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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Efeitos da seca e disso...

por Kruzes Kanhoto, em 23.04.19

 

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(Estremoz - castelo)

Em tempos terá sido um fontanário. Hoje, ao certo, não se sabe o que será. Nem, a bem dizer, o que está ali a fazer. Acho piada é que lhe tenham cortado as bicas – a do outro lado teve igual sorte - e deixado o resto. Um acto de vandalismo, certamente. Ou apenas alguém que o quis “calar” para sempre. Mas fracassou, se era essa a intenção. É que ele assim “fala” muito mais...

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Investidores?! Viste-os...

por Kruzes Kanhoto, em 12.04.19

Sou daqueles, reconheço, que levo o tempo a queixar-me que ninguém investe no interior. Nomeadamente na minha terra. Nem chineses, árabes ou angolanos aqui investem um ou dois dos seus muitos milhões. O único que parece disposto a investir umas massas é um tal de Bernardo, ou lá o que é. São museus atrás de museus e mais umas quantas cenas relacionadas com vinhas e pedras pintadas. Ainda bem. Por mais que, na opinião de muitos, o investidor em causa não seja propriamente o sujeito mais recomendável quando se trata de investimentos, financiamentos e matérias relacionadas.

Não conheço o homem de lado nenhum e desconheço se tem ou não guito para tudo o que se anuncia. Vi-o apenas em duas ou três ocasiões e, mesmo sem fazer qualquer juízo de valor acerca da criatura, fiquei com a certeza que não era cavalheiro a quem comprasse um carro em segunda mão. Até porque ele não é vendedor de automóveis e eu não compro carros usados. E também não será por o senhor andar permanentemente do topo da agenda mediática, por assuntos ligeiramente aborrecidos, que deixará de gozar da presunção de que é um gajo às direitas. Mas lá que é estranho essa coisa do investimento cá na terra, lá isso é. Logo ele. E logo cá.

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Socializar o passe

por Kruzes Kanhoto, em 10.04.19

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Gosto desta cena dos passes sociais. É uma grande ideia. Tão boa, mas mesmo tão boa, que todos a reclamam como sua. De facto começar o dia na Ericeira a comer "ouriços" ao pequeno almoço, almoçar chocos fritos em Setúbal e contemplar o pôr do sol em Cascais, enquanto saboreia um gelado, está agora ao alcance de todos. Basta, para tanto, residir na zona da chamada grande Lisboa e pagar quarenta euros por mês por um título de transporte que dá acesso a estas passeatas. O mesmo – ou parecido, vá - para os eleitores residentes no grande Porto.

Já para o resto do país o cenário não será tão idílico. Os putativos progenitores de tão excelsa medida – desde a múmia Jerónimo ao seboso Costa, passando pela Catarina dos olhos de boga – desdobraram-se em explicações acerca das praticamente inexistentes diferenças de tratamento em relação ao resto do país. Sim, diferenças, que discriminação está reservado para quando os intervenientes são outros. Mas, mesmo diferente, vai ser uma coisa boa, como trataram de nos sossegar.

Por acaso também acho que, no caso da “CIM” a que pertenço, será uma cena fantástica. Razoavelmente boa, pelo menos. De Estremoz a Évora - e regresso, claro – o "estrago" na carteira vai ficar pelos oitenta e poucos euros, contra os cerca de cento e vinte actuais. Não dá é para começar o dia em Estremoz a comer um “gadanha” ao pequeno almoço, almoçar uma bela bifana – ou mais – em Vendas Novas, nem para contemplar o pôr do sol na praia do Alqueva, em Mourão, emborcando umas minis. Azarinho.

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Ideologia da morte

por Kruzes Kanhoto, em 30.03.19

Diz que a Catarina Martins andou a pavonear-se cá pelo mercado. Não a encontrei. Ainda bem. Assim não tive de olhar para o lado nem cuspir para o lenço de papel. Ao que passou nos telejornais andou a pregar contra as convenções e acordos do Serviço Nacional de Saúde com os prestadores de cuidados de saúde do sector privado e social. Uma vergonha, garante a senhora. Ficamos pois a saber – claro que já sabíamos, mas é sempre bom recordar o apreço que esta criatura tem pela saúde dos portugueses – que, no que depender do partido extremista que lidera, teremos de esperar ainda mais tempo por uma consulta ou um exame no SNS. Ir aos convencionados e resolver o assunto em dias ou poucas semanas é que nem pensar. O Estado não está cá para isso.

Não é apenas ela. Há muito quem tenha essa ideia. Como se fosse possível ao Estado assegurar, em tempo aceitável, a realização de todos os actos médicos a que hoje em dia se recorre. Quem assim pensa ou é doido ou nunca necessitou de visitar um hospital ou um dos muitos centros médicos que existem por aí. Basta contar, mesmo que por alto, as pessoas que todos os dias passam por esses locais e depois fazer o breve exercício de imaginar quantos hospitais públicos seriam necessários para lá meter tanta gente.

Mas o melhor na conversa da pequena mulher foi o que ela não disse. Nem nenhum dos pés de microfone soube perguntar. Qual a alternativa para os habitantes de Estremoz, onde os cuidados públicos são o que são, se acabarem, com a nova lei de bases, os convénios com os privados? Deve ser mais ou menos a mesma cena da hemodiálise. Quem necessita, mesmo com uma clínica privada pronta a funcionar, tem de ir a Évora. Com todas as consequências daí decorrentes para o Estado e, principalmente, para o doente. Nada que incomode certos palhaços. É o que acontece quando a ideologia se sobrepõe à razão. E, lamentavelmente, à saúde.

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Arte, cultura e cenas dessas...

por Kruzes Kanhoto, em 04.03.19

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Esta mini rotunda – ou seja lá o que for – tem, de novo, um monumento. Mais jeitoso que o outro, diga-se. Que nem estava pintado, nem nada. O anterior, retirado finda que foi a exposição do autor, ninguém sabia o que significava. Nem, tão-pouco, lhe era reconhecida qualquer utilidade. Ao contrário do actual. Toda a gente sabe o que é, para que serve e qual o seu significado. Não é preciso ser versado nestas cenas para perceber a ideia que o artista pretende transmitir ao colocar uma cadeira vazia, made in China, no meio de uma rotunda que não o chega a ser. É cultura. E da boa.

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Pinturas rupestres. Ou quase.

por Kruzes Kanhoto, em 25.02.19

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Nas obras públicas surgem sempre vestígios arqueológicos, pinturas ancestrais ou outro sinal qualquer de uma cultura passada que importa estudar. É inevitável. Se assim não fosse gente que tirou – ou a quem foi dado, sei lá – cursos inúteis, na maioria dos casos por ter um intelecto inversamente proporcional ao recheio da carteira dos pais, não teriam como angariar o seu sustento.

A obra de recuperação de uma das “portas” da cidade não podia fugir a este estigma. Também ali, durante os trabalhos, foram postos a descoberto vestígios de pinturas antigas. Embora, assim a olho nu, não se perceba qual o partido que fez a barrascada é, contudo, possível perceber que foi um daqueles que ostentam um símbolo debaixo do qual se abrigaram os maiores assassinos e criminosos diversos que a humanidade conheceu. Com sorte ninguém, nomeadamente os muitos saudosistas do PREC dados à cultura, dará por aquilo. Senão lá terá de ser preservada.

Não tenho memória daquela borrada. Mas devia ser uma coisa linda. Quase me apetece parabenizar os autores. Alguns, muito provavelmente, ainda andarão por aí...

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Investidora dinâmica

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.19

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Mãe milionária de Estremoz conta como ganha 500€ por hora”. Ora, se as contas não me falham, é coisa para uns quatro mil euros por dia. Mais ou menos oitenta e tal mil por mês, se trabalhar oito horas por dia e descansar aos sábados e domingos. Como ainda não abri o link desconheço a que tão lucrativa actividade se dedica a esbelta investidora estremocense. Mas, seja qual for a área de negócio, fico feliz por ela. Impostos à parte, tem a sorte de não precisar de mendigar emprego na Câmara.

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O gangue, as cabras e as outras

por Kruzes Kanhoto, em 15.12.18

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O gangue das pichagens continua ao ataque. São uns engraçadinhos, eles. Desta vez deu-lhes para borrar as placas de indicação de localidade situadas na entrada – e na saída, também - mais deplorável da cidade. Do mal o menos, portanto. Nas outras, que estão devidamente arranjadas, seria pior. 

Desconheço se isto é ou não uma terra de putas. Dessas coisas não sei nada. Mas posso confirmar que se trata de um caminho de cabras. Tal como sei – eu e toda a gente, diga-se - que não constitui a melhor maneira de receber quem chega e tampouco de dizer “adiós” a quem parte. 

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Eles "andem" aí...

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.18

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Uns mais conhecidos do que outros, causando maior ou menor histeria entre os basbaques, isto por aqui, nomeadamente aos sábados de manhã, é um corropio de gente alegadamente famosa. Vagamente conhecida, vá. Com o estranho padrão de, em número significativo e segundo consta, revelarem tendência para a homossexualidade. Coisa que, obviamente, é lá com eles. Nem essa parte os faz menos bem vindos. Estou só a constatar. Que continuem a andar por aí a gastar o dinheiro deles. Assim como assim, com os que cá estão e com os que para cá vêm, já não deve faltar muito para esta terriola se transformar numa espécie de San Francisco à escala do Alentejo. Podia ser pior. Uma Chinatown, por exemplo.

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A pedreira não caiu, a pedreira não cairá...

por Kruzes Kanhoto, em 24.11.18

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Desde a queda da parede da pedreira, a tal que arrastou consigo a estrada ali em Borba, esta imagem não pára de ser partilhada pelos internautas. É uma foto, de uma zona que já há mais de dez anos aqui tinha merecido referência, de uma pedreira abandonada dentro do perímetro urbano de Estremoz. O ponto de maior aproximação à avenida que a ladeia não deve chegar a dez metros mas, descansai, o buraco nunca constituiu, não constitui, nem constituirá qualquer espécie de perigo para transeuntes, automobilistas ou camiões que circulam por aquela via. Se não caiu até aqui não vai ser agora, nem num futuro próximo ou distante, que cairá. A menos que se confirmem algumas noticias que começam, insistentemente, a circular e que dão conta de muitos milhões de euros que os fundos comunitários disponibilizarão para resolver estes problemas. Aí sim. Quando o financiamento estiver à mercê dos gulosos do costume, então, a tragédia estará eminente e um cataclismo de proporções épicas prestes a acontecer. Até lá...não passa nada!

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Merda de cão

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.18

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Algum responsável do Município cá da terra teve a ideia de cobrir com gravilha o espaço onde todos os sábados se realiza a feira das velharias e diariamente, por se tratar de uma zona central da cidade, circulam umas centenas – ou milhares, não sei porque nunca os contei – de transeuntes. Uma solução fácil, barata e eficaz para acabar com a lama no inverno e a poeira no verão. 

Pois. A ideia é uma boa ideia. O pior é o resto. O que fazem dela. E os donos dos cães fizeram dali o espaço privilegiado para o passeio higiénico dos seus familiares de quatro patas. Depois do canito arrear o calhau, os javardos empurram meia dúzia pedrinhas para cima da bosta e vão andando. Outros nem isso. E aquilo para ali fica à espera que um incauto passante lhe ponha um calcante em cima. Bonito, sem dúvida. Ter a sala de visitas absolutamente nojenta é algo que fica sempre bem. Deve ser como os adoradores de bichos têm a deles. Mas isso de viverem na javardice e na promiscuidade com os animais é lá com eles. Não me interessa o que fazem em casa. Não lhes reconheço é o direito de partilharem a sua javardice com as pessoas normais.

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Incivilidades

por Kruzes Kanhoto, em 30.09.18

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Na última noite terão ocorrido graves incivilidades cá no burgo. Algumas consequências ainda eram visíveis hoje de manhã, bem no centro da cidade. Pelo andar da carruagem parece que ninguém está interessado em pôr a mão no problema. A solução, antes que a coisa se resolva à base do pontapé, todos sabemos qual é. Constituir uma comissão.

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Fonte do Imperador

por Kruzes Kanhoto, em 23.09.18

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Apesar de ter nascido e passado a minha infância e juventude nas imediações desta fonte, ainda hoje não sei por que raio tem este nome. Fonte do Imperador. Não consta, ao que julgo saber, que deva o nome a alguém que mandasse num império qualquer. Dever-se-á quando muito, mas isso é uma teoria minha que acabei de inventar, a ter misteriosamente aparecido por ali algum Beryx decadactylus.

Nesse tempo a água corria em abundância. Ao contrário do que acontece agora. E não é por ser Setembro, o tal mês que seca as fontes. Nada disso. Agora a bica está seca o ano inteiro graças ao desleixo dos homens. Daqueles que mandam, nomeadamente. Pois o precioso liquido continua a existir, umas dezenas de metros mais a norte, na nascente que a alimenta. Mas percebe-se que hoje não corra. Até está melhor assim. Desta maneira constitui uma alegoria aos politicos que temos. São uma seca.

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" Fotos de velhas boas nuas em Estremoz"?! Isto é um blogue sério, pá!!!

por Kruzes Kanhoto, em 22.09.18

Os contadores de visitas que o pessoal tem a mania de instalar nos sites e blogues fornecem aos respectivos autores ou administradores uma panóplia de informações. Inúteis, na sua maioria. Curiosa, uma ou outra, vá. É desta forma que sei alguns dados absolutamente irrelevantes acerca do número de visitantes, os sites de referência ou as pesquisas que trouxeram os leitores até ao Kruzes.

Foi assim, entre outras coisas sem interesse nenhum, que fiquei a saber que alguém chegou aqui na sequência de pesquisar “fotos de velhas boas nuas em Estremoz”. Temo, caro visitante, que tenha ficado decepcionado com a informação que obteve neste blogue acerca do assunto. Não temos fotos que correspondam às suas expectativas. Espero, no entanto, que tenta obtido aquilo que procurou. Velhas em Estremoz é o que não falta. Boas...enfim, olhe, é como diria a minha avó. Tomara um cego vê-las. Já quanto a isso da nudez, parece que as vozes se dividem. Há quem garanta que sim, que há por aí qualquer coisa vagamente relacionada. Será uma questão de persistência. Pode ser que, com sorte – ou azar, sei lá - dê por aí com alguma velha, ainda em razoável estado de conservação, mais ou menos desnudada.

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Quintinhas Resort

por Kruzes Kanhoto, em 18.09.18

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Incontornável, o tema do Quintinhas Resort. Tão incontornável que até chateia de tão incontornável que é. Chateia quase tanto como alguns dos seus residentes chateiam os restantes habitantes da cidade ou quem por aqui passa e tem o azar de se cruzar com alguns dos que por ali se hospedam. 

Daí que no facecoiso se multipliquem as acusações pela alegada inércia das forças policiais, pela manifesta incapacidade da justiça tratar de meter aquela malta na ordem – ou, de preferência, na choça – e por as autoridades locais se revelarem incapazes de controlar a expansão urbanística nárea.   

Estaremos, portanto, perante problemas de índole diversa. Todos de difícil resolução, convenhamos. Perante os quais toda a gente tem assobiado para o lado. E, a julgar pelas reacções, assim continuará até ao dia em que se dê uma tragédia qualquer. Depois venham para cá aborrecer com xenofobias e outras alarvidades da moda.

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São insondáveis os desígnios da justiça...

por Kruzes Kanhoto, em 29.08.18

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Ainda não há muito tempo um conhecido dirigente desportivo, agastado com as diferenças de tratamento entre os processos que envolvem o seu clube e os que se referem aos rivais, insinuava que a justiça agia por clubite. Não sei se é assim ou não. O que a mim, homem de poucas letras, me parece é que não actua sempre da mesma maneira.

No caso de Alcochete, a dificuldade em identificar os invasores seria muito maior do que no ataque ao Continente de Estremoz. Basta que, no primeiro crime, os atacantes não moram a cem metros da Academia nem nenhuma autoridade lhes viu o focinho. No segundo serão outras condicionantes a evitar a detenção dos meliantes. Legais, obviamente. Mas de muito dificil compreensão para o cidadão comum.

No final do dia muita sorte terão os policias e os seguranças envolvidos senão levarem com alguma queixa-crime por discriminação, xenofobia ou danos morais. Sim, que o rapazinho que atirou a cadeira é capaz de ter ficado traumatizado por, a uma distância tão curta, ter falhado o bófia. Calculo o gozo que não vai lá pelo resort...

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Estremoz é neste planeta...

por Kruzes Kanhoto, em 06.08.18

Ainda nem há um mês foi noticia o facto de duas turistas norte-americanas que ficaram presas num elevador na capital portuguesa terem, após procurarem o número da policia de Lisboa escrevendo “Lisbon”, sido atendidas por uma agente do Departamento de Policia de Lisbon, no Maine, Estados Unidos da América. Apesar disso a agente que atendeu a chamada fez as diligências necessárias para levar uma equipa de emergência portuguesa até ao local. Difícil? Num mundo cada vez mais global não parece tarefa demasiado ciclópica.

Ora, ao que se diz e a ser verdade o que se conta, por cá não existirá igual destreza – ou outra coisa qualquer que se lhe queira chamar – nas instituições que deviam zelar pela nossa segurança. O que é manifestamente preocupante. Se numa situação de emergência quem atende um telefone não sabe onde fica determinado local, então, que vá procurar. No Google, por exemplo. Não dá assim tanto trabalho, não é necessário levantar o cú da cadeira e nem é assunto para o qual seja requerido um QI especialmente elevado. Só um pouco de profissionalismo, talvez.

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O nó que ninguém quer desatar

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.18

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Assinalaram-se há poucos dias os vinte anos da Expo. A idade, mais mês menos mês, desta obra. O nó de Estremoz da A6, que devia fazer a ligação ao IP2 e variante deste à cidade. Mas não. Nunca passou dali. A sua construção implicaria passar por terrenos habitados por lesmas raras e florzinhas que não existem em mais nenhuma parte do mundo. Ou por terras onde crescem vinhas, não sei ao certo. Naturalmente que pessoas importantes e cultas não deixaram que tal atrocidade fosse cometida. Outros, não menos importantes e igualmente sábios, não se importaram que a obra ficasse inacabada e que, para além do dinheiro deitado fora, milhares de automóveis e camiões continuem a atravessar a cidade. Eles lá sabem. E muito, presumo.

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Homem-estátua

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.18

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Hoje, por entre as alfaces e outros comestiveis de origem vegetal, o mercado semanal de Estremoz contou com a presença de um homem-estátua. Não é que, por cá, não tenhamos muitos que ao nível do dinamismo pouco ficam a dever a figuras deste género. Mas destes, assim que me lembre, foi a primeira vez. E, a julgar pelos movimentos de agradecimento que a criatura executava, deve ter-se safado. Tal como os outros, os pouco dinâmicos, afinal.

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Armado em descentralizador

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.18

Não gosto de armas. Nem mesmo das brancas, que eu não sou racista sequer ao nível do armamento. Mas estranho que exista tanta gente a culpar a livre venda de armas pelos massacres que ciclicamente se repetem nos States. Quase tanta, diria, como aqueles que garantem, sempre que acontecem ataques de cães de raça perigosa, que perigosos não são os cães mas sim os donos. Então – e reiterando o meu ódio a todo o tipo de armas – não se pode aqui aplicar o mesmo principio e estabelecer que perigosas não são as armas mas sim quem as possui? Seria, se calhar, uma questão de idoneidade intelectual, coerência ou algo assim.

Por falar nisso da idoneidade intelectual e afins. Não me pareceu que o discurso do novo líder do PSD tivesse sido um exemplo dessas coisas. Nomeadamente quando, referindo-se à necessidade de descentralizar serviços, citou o Tribunal Constitucional ou a Provedoria de Justiça como exemplos de instituições que podiam funcionar em Coimbra. Percebe-se, em parte, dada a existência da Universidade e isso. Mas, a sério, descentralizar é mudar serviços de Lisboa para o Porto, Coimbra ou Braga? Era capaz de ser um pouco mais eficaz, no âmbito do investimento no interior, anunciar a mudança da ASAE ou da AICEP para Estremoz.

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