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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O feminismo é uma questão de agenda

por Kruzes Kanhoto, em 06.07.19

Nutro um profundo desprezo pelo feminismo e, no geral, pelas feministas. Não tanto pela causa que esteve na origem dos movimentos feministas – a igualdade entre homens e mulheres não merece a desaprovação de ninguém minimamente inteligente – mas antes pelos princípios que actualmente norteiam estas organizações. Nomeadamente por, quase sempre, ignorarem os crimes cometidos contra mulheres por pessoas de origens étnicas, raciais ou religiosas que reconhecem à mulher menos dignidade do que a uma lagartixa.

Os motivos são óbvios. A actual onda feminista nada tem a ver com a protecção de direitos das mulheres mas tudo com a tentativa de imposição de uma nova ordem social. E assumir nem constitui um problema para as militantes desta causa. Uma dirigente espanhola de uma dessas agremiações, quando questionada por que razão não denunciavam as violações cometidas por estrangeiros com a mesma ênfase com que o fazem quando se trata de concidadãos, não teve qualquer prurido em responder – e cito - “es una guerra contra el hombre blanco solamente”. Nada que indigne quem quer que seja, motive abertura de telejornais ou incendeie as redes sociais. Já se fosse alguém – de preferência um homem, heterossexual e branco – a dar um pontapé numa cadela...

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Maluquinhas sem sentido de humor

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.19

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Há causas que estão na moda. O feminismo é uma delas. Daí que não constitua surpresa o massacre mediático que as suas defensoras – ou defensores, sei lá – promovem na comunicação social e, de uma maneira geral, no espaço público. Surpreende é esta gente andar, como qualquer vulgar delinquente, a borrar paredes e a dar-se ao trabalho de tentar ocultar a resposta de quem – igualmente como qualquer vulgar delinquente – tratou de retorquir. Gabo-lhes a paciência. Menos mal que por cá as maluquinhas de serviço ainda não chegaram a tanto.

 

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Remunerar o trabalho doméstico, já!

por Kruzes Kanhoto, em 09.03.19

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Uma das propostas ontem apresentadas pelas senhoras que entenderam por bem fazer uma manifestação, greve ou lá o que foi, consistia em tornar remunerado o trabalho doméstico. Não posso estar mais de acordo com a ideia. Acho, escrevo-o sem me rir, muitíssimo bem. Há, apenas, um pormenor que me apoquenta. Uma coisinha de nada. Uma insignificância, por assim dizer. É que não fiquei esclarecido acerca de quem vai pagar.

Como não me parece que a reivindicação seja dirigida ao conjugue que não mexe uma palha nas lides domésticas – até porque isso implicaria a constituição de uma relação laboral, com todas as consequências que daí adviriam - presumo que pretendam que seja o Estado a pagar. Por esclarecer ficou, também, o âmbito de aplicação. Nomeadamente se as pessoas que vivem sozinhas terão igualmente direito a esta remuneração. O que, a não ocorrer, será uma evidente violação da Constituição.

Se bem percebo propõem estas malucas que, no limite, todos e cada um de nós seja pago, provavelmente pelo Estado, para fazer a própria comida, tratar da roupa e limpar o pó. Inclusivamente - por que não - pagarem-me para pintar casa, que é dos trabalhos domésticos mais lixados. Excelente. Nem eu, nos meus melhores delírios, me lembraria de tal coisa. 

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