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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O fim da picada...

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.19

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Na opinião de um activista – que é como a gora se chamam os malucos – francês, daqueles amiguinhos dos animais, devemos encarar as picadas dos insectos como uma doação de sangue. Estamos, argumenta a criatura, a contribuir para uma mãe alimentar os seus filhos. Logo, continua, esborracha-los é coisa que jamais devemos fazer. A menos, conclui, que estejamos em África. Aí podemos matá-los. Já na Europa, reitera, é deixá-los picar à vontadinha.

Ora esta ideia, para além de manifestamente parva, enferma aqui de graves preconceitos. De carácter machista, racista e xenófobo, nomeadamente. Merecedora, até, da apresentação de várias queixas na parafernália de organizações, comités, institutos e outras cenas onde se empregam os boys que não têm ponta de habilidade para fazer algo de útil. Capaz, diria, de suscitar a ira de feministas e de levar activistas – lá está – contra a alegada desigualdade de que padecem os africanos, como o conhecido democrata português Mamadou Bosta, a apelar ao recurso ao tabefe.

Para o tal activista franciú alimentar os filhos continua a ser tarefa da mãe, matar africanos parece-lhe aceitável e apenas aceita ser picado por europeus. Ainda que no âmbito dos insectos é discriminação a mais. Há que fazer-lhe a folha.

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Insectos de vinagrada

por Kruzes Kanhoto, em 30.10.18

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Será que ainda posso chacinar as moscas, melgas e mosquitos que esvoaçam em torno das minhas árvores? Terei, por enquanto, permissão para exterminar aqueles insectos esquisitos – a quem gosto em chamar abelhoscas – que todos os anos insistem em perfurar as minhas laranjas? Pois que não sei. Nem quero saber. O insecticida ecológico – groumet, quase - à base de vinagre e açúcar está preparado. Agora é começar o massacre. Uma atrocidade, certamente, do ponto de vista das alminhas sensíveis. Vão ver que, “com aparelhos especiais, até seria possível ouvir os seus gritos lancinantes de dor” enquanto se afogam...

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Animalistas, os novos terroristas.

por Kruzes Kanhoto, em 27.08.18

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Esta mania de equiparar, no âmbito dos direitos, os animais às pessoas já ultrapassou há muito aquela fase do ridículo. Que provocava risota. Hoje é um tema que suscita preocupação. Muita, mesmo. Os maníacos autointitulados defensores da causa animal têm conseguido impor as suas ideias e, mais cedo do que tarde, os seus conceitos de vida tornar-se-ão obrigatórios para todos. 

Não é que me importe que os cavalos que puxam as charretes gozem de semana inglesa.  Ou que os cães que guardam os rebanhos trabalhem por turnos para evitar, coitados, um excesso de horas de trabalho. Igualmente não me aflige o fim das touradas. A isso o mercado se encarregará de colocar um ponto final. O que me aborrece de verdade é que tudo isto faz parte de uma estratégia perigosa e que, depois destas, outras causas virão. Algumas até já se perfilam. Como, por exemplo, reconhecer o animal como mais um elemento do agregado familiar para efeitos fiscais ou outros de natureza civil e social.  

Mas o objectivo – claramente já assumido por algumas destas organizações, diga-se - é eliminar a carne da alimentação humana. Será uma questão de tempo. Parece que a alternativa serão os insectos. A ideia está aí. A menos que antes disso se conclua que, afinal, uma melga também tem sentimentos.

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Insecticida ecológico

por Kruzes Kanhoto, em 24.09.17

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Hoje foi dia, cá pelo quintal, de preparar o inseticida biológico. Uma solução de vinagre e açúcar que, espero, atraia toda a espécie de insectos. Nomeadamente as moscas da fruta que, presumo, devem estar por aí a chegar e que, só por si, são gajas para destruir parte significativa da produção de laranjas, as maganas.

Este método contraria aquela velha máxima que garante não ser com vinagre que se apanham moscas. Apanham e não são poucas. Dentro de algumas semanas – se não for antes ou não me esquecer – darei noticias do holocausto entomológico em perspectiva e que demonstrará à saciedade quanto errada está essa ideia.

Espero que nenhum amiguinho dos insectos venha para aqui recordar-me que as moscas têm tanto direito como eu a viver neste planeta. Só para não ter o trabalho de o mandar à merda.

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