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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Há uma linha que separa um maluco de um parvo...

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.18

Uma entidade emissora de obrigações adiou hoje, em seis meses, o pagamento das mesmas bem como dos respectivos juros. Parece-me, assim de repente, um caso grave. Capaz, até, de minar a pouca confiança que ainda restará no sistema financeiro nacional.

Quem investiu – e pode ser qualquer um nós, ainda que indirectamente – corre o risco de nunca mais recuperar o investimento. A menos que o Costa lhes acuda, como já fez com os alegados lesados do BES. Ou, pior ainda, que o governo resolva socorrer a instituição em causa. O que não me surpreenderia por aí além, diga-se.

Entretanto, enquanto aquilo se afunda e arrasta com ele as economias de quem lá pôs o dinheiro, o folclore continua. Para enganar os tolos e esconder aquilo que é verdadeiramente importante, desconfio. Depois chamem-lhe maluco… mas parvo é que ele não é!

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Sonsos...

por Kruzes Kanhoto, em 03.04.18

Já me aborrece a conversa sobre os bancos e o quanto a sua salvação nos está a custar. Não há gato nem burro que não tenha uma opinião convincente a este propósito. Contra, quase sempre. Embora, depois da coisa ser um pouco mais espremida, acabem a achar bem que a Caixa Geral de Depósitos tenha sido apoiada. Também o auxilio aos especuladores – ou lesados, como gostam de ser apelidados – do BES não lhes parece despropositado. Até mesmo aquilo do governo insistir na entrada da Santa Casa no capital do Montepio não constitui, na sua sábia opinião, nada de demasiado preocupante. E, se a conversa se prolongar muito, acabam a defender que o anterior governo devia ter ajudado o Salgado e o seu banco.

Por mim estou contra. Contra todo o tipo de injecções de capital por parte do Estado. Na banca ou noutro sitio qualquer. Como, por exemplo, a que foi feita nas autarquias locais e a que deram o sugestivo nome de PAEL. Mil milhões, mais coisa menos coisa. Sem que ninguém se tenha indignado ou pedido explicações aos marmanjos que contribuíram para esse descalabro. Pelo contrário, a maioria até foram reeleitos. Depois andam por aí, a colocar frases feitas nos perfis do FaceCoiso... Tá bem, tá!

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Nem a lesar se revelaram competentes...

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.15

O que têm em comum os alegados lesados do BES e do BANIF? Muita coisa, certamente. Permito-me destacar duas. São ignorantes e, quase todos, velhotes. Nenhum de entre eles se coíbe de garantir a sua manifesta ignorância em matéria financeira e o total desconhecimento do risco que corriam as suas poupanças ao subscreverem os produtos que os bancos lhes tentavam impingir. Nem, pelos vistos, lhes terá ocorrido aquela máxima popular que relaciona a esmola avultada com a desconfiança do pobre. Talvez, quem sabe, por não serem desconfiados. Nem pobres. Apenas ignorantes, confessam.

O segundo aspecto em comum entre uns e outros é a idade relativamente avançada de quase todos. Algo que me deixa boquiaberto. É que andei quatro anos a ouvir queixas acerca das atrocidades que o governo estava a cometer contra os idosos, condenando-os à pobreza, à fome, à miséria – às galés, quase – e, vai-se a ver essas tretas, como já se suspeitava, eram manifestamente exageradas. Até nisso, em matéria de lixar o pagode, o governo anterior se revelou incompetente.

Seja como for passaríamos bem sem estes escândalos. Nomeadamente os contribuintes. Os outros, na sua maioria seguramente, foram à ganância. Tanto assim é que, ainda agora, os “depósitos” que os bancos prometem remunerar com juros mais simpáticos continuam a ter uma procura muito significativa. Inclusive pelos reformados. Outra vez...

 

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