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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A sério que estão preocupados com o galo?!

por Kruzes Kanhoto, em 30.08.17

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Os políticos de Lisboa estão-se nas tintas para o interior do país. O mesmo sucede, de uma maneira geral, com os habitantes dos grandes centros urbanos. Dois terços do território estão votados ao abandono pelo Estado central e quem cá mora entregue à sua sorte, sem que alguém se importe minimamente com isso. Ninguém quer saber. Daquilo a que chamam província apenas o tratamento dado aos animais suscita preocupação a essa gente. Um gato chamuscado, um touro lidado numa praça ou uma cabra atirada do cimo de um campanário é que causam inquietação aos urbano-depressivos, aos políticos e aos indignados militantes das redes sociais. O resto não lhes importa. Só os bichos. Não me surpreende muito, até porque é costume dizer-se que cada um preocupa-se com os seus.

O drama, desta vez, é um galo. Que, diz, vai ser morto à paulada na festarola de uma aldeia qualquer. O PAN – qual Sporting – até já fez umas quantas queixinhas, visando acabar com a prática. Os doentinhos do Facecoiso, claro, indignaram-se e sugeriram que, no lugar do galináceo, a vitima das pauladas fosse uma pessoa. Por mim esta sugestão parece-me extremamente válida. Nem sei porque não se voluntariaram para substituir o bicho. As vantagens, convenhamos, seriam inegáveis. Mas isso, desconfio, só acontecerá quando descobrirem uma terra onde a tradição não seja matar um animal, mas ir-lhe ao cú.

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Dar o melhor aos eleitores...

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.16

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Não se pense que isso das almoçaradas, jantaradas e outras comezainas e festarolas oferecidas pelas autarquias aos eleitores mais idosos - seja pelo Natal ou noutra altura qualquer, que isto há que trazer o eleitorado satisfeito - constitui um exclusivo nacional. Nada disso. Aqui ao lado, em Espanha, é igual. Embora, a julgar pelas noticias que chegam de Lozoya, um ayuntamiento perto de Madrid, a coisa por lá já chegou a outro nível. A cantante convidada para animar os comensais, da festa dos idosos e reformados lá do sitio, apresentou-se em grande estilo. Vestida, como aconselham os rigores da época e recomendam as normas do decoro associadas à circunstância, mas com uma fatiota que simulava estar nua. Rezam as crónicas que os velhotes gostaram. Pudera. Bem esgalhada, a ideia. Podia era ter menos pêlo, aquilo.

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Amiguinhos dos animais escarnecem e maldizem a festa do Gil Vicente

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.16

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O presidente do Gil Vicente é, por estes dias, um homem manifestamente feliz. Tem, como sabe quem acompanha as movimentações futebolísticas, razão para isso. Daí que, para comemorar, prometa festa rija. Bem regada, também. E com dez porcos e outros tantos vitelos na brasa que é para o pessoal festejar à maneira. Um por cada ano que a justiça tardou.

Esta parte das celebrações está a deixar indignados, como seria de esperar, os parvos do costume. Aqueles para quem um animal vale tanto como um ser humano. Ou mais, dependendo se o humano se rege ou não pelos mesmos princípios de vida do amante da bicharada. As alarvidades a que já estamos habituados, contra o abate de “animais inocentes” e outras idiotices parecidas, já são mais que muitas por essa Internet fora. Deviam querer que os adeptos gilistas comemorassem com tofu...

Agora só faltam os outros maluquinhos. Aqueles da igualdade do género, ou lá o que é, virem reclamar por o homem se ter referido apenas a porcos e vitelos. No masculino. Claramente sexista, a festarola. Então os suínos e bovinos do sexo feminino, gays, lésbicas, transsexuais, bissexuais não têm direito à vida? Quer dizer, à morte? Tá mal, pá.

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