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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Dia da libertação de impostos

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.18

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Hoje, dezasseis de Junho, assinala-se o dia da libertação dos impostos. Não é que os tributos tenham acabado. Nada disso. Significa apenas que, para o contribuinte médio, todo o rendimento do seu trabalho, desde o principio do ano até ao presente dia foi direitinho para o Estado.

A julgar por algumas reacções, expressas nas caixas de comentários a esta noticia, há quem não veja nisto nada de especial. Pelo contrário, não desdenhariam mesmo que o dia em que o Estado deixa o nosso bolso em paz fosse lá mais para diante no calendário. Deve ser gente que não paga impostos. Daquela, provavelmente, para quem isso é um conceito desconhecido. Mas, desconfio, para aqueles que estão sujeitos ao saque fiscal em vigor, o dia ainda não terá chegado hoje. É que isso das médias é uma coisa lixada.

Lixados – ainda mais – estaremos também se, como tudo indica, vier a ser aprovada uma nova lei das finanças locais. O objectivo, entre outros, é pôr ponto final nos poucos constrangimentos ao despesismo autárquico e reforçar os meios financeiros das autarquias, para que os caciques possam voltar a esturrar à tripa forra. Nomeadamente dar emprego aos eleitores das respectivas circunscrições. É que existem localidades onde ainda nem todos os habitantes trabalham para a respectiva autarquia. Uma injustiça a que urge pôr cobro, reconheço.

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Imposto é roubo? A este nível e nestas circunstâncias, sim!

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.18

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Apesar da carga fiscal estar ao nível do esbulho, o primeiro-ministro já garantiu que não é sua intenção diminui-la. Nem mesmo, ao menos, ligeiramente. Ainda que, convém lembrar, o fardo dos impostos, das taxas, taxinhas e derivados seja mais pesado agora do que na altura em que foi preciso pagar a bancarrota deixada pelos socialistas. É necessário baixar a divida, alega. Aquela que, apesar da imensa roubalheira fiscal promovida pela geringonça, não para de crescer. O que não admira, diga-se. O dinheiro nas mãos da esquerdalha é como manteiga em focinho de cão.

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Eles roubam tudo...eles roubam tudo...

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.18

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Anda por aí muita gente indignada com a constante subida do preço dos combustíveis. Tudo porque, a juntar à alta do crude, a carga fiscal sobre o sector é manifestamente – descaradamente, vá - elevada. Eu também estou ligeiramente aborrecido. Mas, garanto, estou muito mais arreliado com o roubo que o Estado ladrão pratica ao nível de outros tributos. Até porque tenho sempre a opção de andar a pé e, assim, reduzir o meu involuntário contributo.

Já no que diz respeito ao IRS pouco – nada, a bem dizer – posso fazer. Há que pagar – e muito – para a metade que não contribui. Apenas beneficia. O mesmo para, por exemplo, o IMI. Um dos impostos mais estúpidos que se paga e que tem como finalidade subsidiar os desvarios autárquicos.

Por se tratar de impostos que todos pagam – até a metade que não contribui de outra forma não lhes consegue escapar – é que esta carestia dos combustíveis apenas me causa um ligeiro aborrecimento. E se, como devia, isso servisse para diminuir os restantes, então, até seria motivo para me regozijar. Assim apenas lamento não os poder mandar ir roubar para a estrada. Isso é actividade que eles já praticam com entusiasmo.

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Todos igualmente pobres...É o desejo da União Europeia!

por Kruzes Kanhoto, em 10.03.18

Estou confuso. Ligeiramente aturdido, até. Tudo por causa daquela reprimenda que a União europeia deu ao governo do Costa. Parece que os burocratas europeus não apreciaram as mexidas que a geringonça andou a fazer no IRS. E que foi, diga-se, das poucas medidas relativamente aceitáveis levadas a efeito pelos esquerdalhos que tomaram o poder de assalto.

Segundo os patetas da UE, acabar com a sobretaxa e diminuir meio cagagésimo o imposto sobre o rendimento vai agravar as desigualdades entre os portugueses. Pois. Deve ser isso, deve. Dado que metade dos contribuintes não contribuem nada em termos de IRS, só falta dizer que o Passos e o Gaspar andaram quatro anos a promover a igualdade social. Ou seja, pelo ponto de vista europeu, os impostos nunca podem baixar - apenas subir - para a metade pagante ficar cada vez mais pobre e, assim, construir uma sociedade mais igual.

Estranhamente, ou talvez não, o PCP, BE e PS não reagiram a estas críticas das instituições europeias. Antes tão ciosos da tal soberania nacional, acérrimos opositores das ingerências externas na nossa política e mais o diabo a quatro estão agora mais caladinhos do que um rato. E contentes, presumo. Afinal este era o argumento que lhes faltava para não fazerem a única reversão que verdadeiramente importa fazer. Reverter o enorme aumento de impostos. Ou já todos se esqueceram disso?!

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Não é o dinheiro da Europa. É o nosso dinheiro, porra!

por Kruzes Kanhoto, em 13.02.18

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Não existe político que não se babe por fundos comunitários. Alguns até parece que é só para isso que vivem. Como se o resto não importasse, a existência de vida na Terra dependesse dos dinheiros comunitários e, sem eles, vivêssemos no caos. Infelizmente seguidores destas ideias malucas não faltam. Destas e de outras, diga-se. Deve ser por isso que a sugestão do Costa de criar três novos impostos, destinados a financiar o orçamento europeu, tem merecido tanto aplauso. Inevitável, dizem, se quisermos continuar a ter acesso ao benditos fundos comunitários. Se percebi bem a coisa vamos pagar mais impostos para podermos continuar a fazer, na maioria das circunstâncias, obras que apenas conseguiremos manter a funcionar se, para isso, pagarmos ainda mais impostos.

Claro que agora nos é garantido que os impostos a criar serão sobre transações financeiras e outras coisas que, acreditamos, não nos atingem. Pois, deve ser deve. Nisso acredite quem quiser. No “fim do dia” veremos quem é que paga a conta.

Obviamente nada me move contra os fundos estruturais da União Europeia. Foram e continuam a ser determinantes para a construção de infraestruturas que, de outra forma, dificilmente teríamos ao nosso dispor. Mas, assim por alto, se calhar metade do que se gastou à conta deles foi desnecessário, é em parte a causa do desequilíbrio orçamental em que temos vivido e, sobretudo, contribuíram para encher os bolsos a muita gente. Desconfio, mas sou só eu a divagar, deve ser por isso que tantos correm atrás deles.

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Para quando um imposto canino?

por Kruzes Kanhoto, em 14.01.18

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Volto hoje ao tema que popularizou este blogue. Popularizou é, obviamente, uma força de expressão. Digamos antes que o tornou um bocadinho menos desconhecido. Embora, sem falsas modestias, reconheça que a data altura – graças a umas quantas citações em determinados locais e coiso – o Kruzes se tenha tornado uma referência incontornável no âmbito da merda de cão.

Se assim o quisesse podia todos dias publicar um post acerca do assunto. Motivos não faltam. Como esta bosta, ainda fresquinha, com que me cruzei logo pela manhã. Provavelmente é resultado de algum javardo ter sido obrigado a madrugar por força dos hábitos intestinais do canito. Nem vou reclamar de o dito cujo não ter procedido à recolha do “presente”. Ninguém o faz. Questiono-me antes acerca da moralidade de quem legisla em matéria fiscal e de quem, no terreno, aplica a mais que permissiva legislação existente.

Se olharmos para as facturas da água ou da luz que todos os meses nos chegam a casa constatamos que pagamos um infindável rol de taxas e taxinhas. Todas, se nos dermos ao trabalho de pesquisar a sua finalidade, alegadamente relacionadas com o ambiente. Mas a água e a electricidade são bens essenciais. Um cão não é. Em meio urbano é apenas um apetrecho de luxo. Ou de vaidade. Que, na maior parte das circunstâncias, polui e incomoda os outros. Daí que me seja difícil entender a razão porque não é devidamente taxado como tal.

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Vade retro, IRS!

por Kruzes Kanhoto, em 21.11.17

Faço parte de uma minoria que não consegue escapar ao pagamento de impostos. Não tenho como receber, por exemplo, parte do ordenado "sem ir à folha". Nem, tão-pouco, auferir rendimentos que não afectem a declaração de IRS. Mas, admito, tenho pena. Tal como começo também a admitir que tentar escapar ao pagamento de impostos, seja pelos meios legais ou quaisquer outros, deve constituir um desígnio nacional. Atendendo à maneira como o governo semi-comunista esturra o dinheiro que somos obrigados entregar-lhe constitui, até, quase uma espécie de dever. É por isso que, chegados a esta altura do ano, recomendo vivamente a quem me lê uma especial atenção às despesas dedutíveis em sede de IRS - às que já tem e as que ainda pode vir a fazer - e, sobretudo procurar um simulador de IRS de 2017 a entregar em 2018.  Cada euro que pouparmos é menos um euro mal-gasto! 

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Grande defensor dos trabalhadores e do povo, este...

por Kruzes Kanhoto, em 08.10.17

O que ontem era verdade hoje é mentira. Ou o contrário. Não sei, mas, no caso, é indiferente. Para o antigo chefe da CGTP, agora, não é possível baixar impostos. Nem desejável, acrescenta. Até porque, acha o cavalheiro, até nem pagamos por aí além. Pior, a criatura acha que teremos de nos conformar com a ideia de ir sempre pagando mais qualquer coisinha a cada ano que passa.

Já não me lembro – e não estou para ir pesquisar – mas suponho que este senhor tenha sido daqueles que considerou um roubo a quem trabalha aquilo do brutal aumento de impostos, ordenado pela troika, para pagarmos a bancarrota deixada pelo governo de Sócrates. Do qual, convém não esquecer, António Costa foi o número dois.

E é isto. É esta a coerência daqueles a quem a comunicação social vai dando voz e os contribuintes vão sustentando. São estas as baboseiras e estes alarves que vamos tendo de aturar. Nada de surpreendente nem a que não estejamos habituados. De estranhar, apenas, é que tanta gente ainda se mobilize para seguir estes idiotas.

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Em defesa dos gordos, dos preguiçosos e do grande capital

por Kruzes Kanhoto, em 01.09.17

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Diz que o governo estará a preparar um novo imposto sobre a “junk food”. Não é que goste de impostos mas, este, acho muito bem. E nem é por causa dessa cena da comida saudável, ou o raio que os parta, com que uns quantos patetas andam sempre a embirrar. Defendo que, mais do que sobre os rendimentos, os impostos deviam incidir preferencialmente sobre o consumo, o vicio, as escolhas ou seja o que fôr que permita sempre ao pagante optar por outra via. E, quanto a esta coisa, opções e alternativas menos oneradas fiscalmente é o que mais abunda.

O argumento dos que estão contra – BE e PCP – que os mais penalizados serão os mais pobres me convence. Este tipo de comida não fará parte, em lugar nenhum do planeta, do cabaz básico de alimentação. Nem sei como é que os que auferem rendimentos mais baixos têm dinheiro para fazer esse tipo de alimentação. Um frango e um pacote de massa são muito mais baratos do que um hambúrguer, uma dose de batatas fritas e um refrigerante. Com a vantagem que dão para uma refeição de toda a família.

Trata-se de mais uma incoerência daquelas organizações extremistas que, desgraçadamente, nos governam. Estão sempre a falar de defender a produção nacional, a mandar bitaites contra as grandes empresas e outras bacoradas do género mas, na hora da verdade, fazem exatamente o contrário. Defendem-nas. Que eu saiba os frangos ou a massa são produzidos cá enquanto a junkfood está, maioritariamente, nas mãos dos tais grandes grupos económicos que eles tanto detestam. Ou que nos querem fazer crer que detestam.

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Camarada, demagogo és tu. Quiçá até um populista, camarada!

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.17

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Sob o sugestivo titulo “basta de demagogia com a devolução do IRS pelos municípios” um comunista qualquer escreve, numa publicação igualmente comunista, um extenso rol de alarvidades acerca da da tributação sobre os rendimentos do trabalho, do qual recorto a parte que melhor define aquilo que o homem – e, presumo, o pcp – pensam relativamente à carga fiscal a que os trabalhadores estão sujeitos. Nem me alongo em comentários acerca das bacoradas que ali estão expressas. Já ouvi muitos argumentos acerca deste tema. Contra, alguns. Admito, também, que esta opção das autarquias será, maioritariamente, usada como bandeira eleitoral. Agora, como decorre da opinião do articulista, defender esta brutal carga fiscal e, pior, achar que os trabalhadores que ganham, por exemplo, setecentos euros – esses burgueses - não devem ter uma redução de impostos para as autarquias poderem continuar a financiar as actividades destinadas aos “pobrezinhos”, é coisa para dar vontade de rir. Ou de lhe dar um murro nos cornos.

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Catarina, a pequena

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.17

A primeira-ministra Catarina Martins já prometeu novos aumentos das prestações sociais, do salário mínimo e de mais umas quantas benesses. Não é que ache mal a intenção da pequena líder. Pelo contrário. O que me desagrada profundamente – que isto os desagrados devem ser sempre profundos - é o desprezo com que esta "coisinha" trata os restantes portugueses. Nomeadamente aqueles que ganham há um ror de anos pouco mais que o actual salário mínimo e que, a continuar assim, vão ficar em igualdade salarial com quem, antes da crise, ganhava bastante menos.  Para alguns a diminuição do leque salarial que está a ser promovida até pode constituir uma questão de justiça social. Por mim não consigo ver outra coisa senão falta de respeito pelo mérito, incentivo ao desleixo profissional e discriminação laboral e remuneratória. 

Sabe-se que aumentar apoios sociais e salários mais baixos estimula a economia, dado que os seus destinatários poem de imediato em circulação aquilo que recebem. A maioria por imperiosa necessidade e outros, não tão poucos quanto isso, apenas porque sim.  Cabeleireiros, manicuras, tatuadores e taberneiros, entre outros, que o digam. E é disso que a geringonça precisa. De pobres e de quem gaste. É por isso que não baixa os impostos. Esses ricaços que ganham seiscentos, oitocentos ou mil e poucos euros todos os meses que tratem de sustentar o optimismo nacional.  Porque os que ganham mais do que isso também já tiveram a sua benesse. 

 

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Que os meus impostos lhes façam bom proveito...

por Kruzes Kanhoto, em 19.04.17

Esta coisa da declaração do IRS deixa-me sempre com os níveis de irritabilidade em alta. Nem aquilo do fisco me devolver uma pequena parte do que andei a descontar ao longo do ano me faz ficar mais animado. Ao contrário de muita gente, para quem o reembolso fiscal constitui uma espécie de presente que os deixa felicíssimos da vida. Ainda bem que ficam felizes. Enganados, mas felizes. O problema é o que ainda “lá” fica. E não devia ficar. O que volta é nosso e nunca nos devia ter sido tirado. O fisco é, neste caso, aquele ladrão arrependido que nos devolve uma pequena parte do roubo.

O que me dá algum consolo é saber o bom uso que é dado à parte do meu vencimento que nunca chega à minha conta. Fico feliz e contente pelo contributo para o bem estar de todos aqueles – e são mais que muitos aqui na terrinha – que ao longo da vida nunca conheceram outro modo de subsistência que não os chamados apoios sociais. Só receio é que eles andem a abusar um bocado do tabaco, do álcool e se estejam a tornar demasiado sedentários. Como aquela família de gordos, que encontro todos os dias, sentada numa esplanada quando vou trabalhar e abancada noutra quando regresso. Se para aí adoecem ainda me aumentam os impostos para equilibrar as contas do SNS.

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Em tempos houve outro que queria um imposto europeu...

por Kruzes Kanhoto, em 13.12.16

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Como era de esperar a proposta de Rui Rio, no sentido de criar um novo imposto com a receita consignada ao pagamento dos juros da divida portuguesa, deixou os profissionais da indignação à beira de um ataque de nervos. Nem, diga-se, outra coisa seria de esperar. Por várias razões. Uns não percebem do que está o homem a falar. Embora, como se viu e leu, isso não os impeça de dar uso aos dedos para vilipendiar a ideia. Outros, mesmo não pagando impostos nem sabendo ao certo o que isso é, martelaram furiosamente o teclado só porque sim. Ou, relativamente à proposta, porque não.

Por mim não acho que a sugestão seja grande coisa. Ou, sequer, valha a pena perder tempo e criar burocracia com novos impostos que, parcialmete, substituam os existentes. A intenção seria fazer sentir a cada um de nós – aos poucos que pagam – quanto nos custa a divida. Talvez assim, pensará o aspirante a líder do PSD, percebamos melhor o esforço colectivo que estamos a fazer para pagar os desvarios dos governantes. Mas não. É escusado. Não queremos saber. Nem tão-pouco nos importamos com a forma como eles esturram aquilo que nos custa a ganhar. Veja-se o caso do IMI. A barbaridade de dinheiro que nos sacam é descaradamente esturrada nas nossas barbas sem que ninguém se irrite com isso. Ou, vá, gentilmente peça contas ao gastadores. Pelo contrário. Muitos até gostam de o ver a arder. Sem aspas. Propositadamente.

 

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Governo, amigo, o povo está contigo!

por Kruzes Kanhoto, em 13.10.16

Já falta pouco para ficarmos a saber todas as fantásticas medidas – algumas, desconfio, poderão até atingir o nível de sublime - com que a geringonça se propõe melhorar a nossa vida no próximo ano. Sabemos – sempre o soubemos, obviamente – que aquela trempe de esquerdistas apenas pretende o bem do povo. Ao contrário dos malvados da direita, que estão sempre a maquinar coisas para lixar a malta.

Não são, por isso, de esperar propostas que nos provoquem aborrecimento. Tal como subidas de impostos, cortes de salários ou baixar as reformas. Nada disso. Quando muito aumentarão umas quantas tretas que os ricos fazem questão possuir. Casas e assim. Ou, se isso não ameaçar a consistência da geringonça, um ou outro imposto sobre uns itens que provoquem problemas ao nível da saúde. Tipo o açúcar ou as gorduras. Nada que seja de primeira necessidade. O que, parece, fica de fora é o papel higiénico. Ainda não é desta que lhe é aplicada uma taxa. Ou um imposto, sei lá. Uma derrama, quiçá. Mas devia, já que se trata de um artigo de última necessidade.

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Bem-dita geringonça!

por Kruzes Kanhoto, em 04.10.16

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Sempre achei bem essa cena de aumentar os impostos indirectos e não é agora, só por ser a gerigonça a concretizar o que defendo, que vou mudar de ideias. Ainda assim, melhor ainda acharia se esse aumento, em vez de servir para esturrar mais e mais dinheiro, fosse aproveitado para reduzir a tributação sobre o trabalho e os imóveis. Mas isso são outras contas que pouco importam às Mortáguas e aos Galambas desta vida.

Estou, portanto, de acordo com o tal imposto sobre o açúcar, a fast-food ou lá o que é aquilo que os geringonços se preparam para inventar. Acho bem. Receio é que não passe do papel. Alguém de entre eles se há-de lembrar que a coisa vai incidir sobre bens que os alegados mais pobres consomem em abundância. E, quem tiver dúvida quanto a isso, que olhe para os tapetes das caixas dos supermercados e atente nos bens alimentares que esses tais pobres adquirem. Comida ultracongelada, batatas fritas e refrigerantes são os itens que constam do cardápio. Pudera. São baratos, não dão trabalho a cozinhar e não necessitam de qualquer espécie de dote culinário. Vão pôr é essa malta a pagar impostos. Finalmente. Bem-dita geringonça!

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Desespero fiscal ou só parvoíce?

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.16

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Já escrevi muitas vezes, aqui e noutros lugares, acerca daquilo de pedir factura. Fui sempre incompreendido por quase todos os que me leram. Deve ter sido um problema de comunicação. Meu, obviamente. Só pode. Pelo menos a julgar pela ausência de gente indignada, nas redes sociais e na vida real, em relação à operação de fiscalização aos vendedores de bolas de Berlim e congéneres a decorrer nas praias algarvias. Nomeadamente por parte de uns quantos que zombavam de quem exigia factura num restaurante ou num café. Não é que tenha importância. Que não tem. É só para assinalar que há quem, acerca do mesmo assunto, vá alterando a sua opinião consoante o governo vai mudando. O que não constitui novidade. Nem surpresa. Afinal isto é como no futebol. O que hoje é verdade amanhã é mentira.

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Olha se a austeridade não tivesse acabado, a página virada e a esperança devolvida...

por Kruzes Kanhoto, em 07.05.16

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Acabar com a austeridade. Virar a página. Devolver a esperança. Disto e muito mais nos têm falado os geringonços. Promessas em que apenas os tontinhos e os apoiantes – passe o pleonasmo – da coligação esquerdelha acreditam.

Continuo a ver a mesma austeridade – chamem o que quiserem ao brutal aumento de impostos que a geringonça promoveu – e a única página que vi virar foi a do regresso a um livro já lido. Quanto à devolução da esperança, só se foi devolvida ao lobi do betão ou às empresas de crédito fácil e rápido. Quem tiver dúvidas que veja as tabelas de retenção de IRS para 2016. E surpreenda-se...ou não!

Garantia um destes dias um insuspeito e entusiástico apoiante do governo em funções, que estávamos numa espécie de bonança que antecede a tempestade. Não sei se concorde com a parte da bonança, mas que a borrasca vai bater forte lá isso vai...

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Nacionalize-se o património!

por Kruzes Kanhoto, em 22.04.16

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 A geringonça garante que, aconteça o que acontecer, não corta nos vencimentos nem nas pensões. Nem sobe o IVA. E continua determinada em baixar a taxa aplicável à restauração. Tudo isto são, há que reconhece-lo, boas intenções. Mas valem o que valem. E, perante o turbilhão de despesa que esta malta promete fazer, valem muito pouco.

Para fazer a quadratura deste circulo a ideia será subir, entre outros, o imposto sobre as heranças e o património imobiliário. Nomeadamente, quanto a este último, o que não é colocado no mercado de arrendamento. Popular, esta medida. A maralha gosta. Mas, se analisarmos a coisa mais a fundo, de uma enorme injustiça. É só esperar pela aplicação prática desta tonteria. Quando nos calhar em sorte perceberemos o alcance e a estupidez da coisa.

Alguém que explique a todos os geringonço-maníacos entusiasmados com a ideia que, quando os papás quinarem, herdam a casinha dos progenitores mas podem não herdar o dinheiro suficiente para pagar o imposto. E quanto aos imóveis fechados, que a troika de esquerda pretender taxar, o melhor é o governo ir arranjando quem esteja interessado em os alugar. Caso contrário o Estado e as Câmaras Municipais não terão mãos a medir para aceitar tanta doação...

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Mais impostos, precisam-se!

por Kruzes Kanhoto, em 02.04.16

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Os governos – todos – inventam impostos sobre tudo e mais um par de botas. Todas as desculpas são boas para o fazer. Mas, vá lá saber-se porquê, não seguem o mesmo padrão de comportamento relativamente aos animais de companhia. Desnecessários e supérfluos na maior parte dos casos. Artigo de luxo, digamos. Como tal não me parece existir qualquer razão para não os taxar. Até se podia invocar aquilo do poluidor pagador, ou lá o que é. Quem tem imaginação para justificar impostos esquisitos, como o dos sacos plásticos ou sobre as heranças, não terá grande dificuldade em arranjar argumentos para a criação de mais um penalize quem quer ter a satisfação pessoal de viver com um bicho. Ou mais.

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Adse para todos?! E porque não?

por Kruzes Kanhoto, em 24.03.16

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Ciclicamente o tema da ADSE constitui motivo de discussão. Acessa, como quase todas as discussões que envolvem alegados direitos alegadamente exclusivos dos funcionários públicos. Que deve ser extinta e fica o Serviço Nacional de Saúde para toda a gente, defendem uns. Alargada a todos os que para ela queiram descontar é que era, sustentam outros alegando uns quantos princípios constitucionais.

Percebo os primeiros. É uma questão de filosofia de vida. Ou de outra coisa qualquer. De que, obviamente, discordo. Para eles o Estado deve regular todos os aspectos da vida de cada cidadão e, mesmo que um grupo de pessoas financie um sistema à conta exclusiva do seu vencimento sem que daí resulte encargos para os que dele não beneficiam, ainda assim, não pode ser. Nem sei como não reivindicam o fim dos seguros de saúde. Esses sim financiados pelo Estado através das deduções fiscais.

Já a opinião dos segundos, alargar o conceito de serviço prestado pela ADSE a quem a ela queira aderir, seja ou não funcionário público, parece-me fazer todo o sentido. Tenha ele – o conceito – o nome que tiver. Pode, até, chamar-se privatização parcial do SNS. Proporcionaria uma maior capacidade de escolha, um melhor serviço aos utentes e uma poupança de milhares de milhões de euros aos cofres públicos. Tinha era um problema. Dois, melhor. Representava um enorme aumentos de impostos para quem quisesse aderir – mas isso era como o outro, só pagava quem aderisse – e quase decepava uns quantos lobbys na área da saúde. Uma chatice, portanto.

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