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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Pelo fim da discriminação dos incontinentes fecais!

por Kruzes Kanhoto, em 12.07.15

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Entre alguma intelectualidade mais esquerdalha está a fazer imensa comichão o facto da entrada nas piscinas cá do sitio ter sido vedada aos moradores do resort na sequência de, alegadamente, lá terem arreado o calhau. “Ah e tal por um não podem pagar todos” tem sido o argumento mais utilizado pelos defensores da liberdade de uns quantos continuarem a cagar na mesma água onde outros se banham.

Admito que têm alguma razão. Nas piscinas cobertas – em todas – nomeadamente quando os utentes são petizes de tenra idade, sucede de vez em quando o mesmo problema e, nem por isso, a criançada é proibida de usufruir dos benefícios da natação. Daí que me surpreenda que esses intelectuais, dotados como se sabe de um nível de inteligência imensamente superior ao comum dos mortais e capazes de produzir ideias como ninguém, não se tenham lembrado de uma solução que a todos agrade e que é usada nestas circunstâncias.

Em lugar de fazer queixinhas ou embirrar com quem tem coragem de tomar decisões, podiam propor medidas alternativas. Como, por exemplo, sugerir que aos ditos frequentadores incontinentes fecais fossem – como às crianças pequenas, pois o grau de desenvolvimento intelectual é mais ou menos o mesmo - distribuídas fraldas. Ou, às gajas que vão para a água vestidas para não lhes verem as carnes, fatos de banho islâmicos. Tudo gratuitamente, claro. Por causa dos trocos. Não vão os pobrezinhos pagar com notas de cem ou quinhentos euros...

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