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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Cavaco vsTó Bosta

por Kruzes Kanhoto, em 05.09.17

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Gosto do Cavaco. Tenho esse direito e, por enquanto, liberdade para o afirmar. Apreciei o seu estilo de governação e considero que os seus governos foram dos melhores que o país conheceu. Não me apetece perder tempo a enaltecer os feitos da sua governação para justificar o meu apreço pelo maior estadista que a democracia lusa conheceu. Limito-me, apenas, a usar os mesmos argumentos que os defensores da actual solução governativa usam para elogiar o trabalho da geringonça. Aumentou-me o vencimento. Para lá, claro, dos aumentos anuais. Por três vezes. Com o Novo Sistema Retributivo da autoria do então ministro Miguel Cadilhe e com duas revalorizações de carreiras. Isto, reitero, para nivelar o argumentário com o que vou ouvindo e lendo em relação ao governo das esquerdas. Afinal não é o fim dos cortes nos vencimentos e pensões que torna o Tó Bosta tão popular? Ou há na prática da camarilha esquerdista-caviar e pró-venezuelana que nos governa alguma coisa mais que, assim de repente, me esteja a escapar?!

 

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Os novos ditadores andam aí...e são mais perigosos que os outros!

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.17

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Não sei o que é um supremacista. Mas, por aquilo que vou lendo e ouvindo, parece algo condenável e merecedor de reprovação por parte de qualquer pessoa bem formada. Também escapa ao meu entendimento – mas, concedo, será problema meu – o motivo pelo qual a esse conceito são sempre associados os “brancos”, os fascistas, os beatos e, em suma, gente com ideologia que podemos identificar de direita. “Pretos”, comunas, muçulmanos e esquerdalha diversa aparentam estar imunes a tal degenerescência.

Há, no entanto, noticias que me deixam ainda mais baralhado quanto a isso dos supremacistas. Por exemplo aquela da deputada australiana – eleita por um partido da extrema-direita – que se apresentou no parlamento vestida com uma burka. Motivo que a levou a ser fortemente criticada pelos outros deputados da maioria do politicamente correcto e, suponho, nada supremacistas. Maioria essa que, pouco depois, chumbou uma lei que previa a proibição do uso daquela fatiota em território australiano…

Não sei se só eu a ver aqui uma discriminaçãozinha. Mas, se bem entendo, o direito a usar burka não pode estar reservado a um determinado grupo de pessoas. Se não for proibido qualquer um(a) a pode vestir. Até eu, se me apetecer. A menos que os não supremacistas achem o contrário, claro.

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"Cada um veste o que quer". A sério?! Acham mesmo isso?

por Kruzes Kanhoto, em 27.08.16

 

Cada um veste o que quer, onde e quando muito bem entender. Será. Não consigo discordar convictamente desta tese, tão reclamada por estes dias, acerca da liberdade de escolha da indumentária. Mais. Estou com uma vontade danada de a colocar em prática. Assim do tipo ir à ópera de calções e xanatos. Ou ir à mesquita e não descalçar os sapatos. Ou ir ao banco com um capacete integral na cabeça. Daqueles com viseira escura e tudo. E não me digam que estes exemplos não valem por não se tratar de um espaço público. A opera pode ser no teatro cá da terra – que é municipal e de vez em quando também tem cenas dessas – o banco é a Caixa Geral de Depósitos – que mais pública não podia ser – e a mesquita como não paga impostos também pertence ao povo. Sempre quero ver se não me deixam entrar. Eu depois conto. Até já estou a imaginar, caso me barrem a entrada, a onda de solidariedade que se vai levantar na Internet em defesa da minha liberdade a vestir o que quiser quando muito bem me apetecer...

Por falar em solidariedade, tolerância e o camandro. Lembrei-me, vá lá saber-se porquê, daquele futebolista português que foi jogar para um clube espanhol e que na apresentação aos sócios e à imprensa local apareceu vestido com uma camisola onde estava estampada a cara do General Franco. Podemos ver neste link, no espaço reservado aos comentários, o que escreveram sobre isso uns quantos portugueses...Ou no último ano mudámos de opinião quanto a essa coisa de cada um vestir o que quiser ou então isto é tudo um bando hipócritas. Inclino-me mais para esta segunda hipótese.

 

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E aquilo dos gostos não se discutirem? Deixou de ser assim e ninguém me avisou?!

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.16

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Não sei quem é Rui Sinel de Cordes. Nunca, até um dias destes, tinha lido ou ouvido fosse o que fosse que me fizesse ter conhecimento da sua existência. É, ao que parece, um humorista. Que, tal como todos os outros, fará umas piadolas. Não conheço nenhuma, mas presumo que umas terão mais graça que outras e, de certo, algumas  não terão piada nenhuma na opinião de uns, enquanto para outros serão de rir até às lágrimas.

Isto a propósito de uns gracejos que o homem, alegadamente, terá feito acerca do atentado onde quinaram umas dezenas de gays e que causaram indignação aos alarves do costume. Não sei o que o humorista terá dito, ou escrito, acerca da ocorrência. Nem me interessa. Tem é todo o direito de o fazer. E toda a gente tem o direito de não apreciar. De ficar indignado, também. Como normalmente eu fico quando contam anedotas ou vomitam dichotes, geralmente parvos, acerca de alentejanos.

Parece que começam a existir novos tabus na sociedade ocidental. Assuntos sobre os quais, alegando essa coisa da discriminação, não se pode discordar, ser contra, nem – ai de quem o ousar – assumir publicamente uma posição diferente do pensamento único que nos está a ser imposto. Se isto não é ditadura...não sei o que lhe chame!

 

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Liberdade. É disso que se trata, gajas!

por Kruzes Kanhoto, em 17.06.16

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Por um acaso qualquer, que me esforçarei por não repetir, dei por mim a ler um blogue de gajas. Daqueles que, volta e meia e sabe-se lá porquê, estão em destaque no Sapo. Para meu espanto, quer a gaja autora quer as gajas comentadoras estavam manifestamente encantadas com a proibição – censura, é capaz de ser mais apropriado – imposta pelo autarca de Londres à exibição de publicidade, que envolva mulheres com pouca roupa, nos transportes públicos daquela cidade. Esta opinião escapa, confesso, ao meu entendimento. Provavelmente todas elas, as gajas do blogue, serão gordas, feias e mal-apessoadas. Uns camafeus, em suma. Embora isso não se afigure – excepto, quiçá, para as próprias – como um problema de especial importância. Não precisam é de ser invejosas.

Se calhar, um destes dias, por lá, terão de passar a andar na rua um pouco mais cobertas. Coisa que, de certo, também não vão achar mal. Talvez, até, mais dia menos dia, dar porrada na mulher deixe de ser considerado crime. Nessa altura, possivelmente, gajas como as do tal blogue de gajas poderão começar a pensar que talvez se esteja a ir um nadinha longe de mais. Então o mais certo é já ser demasiado tarde. Mas pedir a uma gaja – ou mais – que escreve para gajas, num blogue de gajas sobre coisas de gajas, para perceber que se trata de uma questão de liberdade e não de estética é, seguramente, pedir demais.

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Para parecermos tolerantes não toleramos a liberdade de expressão

por Kruzes Kanhoto, em 14.05.16

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O drama. O horror. A tragédia. O fim dos tempos, até. É mais ou menos isso que, para sermos politicamente correctos e parecermos inteligentes, devemos pensar de uma possível vitória de Donald Trump na corrida à Casa Branca. Não é que goste particularmente da criatura, mas começo a preferi-lo à Cliton. Ao que consta, a senhora – talvez na ânsia de ganhar votos entre a comunidade muçulmana – estará a equacionar a hipótese de, caso ganhe, impor nos States a chamada lei da blasfémia. O que, a verificar-se, será qualquer coisa de parecido com o retorno à idade das trevas. Algo, convenhamos, muitíssimo mais dramático, horroroso e trágico do que as parvoíces do “Trampas”. Embora muito mais do agrado das esquerdas e dos parolos do politicamento correcto.

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Daaaaaxxxxxxx qué burro!

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.15

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Com preocupante frequência têm surgido, de há uns tempos a esta parte, algumas vozes a sugerir a imposição de restrições à liberdade individual dos cidadãos. Nomeadamente em relação ao que se publica na Internet com o intuito de, segundo quem defende esta tese, combater o ódio e o incitamento à violência.

Não posso estar mais em desacordo. Mesmo achando que imagens como esta – copiada de um qualquer site comunista latino-americano e publicada no Facebook por um javardo comuna com a mania que é intelectual - constituem uma clara demonstração de intolerância. E de apelo à pancadaria, também. Até eu, que sou um gajo pacifico, fiquei com vontade de lhe ir aos cornos. Salvo seja, que a velhota, coitada, se calhar não é dessas coisas.

Ainda assim, defenderei sempre que a besta em causa deve ter toda a liberdade para continuar a escoicear. Afinal se ele não fosse livre para o fazer nunca saberíamos quão mentecapto é o animal. Sem ofensa para os ditos, que não quero cá aborrecimentos com o PAN.

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