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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Nacionalizações

por Kruzes Kanhoto, em 05.07.20

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Acordei, uma destas manhãs, com o rádio a noticiar a nacionalização de duas empresas. Ainda estremunhado olhei para o despertador e a minha primeira reacção foi: “porra, vou chegar atrasado à escola!”. Só sosseguei quando olhei para o outro lado e vi a minha Maria. Afinal não estava em Março de 1975. Nessa altura ainda dormia sozinho.

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Vem aí a policia da verdade suprema e da virtude...

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.20

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Diz que o governo vai monitorizar aquilo a que chama “discurso de ódio” nas plataformas online. Parece até que já estará em vias de dar início à contratação pública de um projecto que vai espiar, acompanhar e identificar sites. Coisa para adjudicar a uma empresa formada para o efeito por especialistas da especialidade provavelmente ligados à causa. Talvez também ao partido, sabe-se lá. Ou, por outras palavras e em linguagem clara, vai reintroduzir a censura. Mas, agora, da boa. Daquela valorizável.

Nada de novo, isto, nem que me surpreenda muito. Não esperava diferente de um país que guinou bruscamente à esquerda e, isso sim, é que me deixa para lá de perplexo. Nomeadamente quando são conhecidas consequências das políticas promovidas por gente desse calibre noutras partes do mundo. E também por cá, diga-se.

Presumo que, entretanto, será determinado o que podemos ou não escrever nas redes sociais. O que poderá suscitar questões deveras inquietantes. Como, por exemplo, se o discurso de ódio pelo discurso de ódio conta como discurso de ódio. Ou, mais importante ainda, quem é que vai escolher o que é, ou não, discurso de ódio. Camaradagem abichadana, frustrados diversos, urbano deprimidos e gente tão burra que apenas conseguiu entrar em sociologia serão, quase de certeza, os comissários da polícia do ódio.

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O privilégio e a cor da pele

por Kruzes Kanhoto, em 27.06.20

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Ao que leio no Twitter, Isabel Moreira, a escanzelada deputada do Partido Socialista, terá afirmado numa entrevista qualquer, que se sente uma privilegiada por ser branca. A mim, que não sou especialista na especialidade de racismo, parece-me uma afirmação um bocado parva. Embora, desconfio, consensual na parte que toca aos privilégios, ou não tivesse ela as ligações partidárias e familiares que se conhecem. Caso tivesse nascido na Merdaleja e fosse filha do Zé da Égua Manca, ser alva como a cal havia de lhe adiantar uma grande coisa.

Já outra Isabel, a dos Santos, não tem uma tez propriamente clara. Terá no entanto, ao que dizem que eu nunca “lho” contei, uma fortuna considerável. Ainda que, também ao que contam que dessas cenas nada sei, obtida por meios um bocado manhosos. Do que não faltarão certezas é que a senhora será, qualquer que seja o padrão utilizado para a avaliação, uma privilegiada. O que, levando à letra os considerandos da senhora magricela, poderá levar mentes mais sinuosas a conclusões demasiado inquietantes – e também deploráveis - quanto a isso do racismo.

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Um pincel a cada feminista

por Kruzes Kanhoto, em 25.06.20

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A discriminação da moda é o racismo. Mas há outras. As que se queiram, praticamente. Maneiras dos activistas das diversas causas se manifestarem, também. Agora, além das manifestações no sentido clássico, o que está a dar é vandalizar coisas. Escaqueirar ou borrar qualquer cena que incomode as alminhas mais sensíveis, nomeadamente. Por enquanto as principais vítimas têm sido as estátuas que homenageiam figuras ligadas à expansão marítima, aos descobrimentos ou a movimentos com alguma relevância na sociedade como, por exemplo, os escuteiros.

Discriminações, por estes tempos, há muitas. E símbolos a espatifar, também. O machismo e toda a simbologia que para aí há, por exemplo. Parece-me escandalosa a quantidade de desenhos do órgão sexual masculino, que borram as paredes de todos os lugarejos, por contraposição à ausência de pinturas alusivas ao equivalente feminino. Nem consigo perceber a passividade das feministas militantes perante visões desta natureza. Ou andam desatentas ou são demasiado preguiçosas para pegarem num pincel.

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E o nome das ruas, camaradas activistas?!

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.20

Ainda bem que cá pelo burgo não há daquelas estátuas susceptiveis de provocar nos delinquentes militantes das causas da moda, um sentimento de manifesto desagrado. Nem sei, ao certo, se por estas bandas haverá muita militância desta. Meia-dúzia deles, talvez. A maioria, acho eu, com idade para ter juízo – o que não significa que o tenham - e, talvez por isso, se limitem a escrever parvoíces no Trombasbook. Até porque pernas e mãos talvez já não possuam a desenvoltura que a tarefa de vandalizar exige.

Ruas com nomes de alegados qualquer coisa actualmente pouco valorizável pela esquerda, é que há umas quantas. Muitíssimas no país inteiro. O que nestes tempos, em que uns quantos alienados resolveram rever a história, constituirá, se calhar, ofensa suficiente para exigir uma revisão da toponímia nacional. Ficam é desde já avisados que se vão meter num sarilho. A começar pelo cartão do cidadão...

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Afinal... o tamanho importa!

por Kruzes Kanhoto, em 27.05.20

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Em matéria de Covid – e nas outras também - os especialistas da especialidade são gajos para dizerem uma coisa agora e o seu contrário daqui a bocado. Por isso o melhor é aproveitar já, antes que outro estudo venha desmentir este ou provar exactamente o oposto.

Parece que isto dos dedos é uma cena muito importante. Nomeadamente no que diz respeito ao tamanho. Diz que, no caso do vírus chinês, importa. Mas, apenas, relativamente aos homens. Estaremos, se calhar, na presença de um vírus sexista. Seja como for, neste ponto, cumpro o requisito. Aguardemos, ansiosamente, o desenvolvimento de novos estudos que analisem a relação entre o risco e outras características físicas...

 

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Teletrabalho, o limite é a imaginação. Ou talvez mais além...

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.20

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Longe mim – lagarto, lagarto, lagarto, ai Jesus cruzes canhoto, t’arrenego Belzebu – estar para aqui a congratular-me com o surgimento do Covid-19. Era o que mais faltava. Isso é coisa para malucos como Lula da Silva e, se calhar, para a sua vasta legião de seguidores. Admito, no entanto, que desta pandemia sairão inúmeras inovações, oportunidades e soluções que poderão constituir motivo para nos congratularmos. Nomeadamente no sector tecnológico e no modo como nos relacionamos com o trabalho.

Se calhar serei demasiado optimista mas, acredito piamente, o número de trabalhadores em teletrabalho terá um aumento exponencial. Com os ganhos daí resultantes. Para todos. Pode ser, embora aí o meu nível de optimismo seja ligeiramente inferior, o principio da recuperação dos territórios do interior. Muitos não terão necessidade de viver nas mega-aglomerações do litoral e poderão rumar a outras paragens. Menos caras, nuns casos, e com mais qualidade de vida, noutros.

Os cépticos não partilharão do meu entusiasmo com a possibilidade de colocar meio mundo em teletrabalho. Terão as suas razões. Muitas e todas legitimas, concedo. Mas concordo com poucas. Se a administração pública, durante esta pandemia, até conseguiu colocar jardineiros, canalizadores, eletricistas, empregadas de limpeza, pedreiros e mais um sem fim de outros misteres em teletrabalho, melhor conseguirá qualquer outra instituição que utilize a tecnologia como ferramenta de trabalho.

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No melhor cartaz cai a nódoa...negra!

por Kruzes Kanhoto, em 18.05.20

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São raras as circunstâncias em que concordo com aquela tropa fandanga. Mas, desta vez, tem o Bloco de Esquerda toda a razão naquilo propala num dos seus mais recentes cartazes. Ninguém pode ficar para trás. A menos, claro, que não tenha grande vontade de seguir em frente.

Só há naquele cartaz uma coisa que me incomoda. Uma coisinha de nada, diria, mas que me está cá a moer. Não aprecio nadinha o facto da figura que, aparentemente, será uma técnica de limpeza ser representada por uma mulher negra. Não havia necessidade de contribuir para a perpetuação do estigma. Fosse aquilo um cartaz do Chega e quase me cheirava a racismo, discriminação, machismo e outros odores a atirar para o pestilento.

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Um alentejano foi a Lisboa...

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.20

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Por mais que me esforce não consigo ficar indiferente a “noticias” como esta. Mais ainda quando até merecem uma chamada à primeira página. Qual é, afinal, o motivo para tanta irritabilidade?! Será aquilo da “visão estereotipada”? A sério que os indignados com as piadolas contadas pelos brasileiros, acerca dos portugueses, querem mesmo falar disso? Se calhar é melhor não, antes que alguém os recorde de outros estereótipos que tanto apreciam…

Não me parece que as anedotas de portugueses contadas no Brasil constituam uma afronta. Pelo contrário. Rir de nós próprios é um sinal de sentido de humor e, também, de inteligência. Logo duas coisas que eu não tenho, conforme me estão sempre a lembrar os contadores de anedotas de alentejanos. E que agora, vai-se a ver, eles também não. Mas disso há muito que eu já desconfiava.

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25 de Abril sempre?! Ná...

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.20

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Bolas, bolas, bolas… esqueci-me completamente daquela cena da grandolada à janela. É que passou-me mesmo. Logo eu que até fiz o download do manual do Bloco de Esquerda, que nos ensina a maneira correcta e os procedimentos a adoptar para a cantoria e, vai-se a ver, nunca mais me lembrei de tal coisa. Mas isto há que colectivizar a culpa. E ela é, também, dos vizinhos. Uns fachos, todos eles. Ninguém cantou à janela. Ou, se calhar, escolheram uma janela das traseiras. Nem mesmo aquilo do “25 de Abril, sempre!” se lembraram de berrar. Mas nessa parte não alinhava. É que eu recebo a vinte seis, de modos que não me dá muito jeito ficar eternamente com o ordenado de Março.

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Compreensão lenta...e pouco educada, também.

por Kruzes Kanhoto, em 15.04.20

A TVI passou ontem parte significativa dos serviços informativos a pedir desculpa ao norte do país. Fica-lhe bem. O conteúdo do noticiário da noite anterior terá sido ofensivo para os habitantes da região. Justifica-se, por isso, a indignação dos habitantes daquela região face ao que consideram – e bem – como afirmações manifestamente despropositadas e depreciativas.

Mas, por outro lado, os mesmos que agora se sentem ofendidos e, até, aqueles que consideraram inadequados os considerandos da TVI a propósito dos nortenhos, continuam a achar muita piada às anedotas de alentejanos. Assim de repente não vislumbro grande diferença. Considero tão pejorativo chamar “pouco educado” a um habitante do norte, como “preguiçoso” a um alentejano. Por que raio em relação ao primeiro é ofensivo e em relação ao segundo é piada? E não, não venham com aquela treta que os alentejanos acham graça às piadolas a seu respeito, porque os alentejanos não contam anedotas que os achincalhem ou menorizem.

A este propósito tenho andado envolvido numa polémica, noutra rede social, com uma emigrante portuguesa no Brasil que está pelos cabelos com as “anedotas de português” que ouve constantemente. Não gosta. Quando lhe expliquei que a compreendia perfeitamente e que eu sentia o mesmo em relação às piadas depreciativas que os portugueses contam sobre os alentejanos, não percebeu os meus motivos. Tal como percebem a generalidade dos tugas de cá. E depois o “lento” sou eu...

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Irmandade dos estudiosos descalços

por Kruzes Kanhoto, em 05.01.20

Isto de estudos há-os para todos os gostos, de todas as espécies e a propósito de tudo. E de nada, também. Hoje, em lugar de ir à missa, li as principais conclusões de dois desses alegados trabalhos científicos.

Um deles conclui que, nessa coisa do on-line, os portugueses não querem saber para nada do chamado discurso de ódio. Estão sim, pasmam os estudiosos, preocupados com o roubo de identidade e de dados bancários. Isto apesar da intensa campanha de uma certa intelectualidade que anda há anos a tentar convencer-nos que somos uns racistas do piorio. O que apenas evidencia, se tal fosse necessário, a diferença entre opinião pública e publicada.

Noutro, publicado numa revista de âmbito médico-cientifico, garante-se que andar descalço é optimo para a saúde. Aquilo é só vantagens. Ao nível do lombo, então, é do melhor. O pé habitua-se, ganha calos e ao fim de algum tempo nem se nota a diferença. Para dar mais crédito à coisa dão o exemplo do Quénia. Diz que os quenianos – muito deles - andam descalços, correm que se fartam e são gajos que vendem saúde. Pode ser que sim. Mas, por mim, prefiro as dores nas costas. Cá me vou aguentando.

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O pássaro manco

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.19

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A literatura policial não está no top das minhas preferências literárias. Tenho, no entanto, um especial apreço pela imaginação dos autores, nomeadamente no que diz respeito à escolha dos títulos. É mais ou menos como os nomes fantásticos que os gajos da PJ escolhem para as operações policiais.

O caso do canário coxo”, por exemplo. Só uma mente dotada de uma prodigiosa imaginação engendrará uma história que envolva um pássaro manco. Que, diga-se, deve ser coisa rara. E de pouca importância, também. Até porque uma ave, em principio, usa outro meio de locomoção em que o facto de coxear não tem grande relevância. Excepto, calculo, neste livro onde a perna marota do bicho certamente se revelará determinante para o desvendar do mistério.

Já uma operação da policia judiciária denominada “canário coxo”, dependendo das circunstâncias e do alvo a investigar, pode fazer todo o sentido. Por exemplo – se para tal houvesse motivo, obviamente - numa investigação a um ex-presidente de uma câmara vizinha...

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Ó miúdo! Olha que nesta casa pia apenas quem eu quero!

por Kruzes Kanhoto, em 14.12.19

Seja pela figura grotesca ou por qualquer outro motivo, Ferro Rodrigues é das figuras mais detestadas – e mais detestáveis - da política portuguesa. A sua escolha para presidente da assembleia da república é uma daquelas opções difíceis de perceber e mais parece uma provocaçãozinha que uns quantos socialistas sentiram necessidade de fazer.

O homem é um incapaz. Um inapto para o lugar. O caso do deputado Ventura é só mais um. O fulano, da maneira como se dirige aos seus pares – é isso que são os restantes parlamentares - quase dá a ideia de pensar que está falar para miúdos. Ou que tem a pretensão de achar que naquela casa pia apenas quem ele quer.

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Vendo colecção de burriés

por Kruzes Kanhoto, em 10.12.19

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Uma banana colada com fita adesiva a uma parede é apenas isso. Uma banana colada com fita adesiva a uma parede. Seja a parede de um museu ou a parede de uma casa de banho pública. Tanto faz. Continua a ser uma banana. Arte será apenas na cabeça de gente mimada, fútil e intelectualmente a funcionar à base de psicotrópicos.

Espantoso é que alguém tenha pago mais de cem mil euros pela tal banana. Das duas uma. Ou não lhe custaram a ganhar ou deu-lhe jeito gastá-los. Pode, também, acontecer que seja parvo. Hipótese que, obviamente, não invalida nenhuma das anteriores. Pena é que não tenha falado comigo. Por esse dinheiro arranjava-lhe uma colecção de burriés, colados aos mais variados objectos, capazes de deixar extasiado qualquer apreciador de arte moderna, performativa ou lá o que chamam agora a cenas parvas. 

Mas, nesta história, o que mais me surpreende é o silêncio da ex-deputada Ana Gomes e da sua vasta legião de seguidores, quais paladinos da luta contra a corrupção. A venda do passe de um jogador de futebol por cem milhões cheira-lhes a lavandaria e a crimes da mais variada ordem, mas uma banana vendida por cento e oito mil euros parece não suscitar especiais reservas – nem odores estranhos – a essas miseráveis criaturas. Mesmo que as ditas bananas estejam hoje no Continente a vinte cêntimos cada uma.

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Pirata arrependido

por Kruzes Kanhoto, em 04.12.19

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Zeinal ou Berardo não são nomes tipicamente portugueses. Embora possam ambos, logo assim de repente e ao primeiro olhar, ser associados a alegados pantomineiros e a não menos alegadas vigarices recentemente cometidas por terras lusas. Ora, perante isto, não parece coisa de génio adoptar o “nickname” “Zeinal Berardo” quando se pretende intrujar alguém. Vale, no entanto, o arrependimento. Os outros nem isso.

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Comícios, bebícios e outros vícios...

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.19

 

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Para que conste, fui à “Cozinha dos Ganhões”. Trata-se, obviamente, de uma informação absolutamente inútil e completamente desprovida de interesse. O Berardo e o Ventura estiveram igualmente presentes no certame gastronómico. Até este canito, rebocado pela dona e provavelmente contra a sua vontade, marcou presença. Quase seria caso para dizer que se tratou de um evento notoriamente mal frequentado. Mas não. Tenho a certeza absoluta que também por lá terá passado muita gente respeitável. Que isto, como dizia a minha a avó, na hora do "comer" até o diabo aparece.

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Em "portunhol" nos desentendemos...

por Kruzes Kanhoto, em 18.11.19

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O mercado semanal em Estremoz, aos sábados de manhã, constitui um ponto de visita para muitos espanhóis. Ou não estivéssemos nós a poucas dezenas de quilómetros da fronteira. Também, dada essa proximidade, é normal que não existam grandes dificuldades de entendimento a nível linguístico com os “nuestros hermanos”. Nem que para isso tenhamos de recorrer ao “portunhol”. Convém, digo eu, é não abusar. Não vão os visitantes pensar coisas menos sérias a nosso respeito.

Quem não percebeu do que estou a falar – escrever, vá – fique a saber que a palavra “follado” não existe em português. Trata-se de uma palavra espanhola. O significado? Pois...ide pesquisar num qualquer tradutor on-line, que eu não estou aqui para vos fazer a papinha toda!

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O cão, o burro e o porco

por Kruzes Kanhoto, em 12.11.19

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Lamentavelmente o dom da oratória está ausente do rol de capacidades cognitivas dos canitos. A leitura, lamento ser eu a dar a noticia, também não constitui o ponto forte da canzoada.

O mesmo não se pode dizer dos burros. Esses falam. E muito. Estou farto de ouvir uns quantos garantir que o seu – deles – cão é tão, mas tão, inteligente que apenas lhe falta falar para poder evidenciar todo o intelecto de que é dotado.

Já o burro, ainda que saiba ler e falar, insiste em comportar-se como um porco.

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Maluquinhas sem sentido de humor

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.19

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Há causas que estão na moda. O feminismo é uma delas. Daí que não constitua surpresa o massacre mediático que as suas defensoras – ou defensores, sei lá – promovem na comunicação social e, de uma maneira geral, no espaço público. Surpreende é esta gente andar, como qualquer vulgar delinquente, a borrar paredes e a dar-se ao trabalho de tentar ocultar a resposta de quem – igualmente como qualquer vulgar delinquente – tratou de retorquir. Gabo-lhes a paciência. Menos mal que por cá as maluquinhas de serviço ainda não chegaram a tanto.

 

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