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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E(ra) - Toupeira

Kruzes Kanhoto, 27.04.21

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Como ontem dei conta, no post abaixo, as toupeiras atacaram a horta e, hoje, os estragos já são visíveis. Parece que, ainda assim, a melhor solução é afugentá-las com umas cenas que emitem um sinal sonoro que, diz, é extremamente desagradável para o bicho. Diz, pois até agora não há noticia de queixas por parte dos presumíveis incomodados. Outros esquemas, desde iscos a plantas de odor irritante, parece que não surtirão grande efeito.

Menos mal que há pouco, ao chegar ao local, deparei-me com a primeira baixa. Pode ter-se desorientado com o tal bip-bip irritante e falecido em consequência disso ou, mais provável, foi abatida por um dos muitos gatos que por ali cirandam. Capazes disso são eles. Alguns ainda são gatos à séria. Daqueles que não alinham em mariquices de fazer amizade com pássaros ou roedores. Se continuarem assim sou gajo para lhes perdoar uma ou outra cagadela num sitio menos adequado. Desde que não abusem, claro.



Toupeiras, lagartas e outras apoquentações

Kruzes Kanhoto, 26.04.21

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A agricultura da crise está, como já aqui dei conta em inúmeras ocasiões, sob constante ameaça. De toda a espécie. Lesmas, caracóis, lagartas, pássaros, gatos e outra bicheza não identificada tudo invade o meu quintal. Até uma cobra – a tal víbora cornuda – já aqui me apareceu. Quase parece a reforma agrária da bicharada. Mas, de uma ou outra maneira, os atacantes vão sendo escorraçados e a coisa resolve-se.

Desta vez é pior. O caso é sério. Envolve toupeiras e se não me conseguir livrar das bichas a outra agricultura da crise – a tal 2.0 – está seriamente ameaçada. A ideia não é apenas afugentá-las. Para isso existem umas traquitanas que emitem um som alegadamente incomodativo que, supostamente, as afastará. O pior é que, mais cedo do que tarde, acabarão por voltar. Daí que prefira uma solução que resulte no falecimento dos invasores. Estão em causa os tomates, pimentos e tudo o mais que por lá está plantado. Quem souber de uma “mézinha” suficientemente boa para matar os atacantes, avise.

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 20.02.21

 

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Cavar é das actividades que mais detesto. Manobrar uma enxada, picareta ou qualquer outro objecto destinado a revolver a terra desprovido de motor é das coisas que mais me desagrada e aborrece. Em simultâneo. Daí que estas maquinetas, mecânicas ou eléctricas, constituam uma inovação que muito me apraz. A melhor invenção desde a roda, quase.

Esta podia ser uma nova frente da agricultura da crise. Mas não. A praga de gatos que existe na zona desaconselha vivamente qualquer investimento nesse sentido. E agora, que aquilo está praticamente livre de ervas, é que vai ser cagar à vontadinha. Bem que os amiguinhos dessa bicheza os podiam levar para casa!

Os tomates da crise

Kruzes Kanhoto, 16.08.20

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Ter tomates, em tempos de crise, pode ajudar. Este ano, na agricultura da crise e numa inédita parceria, também há disso. Dá para tudo e ao gosto de toda a gente. Uma sopa de tomate para os que gostam de “enfardar”, uma salada para os vegetarianos ou um doce para os gulosos.  Ou, no meu caso que sou um brutamontes em matéria de “morfes”, todos eles. Com crise ou sem ela.

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 03.01.20

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Daqui não sairá um molho de brócolos. Nem de longe. São apenas meia-dúzia de exemplares. Que isto o quintal é pequeno, a vontade de cavar não é por aí além e o meu apreço por esta espécie vegetal também não é grande coisa. Mas, contra todas as expectativas, estão surpreendentemente catitas. Os brócolos. Da crise.

Alfaces da crise

Kruzes Kanhoto, 15.12.19

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Mesmo sem o “substracto” que resultará – espero - do processo de compostagem, as alfaces evidenciam este bom aspecto. Hoje foi dia de colher a primeira. Outras se seguirão. Isto se conseguir descobrir a tempo um método natural e eficaz de exterminar as lagartas e restantes espécies invasoras. As maganas comem como se não houvesse amanhã e são exímias na arte da camuflagem.

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 14.11.19

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A agricultura da crise recebeu um reforço de peso. Sim, que aquilo ainda pesa para aí uns dez quilos. Um belo de um compostor feito em material reciclado, como convém, fornecido pela Gesamb. A empresa que na região trata de recolher os resíduos recicláveis e de receber o restante lixo recolhido pelos municípios.

Um projecto interessante, este. Permite reduzir de forma significativa o volume de lixo orgânico e, com isso, todos ficamos a ganhar. A começar pelas respectivas autarquias que – desconfio que poucos saibam e os autarcas também não se dão ao trabalho de informar – pagam uma pipa de massa pela deposição do lixo indiferenciado. Embora isso, a julgar pelo ruido dos maluquinhos de serviço, não conste das preocupações dos defensores da causa ambiental. Mas isto sou eu que não alinho em histerismos ambientais e que relativamente a todas as Gretas desta vida tenho a mesma opinião que o treinador do Porto tem acerca dos gajos que o chateiam nas redes sociais.

Mas voltando ao compostor, a ideia é transformar os resíduos domésticos numa espécie de composto – um fertilizante, ou algo assim – para utilizar na produção agrícola, hortícola ou lá o que é, aqui do quintal. Se a coisa correr bem daqui por uns meses sairá dali uma cena qualquer. Depois mostro. Fica a ameaça.

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 29.09.19

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Está oficialmente aberta a época de plantações Outono-Inverno. Hoje foram as primeiras alfaces, bróculos e outra cena que não sei ao certo o que são. Assim o tempo ajude e o Saturnino – o gato zarolho que caga três vezes por dia no quintal – permita.

Menos mal que, por enquanto, o bichano ainda não descobriu maneira de contornar a paliçada de garrafas de água e as tábuas com pregos que lhe barram o caminho. Uma solução demasiado precária e pouco estética, reconheço. Haverá soluções melhores. Como “dar-lhe um tiro”, que é a mais sugerida. Era, de facto, o mais barato, eficaz e com menos danos para o ambiente. Mas que, obviamente, não vou seguir. Trata-se de uma opção que enferma de dois problemas. Não tenho espingarda e, mesmo que tivesse, com a minha falta de pontaria nem a um metro de distância lhe acertava.