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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Coletes amarelos

por Kruzes Kanhoto, em 04.12.18

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Há por cá uma grande simpatia pelos chamados “coletes amarelos”. Aquela trupe de desordeiros que tem espalhado a confusão, provocado desacatos, vandalizado bens públicos e destruído a propriedade de quem nada tem a ver com os motivos que causaram a ira daquela malta. Pois não concordo nada com as reivindicações - nem, muito menos, com as acções - dessa pandilha. Verdade que a carga fiscal é, lá como cá, sufocante. Agora, como dizia a minha avó, não podemos querer sol na eira e água no nabal. Ou, no caso, ter um Estado social que dá tudo a todos e, simultaneamente, impostos baixos. Pensar que isso é possível é como acreditar no Pai Natal. Mesmo que muita gente acredite em ambas as coisas, não é essa crença que as torna verdadeiras.  

O Macron tem muito a aprender com o Costa. O franciú, para alegadamente combater as alterações climáticas, propunha-se aumentar o ISP lá do sítio. O nosso primeiro propõe-se diminuir o número de vacas. Está bem visto. As bufas do gado vacum podem não produzir o mesmo efeito, mas os protestos dos touros serão muito mais pacíficos

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Multiculturalidades

por Kruzes Kanhoto, em 17.07.18

Anda por aí muito boa gente a exaltar a multiculturalidade da selecção francesa de futebol. A exaltação é tanta que alguns chegam mesmo a considerar que aquela é verdadeiramente a equipa de todos nós. Nós habitantes do planeta, entenda-se. Ora tamanha idiotice revela, pelo menos, duas coisas. A primeira uma profunda ignorância em matéria futebolística. Atendendo aos antecedentes a maioria dos portugueses, para já não falar noutras rivalidade históricas, jamais iria – ou irá – torcer pela França. E a segunda, a pior, aparenta envolver uma critica às selecções africanas e asiáticas. É que, pareceu-me, multiculturalidade não foi propriamente o seu forte.

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Pobres avós que tão estúpidos netos têm...

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.16

Fiquei por estes dias a saber – a propósito disto do burkini – que as avozinhas de muita gente também iam à praia naquele preparo. Completamente vestidas e com um lenço na cabeça. Quase todas de preto, garantem. Sem que ninguém ousasse incomodá-las por causa da fatiota. E desenganem-se os que pensam – tal como eu pensei – que quem assim escreve tem mais de cinquenta anos e se está a referir a velhinhas que já entregaram a alminha ao criador. Nada disso. São jovens – de idade, de resto não sei – os que afiançam ser esta a realidade dos areais portugueses trinta anos mais atrás. Aí por volta de mil novecentos e oitenta e seis, para nos situarmos melhor. Há, até, quem queira que nós acreditemos que a sua avó, hoje com sessenta e oito anos, dos quais quase quarenta vividos em Paris, é exactamente assim que, por estes dias, se banha nas águas mediterrânicas do sul de França. Pois. Deve ser, deve.

Desconheço o que andam a fumar. Ou a beber. Mas, decerto, tem pouco tabaco ou está estragado. Há trinta anos – ou mesmo mais – não havia banhistas assim vestidas, contudo, com as mentalidades que por aí existem, daqui por mais trinta não haverá ninguém em bikini. Mas é bem feito, que é para não serem parvos. E, principalmente, parvas.

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Façam mas é uma campanha de sensibilização, ou isso...

por Kruzes Kanhoto, em 16.08.16

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Hesito em concordar com as autoridades francesas que proibiram o uso do burkini – aquelas vestes ridículas que as muçulmanas usam quando vão a banhos – nalgumas praias onde, por causa da dita fatiota, se registaram alguns conflitos entre os banhistas. Proibir, desconfio, apenas fará com que mais gajas se vistam assim. E multar também não adianta. Além da multa ser irrisória, diz que há um mouro ricaço qualquer que paga a conta.

Obviamente que, na praia, ao cidadão comum incomoda a presença de pessoas assim trajadas. Tal como também incomodam os nudistas. Ou os cães. É por isso que se optou por criar praias para os amantes do nudismo. E, mais recentemente, para cães. Quiçá esse seja o caminho. Em lugar de proibir que as criaturas usem o dito burkini, criar praias onde essa prática seja permitida. Não de uso exclusivo, que isso seria discriminação, mas onde um veraneante qualquer soubesse, ao aceder ao local, com aquilo que contava.

Já li, a este propósito, vários comentários indignados com esta proibição. Não muitos, diga-se. Parece-me é que não são das mesmas pessoas que se indignaram contra a invasão de uma piscina, exclusiva para naturistas, por parte de um grupo de muçulmanos que, reclamando pelo seu encerramento, ofenderam e agrediram os utentes. Isto da tolerância e do multiculturalismo funcionar apenas num sentido ainda vai acabar mal...

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Algum problema, palhaços?!

por Kruzes Kanhoto, em 10.12.15

Não estou a ver qual é o problema das nossas elites bem pensantes relativamente aos resultados eleitorais em França, que colocaram a extrema-direita lá do sitio como o partido mais votado. Então aquilo de não se poder excluir nenhum partido do arco da governação agora já não vale? Mas os votos, lá como cá, não valem todos o mesmo? Noto aqui uma estranha dualidade de critérios. E por mais argumentos bacocos que a insanidade mental de uns quantos consigam encontrar, não me convencem. A extrema-direita tem tanto direito a governar – lá, cá ou pelo caminho – como a extrema esquerda. Assim o povo queira. E em França, nomeadamente aqueles que sofrem na pele as maravilhas do multi-culturalismo, querem. Vide, por exemplo, os resultados da Frente Nacional na região de Calais… É que isto defender o ladrão que rouba a casa do vizinho é muito bonito. Já quando é a nossa que está a ser roubada...

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Hoje não "sou francês"...

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.15

Hoje é mais um daqueles dias, cada vez mais frequentes, em que os idiotas do costume serão “Charlie's”, “franceses”, “parisienses” ou outra coisa qualquer que lhes pareça adaptada ás circunstâncias. Cantarão a Marselhesa, enaltecerão os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Provavelmente darão as mãos a gente de outras culturas e não se cansarão de se manifestar em defesa de “valores” como o multiculturalismo ou a solidariedade. Quase de certeza não faltarão as referências à maldade do homem branco, causadora de todo o mal.

Mas é igualmente o dia de pedir contas. De responsabilizar os governos e todos os que têm permitido a invasão islâmica do ocidente ao longo das últimas dezenas de anos. Todos são culpados. Desde os políticos que lhes abrem as fronteiras aos que os acolhem. E não, não excluo os gajos que os vão lá buscar nem, sequer, quem lhes dá donativos. Todos têm sangue nas mãos.

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