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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A oportunidade de ser generoso...

por Kruzes Kanhoto, em 17.12.15

A generosidade tuga não conhece limites. Surpreende até os mais cépticos. Grupo onde faço o que posso para me incluir. Somos solidários como o caraças. Uns altruístas quaisquer, lá para o norte, não tinham melhor alojamento para oferecer aos refugiados do que uma casa em ruínas mas, ainda assim, num gesto de assinalável desprendimento e solidariedade, mostraram-se disponíveis para ali alojar uma família necessitada de acolhimento. Um gesto bonito, sem dúvida. Até porque quem dá o que tem a mais não é obrigado. Tocou-me profundamente tanta solidariedade. Tanto que também estou disponível para ceder um edifício, com jardim, para acolher uma família de refugiados. Precisa é de pequenas obras. Coisa pouca. Assim tipo, portas, janelas e telhado novo. Como a outra que os misericordiosos transmontanos disponibilizaram. Espero é que haja quem pague. Como os outros.

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Comove-me tanta generosidade

por Kruzes Kanhoto, em 29.05.15

Captura de ecrã - 29-05-2015 - 19:02:55.jpg

O Facebook é um lugar de indignação. Toda a gente se indigna por tudo e mais um par de botas. Parece assim uma espécie de doença contagiosa. Ontem foi a vez de um destacado militante socialista, ex-ministro e comentador residente de uma televisão, se manifestar indignado por um quadro famoso, obra de um não menos afamado pintor, ter sido vendido em leilão.

Defendia o senhor que o dono da pintura, em lugar de se ter abotoado com os trezentos e cinquenta mil euros que o novo proprietário lhe pagou, devia ter cedido o quadro a um museu onde pudesse ser apreciado pelo povo. Generoso, o homem. É notável o desprendimento da criatura relativamente aos bens materiais. Nomeadamente em relação aos que não são de sua propriedade. Como quase todos os socialistas, afinal.

Curioso é a quantidade de apoiantes que a causa granjeou em pouco tempo. Bem que podiam passar das palavras aos actos e tratar de, entre todos, fazer uma “vaquinha” para comprar o quadro e ofertá-lo a um qualquer museu. Ou, melhor ainda, sugerir que uma fundação dessas que se fartaram de receber apoios do Estado o compre. Isso sim, é que era uma boa malha!

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