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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 07.02.21

Longe vai o tempo das hortas urbanas. Daquelas que nasceram um pouco por toda a parte quando, na sequência da intervenção externa de resgate ao país provocada pela governação do partido socialista, vivemos assim uma espécie de grande fome. Claro que, como todas as modas, rapidamente caiu no esquecimento. Bastou que ao poder chegassem os geringonços para a vida voltar à maravilha que sempre é quando no poder não está um maléfico governo de direita, a praticar políticas de direita e composto por gente que apenas quer o pior para nós e o melhor para eles. Ainda bem que agora não é assim.

Por mim, que não alinho em populismos nem tenho uma visão balizada por palas desta coisa da política, a agricultura da crise continua a ser o que sempre foi. Haja fome ou fartura. E, por esta altura, está assim. Para além de mais umas coisitas que ainda não têm “cara” para aparecer. Por agora alhos, coentros, alfaces, repolhos, brócolos, nabos e poejos são os protagonistas.

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Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 18.10.20

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Com a plantação dos primeiros bróculos e alfaces está oficialmente aberta a época agrícola 2020/2021. Meia-dúzia de cada, para começar, que o espaço é pouco e, descontando a passarada de diversas marcas, as bocas a alimentar também. Ao lado estão semeados coentros, espinafres e meia dúzia de grãos de sementes de uma espécie não identificada. Agora é esperar que chova e que os gatos das redondezas se entretenham pelos quintais dos respectivos donos e deixem o meu em paz.

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Entretanto o compostor cumpriu o seu papel. Finalmente, quase um ano após a “inauguração”, o produto acabado está praticamente em condições de ser aplicado. Mais uma ou duas semanas de secagem e estará apto. Engoliu muitos quilos de restos de vegetais e devolve agora este composto que, garantem os especialistas da especialidade, é do melhor que há para hortas e quintais. Merecia um desconto na factura da água – naquela parte em que pagamos uma barbaridade de TGR, não sei se topam – mas isso é esperar demais dos que mandam nestas cenas. Se eles, sem que ninguém se importasse, até aumentaram esta taxa em 100%...

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 15.10.19

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A principal actividade - quiçá única - desta criatura de Deus e de outras como ela, é comer as minhas couves. Longe de mim pretender incomodá-la ou impedir de se alimentar. Era o que mais faltava. Afinal ela tem tanto direito a viver nesta planeta quanto eu. A solução a contento de todos talvez passe por a mandar para o quintal do vizinho. Com jeitinho, não vá ela aleijar-se. A coitadinha. Ou então, não. Era na galhofa. Esborrachei-a. Ela e mais dez.

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 13.04.19

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A crise, aquela coisa que a direita inventou para chegar ao poder, já lá vai. Com ela a austeridade, a fome, a miséria e outras desgraças que os portugueses tiveram de suportar. Cenas do passado que, enquanto tivermos o melhor governo do mundo e arredores, não se repetirão. Hoje já ninguém necessita plantar couves nas varandas para não morrer de desnutrição. Somos todos ricos outra vez. Mas eu, para ser do contra, continuo com a agricultura da crise. Batatas – micro-produção, esclareço, antes que surjam os comentários em tom de escárnio – ervilhas e alface são os produtos da época. Também todos os anos por esta altura uma – ou mais, mas por enquanto só descobri esta - família de pintassilgos insiste em instalar-se no meu quintal. Manias.

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