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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Gato morto

por Kruzes Kanhoto, em 06.11.19

Por falar em bichanos. A gata que vadiava aqui pela zona quinou. Paz à sua alma felina. Jaz há três ou quatro dias, toda esticadinha, num recanto vagamente ajardinado onde, como referi neste post, era alimentada por um comité de amiguinhas dos animais. Local onde também lhe construiram uma casota. O que surpreende – ou talvez não – é que nenhuma delas tenha feito o funeral ao bicho. Já agora faziam a boa acção até ao fim e não deixavam o cadáver para ali a apodrecer.  

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Gato escondido

por Kruzes Kanhoto, em 28.10.19

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Deve ser um trabalho aturado. Muita arte manual, uma grande dose de paciência e uma enorme falta de tacto. Tudo junto. Que isto de andar a produzir moradias para gato e espalhá-las pelos locais mais inusitados, não se afigura de alguém com juízo. Pior ainda quando serve para conspurcar o espaço público. Já de si pouco cuidado, reconheça-se, mas que com contribuições destas só tende a piorar. Podia era alguém tratar da “demolição” daquilo. Talvez os gajos do lixo ou os fulanos da junta que, quando o rei faz anos, tratam do recanto. Se não causar muito incómodo, claro.

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Tão boazonas que elas são...

por Kruzes Kanhoto, em 20.10.19

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Na falta de melhor ocupação é a alimentar gatos vadios que umas quantas alminhas entretêm o seu tempo. Devem pensar que estão a praticar o bem. E, momentaneamente, até pode ser que assim seja. O pior é que aquelas cabecitas não pensam nas consequências desta sua prática. Nem querem pensar. Vá lá alguém ousar chamá-las à razão que vai ver a resposta que leva. A adoração ao deus animal não conhece limites por parte destas fervorosas devotas. Chegam, inclusivamente, a instalar abrigos para esta bicharada quase à porta de outros moradores. A coisa só não vai a pior por causa do automóvel...

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Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 29.09.19

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Está oficialmente aberta a época de plantações Outono-Inverno. Hoje foram as primeiras alfaces, bróculos e outra cena que não sei ao certo o que são. Assim o tempo ajude e o Saturnino – o gato zarolho que caga três vezes por dia no quintal – permita.

Menos mal que, por enquanto, o bichano ainda não descobriu maneira de contornar a paliçada de garrafas de água e as tábuas com pregos que lhe barram o caminho. Uma solução demasiado precária e pouco estética, reconheço. Haverá soluções melhores. Como “dar-lhe um tiro”, que é a mais sugerida. Era, de facto, o mais barato, eficaz e com menos danos para o ambiente. Mas que, obviamente, não vou seguir. Trata-se de uma opção que enferma de dois problemas. Não tenho espingarda e, mesmo que tivesse, com a minha falta de pontaria nem a um metro de distância lhe acertava.

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Negócios da China

por Kruzes Kanhoto, em 22.09.19

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Existirão certamente motivos de sobra para estes dois itens - que, no caso, até são o mesmo produto – custarem preços diferentes. Ou, para além da vontade do vendedor, pode até nem existir motivo nenhum. É o mercado. Cada um vende ao preço que quer e o comprador só compra se quiser. Ainda bem que é assim que a coisa funciona.

O que é mais difícil de entender, pelos menos para mim que de negócios percebo pouco, é a diferença entre os custos de envio. Um deles, aquele em que a loja física se situa em Portugal, cobra 7,80 euros. Pelo outro, vindo da China, não são cobrados portes. Mais ainda quando um deles, até ficar à mesma distância a que o primeiro já se encontra do local de entrega, terá de percorrer meio mundo. Deve ser da globalização ou isso.

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De um "Alf" - lembram-se? - é que eu precisava...

por Kruzes Kanhoto, em 19.09.19

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Pelo que me é dado observar não haverá aqui pelas redondezas um número significativo de gatos. Cagam é muito. Todos os vizinhos se queixam. Os que não têm gato, obviamente. Que os donos, do alto da sua pretensa moralidade de amiguinhos dos animais, não querem saber.

O meu quintal foi escolhido por um deles como cagadouro. Um bichano cegueta de um olho, a perder pêlo por todo o lado e que mete nojo aos porcos. Durante algum tempo tive a casa cercada por garrafões de água e armadilhas diversas que o mantiveram afastado. Contudo, mal retirei a cerca, o filho da puta do bicho voltou ao seu wc preferido. O resultado, em poucos dias, é o que se vê.

Tratar bem a bicharada, nomeadamente acolher os animais vadios, até poderá constituir uma acção muito nobre. Recolhi e tratei muitos. Quando, noutras circunstâncias, tinha condições logísticas para o fazer. Fazê-lo não as tendo constitui uma enorme falta de respeito para com os outros. Que, naturalmente, não têm de ser obrigados a aturar merdas destas.

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Com amigos destes...

por Kruzes Kanhoto, em 10.03.19

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E é isto que os amiguinhos dos animais aqui da vizinhança continuam a fazer. Todos os dias. Convictos, na certa, que fazem uma grande figura. Duvido é que os gatos, ou outro bicho qualquer, coma aquela porcaria. Bem visto, ao dar-lhes este tipo de alimentação, ainda é coisa para configurar uma espécie de crime por maus tratos...

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Isto só com um gato morto pelas trombas...e até ele miar!

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.19

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Para alguns esta será uma imagem reveladora do incondicional amor pelos animais – gatos, no caso – que sentirá a criatura que providencia alimento para os bichanos. Mas não. É, tão só, elucidativa da falta de respeito pelas leis que nos regem e pela saúde de todos. Não fora o sapatinho novo, acabado de estrear, e este material teria levado um belo pontapé. Como faço sempre que a coisa se proporciona.

Deve ser graças a comportamentos destes que, por aqui, a população de gatos vadios aumentou exponencialmente nos últimos tempos. São mais que muitos. Nomeadamente junto aos contentores do lixo, onde uma – ou mais, sei lá – alma caridosa se encarrega de deixar comida no chão. Um lindo serviço, diga-se. Até por, ao fazer isto, obstar a que a natureza siga o seu curso. Ou seja, que os gatos procurem sustento. Nomeadamente caçando ratos, pássaros ou outra bicharada, contribuindo assim para controlar essas pragas. 

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Novos malucos geram novos negócios

por Kruzes Kanhoto, em 29.04.18

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Adoro animais. No prato, nomeadamente. Quase todos, diga-se. Praticamente só me falta experimentar cão – fica para quando for à China – porque gato, desconfio, já comi disfarçado de coelho. Mas, garanto, pouca diferença me faz que os adoradores desta nova religião que tem os bichos como deuses esturrem o seu dinheiro a estragar as divindades com mimos. Arranjem “dog sitter’s” quando não tiverem com quem os deixar, façam-lhes um lindo enterro quando esticarem o pernil ou comprem comida gourmet para os alimentar. Tudo isso é bom para a economia. Gera emprego, receita fiscal e, reconheço, todos ficamos a ganhar. Façam o que quiserem. Podiam era também apanhar a merda que eles largam nas ruas e, sobretudo, respeitar o espaço de quem não está para os aturar. Mas isso, se calhar, já será pedir demais a quem se acha muito evoluído pelo estatuto que atribui aos animais mas, em contrapartida, não respeita os seus semelhantes.

 

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Entregues à bicharada...

por Kruzes Kanhoto, em 20.10.17

Já dizia o outro que os tempos e as vontades se vão mudando. Ou, como se diz agora, as causas. É bom que assim seja. Mau é que algumas delas absorvam recursos que deviam ser destinados a assuntos realmente sérios. É, por exemplo, o caso da justiça. Apesar de os senhores juízes não terem tempo nem para se coçarem, pelo menos tendo em conta o que demora qualquer processo de trazer por casa a ser resolvido, são cada vez mais os problemas relacionados com as novas causas a ocuparem o tempo que a justiça devia reservar para o que é importante.

Isto a propósito de um julgamento, que está a decorrer algures num tribunal deste país, onde um homem é acusado de enforcar um gato. Acção que, obviamente, reprovo tanto como o facto de um tribunal mobilizar umas dezenas de pessoas e esturrar uns milhares de euros para julgar o alegado facínora. Se calhar uma coima seria mais penalizadora para a criatura e poupavam-se recursos – monetários, logísticos e humanos – muito mais úteis noutro processo qualquer. Mas não. Estes inventores de novas causas tinham mesmo de ir pelo mais difícil. Deve dar-lhes jeito que a justiça se entretenha com idiotices destas para, quiçá, um dia não ter tempo de os julgar a eles.

Ao que se relata, ainda acerca deste julgamento, o homem em questão era useiro e vezeiro em enxotar os animais que dele se acercavam. Em certa ocasião, ao que afiança uma testemunha, terá mesmo pontapeado um pato com tal violência que lhe causou – ao pato – um hematoma no abdómen. Não consigo deixar de sorrir perante esta descrição da cena de pancadaria entre homem e ave. E, também, de me congratular com a sorte do “marreco”. Por pouco não ficou a grasnar fininho...

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Oh, valha-me Eu! Até os gatos...

por Kruzes Kanhoto, em 18.04.17

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Que o mundo está a ficar um lugar estranho, já se sabe desde há muito. Não constitui novidade. Está é a mudar depressa demais para o meu gosto. Há coisas a que não me habituo. Recuso-me. E, como se não bastassem as pessoas a adoptarem comportamentos cada vez mais idiotas, contra-natura e que renegam não sei quantos milhares de anos de evolução, agora até os animais parecem estar a seguir a mesma conduta. Este gato, por exemplo. Está pior que o bichano maricas da vizinha. Aprecia a companhia da passarada, ao que parece. E aquela pouca vergonha deve ser habitual, pois os pássaros não se incomodaram mesmo nada com a presença do pequeno felino. Que disso de felino, convenhamos, não tem nada. Chocante!

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Ajudem os animais celibatários, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.17

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Acho muita piada àquelas pessoas que relatam as aventuras dos seus animais de companhia como se estivessem a falar das traquinices dos filhos ou dos netos. Sou capaz de ficar largos minutos, embevecido, a ouvi-las. E, ao contrário do que se possa supor, levo-as muito a sério. Aprende-se bastante a escutá-las.

Exemplo disso era uma balzaquiana – muito bem conservada, diga-se – que contava a quem a ouvia que o mariola do canito – ou seria o gato? – à falta de companhia da mesma espécie – feminina, suponho, que o bicho se calhar não é paneleiro – se esfregava como se não houvesse amanhã, feliz da vida, numa almofada especialmente destinada para o efeito.

Não é que tenha nada a ver com isso, mas acho mal. Não que o bicho se esfregue, evidentemente. O que me parece grave – uma lacuna imperdoável, diria - é o mercado, a tecnologia, a ciência ou seja lá o que for ainda não dar resposta adequada às necessidades mais básicas dos nossos amigos de quatro patas. Ou de três, como o do meu amigo Joaquim O. (Só alguém cujo nome não será aqui revelado percebe o sentido da coisa, mas isso agora não interessa nada. Desculpa lá pessoa cujo nome não será revelado, mas tinha mesmo de fazer esta piadola!). Mas, dizia, é uma pena que ainda não tenham generalizado a produção e comercialização de uma cadela – ou uma gata, vá – insuflável. Ou outros briquedos sexuais, até. Seriam, de certo, um sucesso de vendas. E substituiriam as almofadas com inegáveis vantagens. Isto para além de, quase de certeza, nos proporcionarem histórias ainda mais animadas. Fica a ideia para um potencial investidor na nossa nova zona industrial…

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O gato inútil

por Kruzes Kanhoto, em 19.05.16

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Estão a ver aquela cena dos garrafões cheios de água para afugentar os gatos? Esqueçam isso. Não resulta. Os bichanos não se assustam, nem tal coisa os incomoda. Ou então já se habituaram. O gato maricas da vizinha até parece gostar. É o lugar preferido para dormir longas sestas enquanto devia era andar à caça. Que é para isso que um gato serve. Mas não. Este tem medo dos pássaros.  Um mariconço é o que é.

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País de malucos...

por Kruzes Kanhoto, em 23.04.16

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Ao outro, coitado, chateavam-no por ofertar electrodomésticos. Pagos, no caso, do próprio bolso. A estes, que compram a simpatia dos eleitores com o dinheiro dos contribuintes, aplaudem. A caridade, pelos vistos, para ser valorizável deve ser feita com fundos públicos. E a compra de votos também.

 

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É por estas e por outras que não conseguimos saciar o monstro. Há que pagar os desvarios. De todos os desvairados. E eles são muitos. Os desvarios. E os desvairados.

 

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De toda a espécie. E não, não estou a incluir os pequenos felinos. Os malucos são os humanos. Pouco me importa o que fazem com os bichanos, mas lá que isto é coisa de quem não bate bem, lá isso é...

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Mas há os desvairados, os malucos...e isto. Que, a bem-dizer, nem sei ao certo o que lhe chame. Serão os valores, a falta deles ou outra coisa qualquer que só se cura quando alguém lhes dê com um gato morto pelas trombas. Até ele - o gato - miar, como diria a minha avó. Essa sábia senhora.

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Não, não parece. É. Este país é um gigantesco manicómio. Está tudo doido varrido. E pior, orgulham-se disso.

 

 

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