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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Cara comida para estudante...é coisa do passado.

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.17

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Uma das últimas indignações deste país de indignados teve a ver com as refeições servidas nas escolas e nas cadeias. Fraca qualidade, pouca quantidade e ingredientes indesejáveis reveladores de falta de higiene, foram os motivos que mais indignaram os profissionais da indignação. E são muitos, diga-se. Tantos que, seja na comunicação social ou no Facecoiso, conseguem ditar a agenda política. Mas isso, agora, não vem ao caso. O que vem ao caso é a desatenção, a ligeireza e a hipocrisia com que toda essa malta olha para estas coisas. E para outras, também.

Podiam, por exemplo, fazer a comparação entre o preço das refeições dos alunos e o das refeições servidas nas festas para os idosos. Podiam até, num rasgo de impertinência, questionar aqueles que elegem acerca do que tem a dizer sobre tão grande discrepância. É que isto de uma refeição para presos e estudantes ser tão mais barata do que a servida a velhinhos – que, na esmagadora maioria, até nem comem assim tanto – deve ter aqui uma marosca qualquer. Que, de certeza, nada terá a ver com aquela coisa dos votos, ou lá o que é, de que se alimentam os políticos.


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Também há escolas públicas a mais...

por Kruzes Kanhoto, em 29.05.16

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Acho muita piada à indignação que por aí corre contra o financiamento público ao ensino privado. A sério. Valorizo muito que as pessoas se indignem contra o desperdício – como é o caso – do dinheiro público, espanta-me é a selectividade com que o fazem. Surpreende-me que não demonstrem igual relutância em relação ao financiamento do Estado ao cinema, por exemplo. Quem quiser fazer filmes que os pague, acho eu. Ou à música. Sim, quem quiser assistir a espectáculos musicais que vá ver os que são promovidos pelas entidades privadas, que o Estado não tem nada de andar a dar música ao pessoal.

Mesmo no campo da educação pública também há muito por onde o pagode se indignar. A construção de escolas que foi, como dizia a outra, uma festa. Um festim, para uns quantos. Ou será que ninguém conhece exemplos de Municípios onde foram construídas três ou mais escolas, esturrando dezenas de milhões de euros, para alunos que cabiam todos numa só?!

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