecidos dessa malta, garantir a sua mais absoluta impunidade política.

Por mim, ao contrário da generalidade de quem agora o apoia, não vejo mal nenhum na realização de investimentos como aqueles em que esta criatura investe os seus capitais. Nem vejo nada de mal no lucro obtido. O que ainda não vi foi uma alminha – uma só, que fosse – criticar os elevadíssimos impostos que este senhor e a irmã vão ter de pagar quando a venda do imóvel se concretizar. Assim por alto, só em “Mais-valias” para o Estado e IMT para a autarquia, é coisa para mais de um milhão. Neste caso, admito, até acho bem. Afinal a vitima é apenas um político incoerente ao serviço de um Estado ladrão.

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Finalmente um bom tema fracturante

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.18

Muito se tem falado e escrito nos últimos dias sobre habitação. Inclusivamente aqui. Este é um daqueles temas, até pela carga ideológica, que vale a penar discutir. Ao contrário de outros com os quais o país tem andado entretido nos últimos anos e que, invariavelmente, giram em torno do olho do cú. Ou lá perto.

Pena que toda a discussão se centre nos casos de Lisboa e Porto. Lamentável, também, que não se discuta o que está na origem da falta de habitação nos grandes centros e se procure atribuir a culpa apenas ao turismo e à ganância dos proprietários. Se calhar era altura de pensar que toda esta chatice começa na desertificação do interior e no continuo fluxo de gente em direcção às grandes metrópoles. E, já agora, numa maneira de inverter isso. Que, se houvesse vontade política, nem seria muito difícil de encontrar.

Ainda assim e numa escala infinitamente menor, também por cá faltam casas para arrendar. Está tudo em ruínas. Mas, tal como noutros sítios, não será seguramente necessário o Estado requisitar habitações para colocar no mercado de arrendamento. Pode começar pelas suas. Como estas. Situadas numa das mais movimentadas artérias da cidade e que para ali estão à espera de cair.

 

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Armado em descentralizador

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.18

Não gosto de armas. Nem mesmo das brancas, que eu não sou racista sequer ao nível do armamento. Mas estranho que exista tanta gente a culpar a livre venda de armas pelos massacres que ciclicamente se repetem nos States. Quase tanta, diria, como aqueles que garantem, sempre que acontecem ataques de cães de raça perigosa, que perigosos não são os cães mas sim os donos. Então – e reiterando o meu ódio a todo o tipo de armas – não se pode aqui aplicar o mesmo principio e estabelecer que perigosas não são as armas mas sim quem as possui? Seria, se calhar, uma questão de idoneidade intelectual, coerência ou algo assim.

Por falar nisso da idoneidade intelectual e afins. Não me pareceu que o discurso do novo líder do PSD tivesse sido um exemplo dessas coisas. Nomeadamente quando, referindo-se à necessidade de descentralizar serviços, citou o Tribunal Constitucional ou a Provedoria de Justiça como exemplos de instituições que podiam funcionar em Coimbra. Percebe-se, em parte, dada a existência da Universidade e isso. Mas, a sério, descentralizar é mudar serviços de Lisboa para o Porto, Coimbra ou Braga? Era capaz de ser um pouco mais eficaz, no âmbito do investimento no interior, anunciar a mudança da ASAE ou da AICEP para Estremoz.

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Todos os ajuntamentos são criticáveis, mas alguns são mais criticáveis que outros...

por Kruzes Kanhoto, em 24.12.17

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(Imagem obtida na internet) 

Acho alguma piada às criticas fáceis ao denominado consumismo desenfreado que se verifica nesta época do ano e que por norma são documentadas por fotografias de superfícies comerciais a abarrotar de gente. A comunicação social e as redes sociais em geral, por estes dias, repetem-nas sem parar. É lá com eles. Ou com quem define a linha editorial e determina aquilo com que nos devemos indignar. Pena que, pelo menos de vez em quanto, não mostrem imagens do Metro de Lisboa. Mas percebe-se que não o façam. Criticar um serviço concessionado ao Partido Comunista é capaz de não ser, nos tempos que vivemos, muito popular.

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Aeroporto de Estremoz

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.17

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Isso da descentralização parece-me uma coisa catita. Já mudar a sede de um instituto publico ou outro organismo qualquer de Lisboa para o Porto é, apenas, uma coisa parva. Descentralizar seria transferir serviços para o interior. Para cá da A1 a norte ou da A2 a sul. O resto é politiquice - da cara, no caso - para entreter autarcas e espevitar regionalismos bacocos como aquele de que padecem os portuenses.

E se vai um instituto para o Porto, que tem quase tudo, porque não um aeroporto para Estremoz? A campanha publicitária a promover voos já está online. Agora só falta a vontade política.

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Se fosse uma "Rural Beach" não interessava nada...

por Kruzes Kanhoto, em 03.11.17

Não conheço a tal “Urban Beach”, ou lá o que é. Nunca, até ontem, tinha sequer ouvido falar em tal espaço de diversão e, por isso e por jamais lá ter posto a sola dos sapatos, até admito que aquilo possa ser um antro de má vida, frequentado por criaturas da melhor estirpe guardado por gente do piorio. Concedo, também, que um governo mantido no poleiro por partidos que têm por referência ditadores malucos possa, só porque sim e à margem de qualquer decisão judicial, encerrar um negócio privado. Hoje uma discoteca, amanhã um supermercado, no outro dia, quiçá, uma televisão. Não seriam os primeiros. Pouco me surpreende, portanto. O que me espanta é a passividade com que isto se aceita. Até parece uma coisa normal. E, se calhar, é mesmo. Deve ser aquilo de uma mão lavar a outra.

Provavelmente devo ter sido só eu a reparar mas, desde que surgiram as noticias das agressões na tal discoteca lisboeta, deixou-se de falar na tentativa de assassinato levada a cabo em Coimbra por dois indivíduos, ao que se noticia, de etnia cigana. Das duas uma. Ou os agredidos de Lisboa são mais importantes, ou os agressores da capital são mais sacanas que os da cidade do Mondego. Ou, terceira hipótese que não invalida nenhuma das outras, há por aí um comité de propaganda que sabe muito bem que noticias devem ser dadas ao pagode...

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É o multiculturalismo...

por Kruzes Kanhoto, em 01.11.15

A socialista Câmara de Lisboa prepara-se para esturrar três milhões de euros na construção de uma nova mesquita. Andarei, muito provavelmente, a dispersar a minha atenção por outras cenas igualmente rocambolescas – também elas, curiosamente, protagonizadas pelos xuxas – para ainda não ter dado conta de nenhum movimento de indignação contra este escandaloso esbanjamento de dinheiro público. Se o há não dei por nada. Nem, sequer, um grupelho qualquer de intelectuais a manifestarem o seu asco à promiscuidade entre o poder e a religião. Algo assim, sei lá, do tipo daquilo que fizeram por causa dos crucifixos. Ou, vá, um protestozito ao nível daqueles que apelam ao fim do financiamento público às touradas e correlativos. Mas não, ninguém protesta. Nem, tão pouco, acham isto uma espécie de má despesa pública. Deve por isso da mesquita ser uma coisa assim a atirar para o multiculturalismo. O que, como se sabe, é algo que dá ares de inteligente até ao maior burro.

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