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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Comícios, bebícios e outros vícios...

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.19

 

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Para que conste, fui à “Cozinha dos Ganhões”. Trata-se, obviamente, de uma informação absolutamente inútil e completamente desprovida de interesse. O Berardo e o Ventura estiveram igualmente presentes no certame gastronómico. Até este canito, rebocado pela dona e provavelmente contra a sua vontade, marcou presença. Quase seria caso para dizer que se tratou de um evento notoriamente mal frequentado. Mas não. Tenho a certeza absoluta que também por lá terá passado muita gente respeitável. Que isto, como dizia a minha a avó, na hora do "comer" até o diabo aparece.

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Pobretanas (Pobres o tanas)

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.19

Diz que ocorreu a um esperto qualquer elaborar um estudo onde relaciona o parque automóvel de cada um dos concelhos do país com o rendimento dos seus habitantes. Não estou, confesso a minha ignorância, a ver a relação. Nem, por consequência, justificação nenhuma para o espanto por o referido estudioso ter concluído – abismado com as suas próprias conclusões, ao que consta - que existe um inusitado número de automóveis de luxo em concelhos com rendimentos declarados ao fisco ao nível do miserável.

Não tardaram os maledicentes do costume a concluir que isto é coisa de quem foge aos impostos e, afinal, existirá por aí muita gente fiscalmente pobre mas, vai-se a ver, leva uma vida de luxo. Ainda bem que assim é. O dinheiro é de quem o ganha, não é do Estado. E se a todos compete contribuir para o bem comum na medida das suas possibilidades, já chegámos ao ponto em que essa medida foi em muito ultrapassada.

Mesmo não conhecendo os dados do tal estudo, acredito que cá pela terrinha não será muito diferente. Sei é que o número de automóveis está a aumentar quase ao mesmo ritmo que a população diminui. O que, desconfio, é capaz de ser um dado interessante para analisar. Haja quem o faça.

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Em "portunhol" nos desentendemos...

por Kruzes Kanhoto, em 18.11.19

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O mercado semanal em Estremoz, aos sábados de manhã, constitui um ponto de visita para muitos espanhóis. Ou não estivéssemos nós a poucas dezenas de quilómetros da fronteira. Também, dada essa proximidade, é normal que não existam grandes dificuldades de entendimento a nível linguístico com os “nuestros hermanos”. Nem que para isso tenhamos de recorrer ao “portunhol”. Convém, digo eu, é não abusar. Não vão os visitantes pensar coisas menos sérias a nosso respeito.

Quem não percebeu do que estou a falar – escrever, vá – fique a saber que a palavra “follado” não existe em português. Trata-se de uma palavra espanhola. O significado? Pois...ide pesquisar num qualquer tradutor on-line, que eu não estou aqui para vos fazer a papinha toda!

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"Clickbaites", "soundbaites" e outros bitaites

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.19

Aqui há atrasado publiquei uma série de posts acerca de um “homem do bloco”. Tais escritos levaram uns quantos ilustres cidadãos a acreditar piamente que se tratava de uma referência à sua pessoa. Não era, como então tive ocasião de esclarecer. Embora, como é óbvio, não tivesse obrigação nenhuma de o fazer. A minha imaginação não é assim tão prodigiosa. O “homem do bloco” constituía apenas uma sátira a um senhor – coitado, já não está entre nós - que munido de um bloco, ia anotando as ocorrências que suscitavam a sua atenção para posteriormente as reportar a quem tinha, ou entendia ter, o dever de o fazer.

Vem esta prosa a propósito destes meus bitaites que, para além de muitos clickbites, terão alegadamente constituído motivo para alguns soundbites. Apesar de não serem novidade nenhuma. Já antes tinha escrito mais ou menos o mesmo aqui e aqui. E quanto ao argumentário de que até o Bigodes - o meu gato imaginário - se ri, pode ser lido aqui. São, como quem tiver paciência pode ler, opiniões. Cada um terá a sua. A minha, nesta e noutras matérias, não me cansarei de a manifestar. Pelo menos até que os dedos me doam.

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Autarquias amigas do contribuinte...ou não!

por Kruzes Kanhoto, em 05.11.19

Acredito que a esmagadora maioria dos contribuintes não sabe, dada a reconhecida iliteracia financeira da generalidade dos portugueses, que parte da receita do IRS é pertença das autarquias locais. Felizmente para os moradores desses concelhos, algumas - cada vez mais - prescindem deste dinheiro, no todo ou em parte, a favor dos seus munícipes.

Há quem considere que se trata de uma medida populista, que é o que está agora em moda chamar às opções com que não concordamos. Outros dirão que constitui uma injustiça social por – veja-se o requinte do argumento – não abranger os mais pobres. Trata-se, como é fácil de constatar, de um argumentário destinado a enganar tolos. Que até aborrece de tão demagógico e – ele sim – escandalosamente populista. Se os “pobres” estão isentos de IRS é óbvio que não podem ter desconto sobre algo que não pagam. Da mesma maneira que também não têm deduções fiscais em sede de IRS nas despesas de saúde ou educação. Até o meu gato, se o tivesse, de certeza percebia.

Mas, só para termos uma pequena ideia acerca de quanto beneficiam os ricaços que pagam IRS com a politica fiscal praticada por algumas autarquias, deixo o quadro seguinte para que cada um tire as suas ilações. Veja-se, por exemplo, que um contribuinte de Loulé, com uma colecta líquida de 3 000€ tem uma redução de 150€ no imposto a pagar. Já eu que moro em Estremoz...

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Porque não apostar na indústria do putedo?

por Kruzes Kanhoto, em 28.10.19

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Alguém chegou ontem ao Kruzes após pesquisar por “putas chinesas de Estremoz”. Assim de repente não estou a ver que raio de algoritmo colocou este pacato e recatado espaço na rota de tão inquietante demanda. Talvez, numa ou noutra ocasião, já aqui tenha abordado alguma problemática relacionada com o putedo. De chineses, uma vez por outra, sou gajo para ter dissertado acerca do enorme investimento que uns chinocas ricaços vão fazer no concelho e que irá gerar para cima de mais que muitos postos de trabalho. Embora, presumo eu mas não posso garantir, não se trate de negócios que envolvam putaria.

Desconheço se por cá laboram putas chinesas. Desconfio que não. Quiçá se trate de um segmento de mercado ainda por explorar – virgem, por assim dizer – e que constitua uma excelente oportunidade de investimento. E é disso – investimento, claro – que Estremoz precisa. Fica a ideia.

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Africanices, chinesices e outras patetices

por Kruzes Kanhoto, em 24.10.19

A fazer fé no que escreve a imprensa da região, o tal museu de arte africana já era. Ou melhor, não vai chegar a ser. Uma lástima, isso. Logo Estremoz que tem, como é sobejamente reconhecido, uma profunda ligação a África e onde o apreço pelas artes oriundas desse continente constitui uma secular tradição.

Mesmo que uma coisa não compense a outra, resta-nos a esperança que os investidores chineses que vão fazer um mega investimento na cidade reservem uma ala do empreendimento para instalar um núcleo museológico da arte chinesa. Outra cena com muita tradição por cá. Mas se os endinheirados orientais não forem na conversa, também não há problema nenhum. Podemos sempre ter o museu do investimento que nunca aconteceu. Espólio para o encher é coisa que não falta.

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Não queriam o Ventura?! Tivessem ido votar...noutro!

por Kruzes Kanhoto, em 09.10.19

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Anda por aí muita gente em alvoroço por causa do “Chega” ter entrado no parlamento. Como se aquilo fosse, até agora, um lugar bem frequentado. Ou, de ora em diante, não existisse por lá outra mistela igualmente repulsiva. É que ninguém, minimamente ajuizado e que pretenda ser intelectualmente sério, pode colocar os deputados do PAN, BE, PCP ou aquela lady gaga do Livre num patamar diferente do André Ventura. Para não falar de outros que por lá se pavoneiam.

Depois há também os que se horrorizam com os resultados obtidos pelo “Chega” aqui no Alentejo. Em Estremoz, por exemplo, teve 3,32%. Mas se olharmos para a única freguesia urbana do concelho e onde estão mais de 60% dos eleitores, o resultado vai aos 4,01%. E o que tem a cidade que as freguesias rurais não têm? Ciganos, claro. Tal como acontece em Alvito, Moura, Elvas e Monforte. Ciganos que, na sua esmagadora maioria, não votam. Mas o melhor é nem falar nesses abstencionistas. Criticá-los por não cumprirem esse dever ainda é capaz de ser considerado racismo, xenofobia ou isso.

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Bloco à esquerda...de quem sai!

por Kruzes Kanhoto, em 02.10.19

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Cá pela terrinha a campanha vai morna. Quase não se dá por ela. Por razões que agora não vêm ao caso, mas sobre as quais um dia destes sou capaz de começar a dissertar, a representação partidária a nível local foi praticamente varrida para debaixo do tapete. Ou para outros sítios ainda menos dignos. Daí que não haja quem agite a coisa. Digamos que, nisto das eleições, a remoção deste cartaz e a sua colocação onde agora se encontra constitui a alegoria quase perfeita. Merecida, também. 

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Bitaites

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.19

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Depois do arranjo – que está excelente, não é de mais salientar - das portas e muralha contigua, ficou este espaço. Assim, deserto, sem aparente utilidade. Certamente não vai ficar como está. Deixá-lo para todo o sempre neste estado não lembraria ao mais nabo projectista. Desconheço que ideias, projectos ou simples bitaites existirão para compor o cenário mas, estou em crer, alguma coisa se há-de arranjar.

Por mim fazia dali um parque canino. Com locais próprios para a canzoada cagar, mijar, brincar e interagir com os tutores. Como se diz agora. Os anjinhos – ou patudinhos mai’lindos - de quatro patas agradeciam. Até porque, com parque ou sem ele, enquanto aquilo estiver assim só vai servir de cagadouro de cães e para despejar lixo.

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Descuidos...

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.19

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O que tem a árvore em primeiro plano de diferente das restantes que se encontram mais em fundo na fotografia? Nada, aparentemente. Até são, acho eu, todas da mesma raça. Ou espécie, vai tudo dar ao mesmo. Mas espécie é o que pode fazer a quem passe apenas ocasionalmente nesta rua o facto de todas estarem devidamente tratadas à excepção da primeira. A explicação é simples. As outras são cuidadas. Pelos moradores.

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Tá bonito...mas e a ecologia, camaradas vizinhos?

por Kruzes Kanhoto, em 09.08.19

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Pronto. Concedo. Está ali uma coisa catita. Jeitosa, até. Tipo é pá e tal, sim senhor. Mesmo que a tinta do tecto já esteja a cair. Mas, ainda assim, continuo na minha. Não deviam passar ali automóveis. Ou, quando muito, apenas a certas horas. Eu e o restante pagode que mora aqui para este lado da cidade, que tratássemos mas é de andar a pé. Alguns - e algumas, que eu não sou de discriminações - bem precisam, diga-se.

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Escolhidos a dedo. Do meio.

por Kruzes Kanhoto, em 28.07.19

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Para o governo, qualquer que ele seja, o país resume-se a Lisboa e Porto. Quando muito, com um pouco de boa vontade e após uns quantos protestos, a fronteira alarga-se até aos cinquenta quilómetros contados a partir da linha de costa. O resto que se lixe. Não tem eleitores, logo não importa. O desprezo atingiu o ponto máximo do descaramento quando, na anterior greve dos camionistas do Pardal, os serviços mínimos se resumiam às duas maiores cidades. Os restantes portugueses que se desenrascassem.

Para próxima, que será já um dia destes, a coisa está a ser melhor acautelada. Presumo, até, que a escolha dos postos de abastecimento tenha sido feita de acordo com rigorosos estudos científicos. Ou, assim numa de grande maluqueira, pelas vendas dos ditos. Quiçá, talvez não fosse totalmente despropositado, pela localização estratégica. Às tantas foi tudo isso em simultâneo e eu é que não estou a alcançar a genialidade das escolhas. É que já nem ligo a não haver nenhum em Estremoz. Mas dois em Elvas, o Pingo Doce de Borba e um mesmo junto à fronteira do Caia?! Isto nem com um desenho lá vai...

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Necessidades urgentes e inadiáveis

por Kruzes Kanhoto, em 03.07.19

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Há certas coisas que não escolhem hora nem lugar para acontecer. A vontade de cagar é uma delas. A este gaiato a necessidade de arrear o calhau chegou-lhe à porta da câmara, bem no centro da cidade e num horário em que o local é bastante frequentado. Vai daí tratou de evacuar logo ali, perante o olhar complacente da progenitora.

Do catraio, a quem provavelmente ninguém transmite valores, pouco haverá a dizer. Tanto caga ali como numa piscina, se o deixarem para lá ir. Se fosse maior, ainda podia fazer a piadola de que estaria a cagar para o poder local. Assim nem isso.

Já a senhora disfarçada de saco do lixo é merecedora de vários reparos. Não tanto por não impedir a cagada do fedelho, que isso podia causar-lhe cólicas ou assim. Nem por não ter feito nenhum esforço por o arrastar até ao wc mais próximo. Se calhar não dava tempo. Reprovável mesmo é não ter feito uso do saquinho para recolher os dejectos.

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Vão "mazé" a pé! (2)

por Kruzes Kanhoto, em 29.06.19

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O anúncio de novo encerramento ao trânsito das “portas dos currais” – apesar de apenas por dois dias e, mesmo assim, só durante meia dúzia de horas em cada dia – já provocou, mais uma vez, umas quantas reações de desagrado a algumas criaturas que têm as cruzar diariamente. Embora, como é óbvio, o possam continuar a fazer usando outros meios. A pé, nomeadamente. Uns chatos, estes gajos. E gajas, também. Que isto no âmbito do aborrecimento não quero cá discriminações.

Reitero o que escrevi noutras ocasiões e manifestei noutros areópagos. Não estou a ver qual é o drama. Muito menos a tragédia. Vão a pé. Por mim aquilo estava sempre encerrado a automóveis e apenas transitavam peões, ciclistas e, vá, gente a cavalo ou de burro. As centenas de milhares de euros que ali se gastaram, para além da conservação, também deviam servir para dar outra dignidade à edificação. Mas isso, se calhar, era pedir demais. Afinal estamos em Estremoz...

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Os outros que salvem o planeta...

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.19

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Alguns meses e umas centenas de milhares de euros depois, a recuperação das “Portas dos Currais” está mais ou menos concluída. O monumento estava em avançado estado de degradação e, também por isso, cada cêntimo aplicado valeu a pena. De lamentar – eu, pelo menos, lamento – é que os carros continuem a passar por ali. Serei, se calhar, o único a achar que apenas peões e veículos sem motor o deviam fazer. Logo eu. Um gajo que não liga nada a essa cena do ambiente e nem aprecio aquele desporto tão popular que consiste em caminhar sem destino, que nem um tresloucado, só porque, dizem, faz bem à saúde e a mais não sei quantas coisas. Mas ainda bem que sou só eu a ter estas ideias. Felizmente os meus conterrâneos - e em particular os que moram deste lado da cidade – cá estão para lutar pelo planeta e, nomeadamente, por uma cidade sem poluição. De preferência ao volante dos seus popós.

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Alentejo? São só oito deputados...

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.19

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Está em apreciação na Assembleia da República uma petição, apresentada pela “Plataforma Alentejo”, em que é apresentado um conjunto de prioridades para o desenvolvimento sustentável da região. Constitui um trabalho sério, com propostas razoáveis e que – não duvido – não fosse todo o imenso Alentejo contribuir apenas com oito deputados, reuniria o consenso de todos os partidos e mereceria a aprovação por unanimidade e aclamação.

Nisto da petição, subscrita por umas quantas dezenas de personalidades alentejanas, há dois aspectos que me surpreendem. Apesar de poucochinho, reconheço. Um deles é a proposta de ligação da A6, em Estremoz, à A23, no nó de Niza. Algo que face aos interesses instalados e ao desinteresse dos autarcas locais – a sugestão da variante a nascente da cidade é risível e para lá de parva – julgava esquecido. E o segundo é a ausência, entre os peticionários, de personalidades estremocenses. Das duas uma. Ou não li com suficiente atenção ou por cá não existem personalidades. Vou pela segunda.

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Efeitos da seca e disso...

por Kruzes Kanhoto, em 23.04.19

 

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(Estremoz - castelo)

Em tempos terá sido um fontanário. Hoje, ao certo, não se sabe o que será. Nem, a bem dizer, o que está ali a fazer. Acho piada é que lhe tenham cortado as bicas – a do outro lado teve igual sorte - e deixado o resto. Um acto de vandalismo, certamente. Ou apenas alguém que o quis “calar” para sempre. Mas fracassou, se era essa a intenção. É que ele assim “fala” muito mais...

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Investidores?! Viste-os...

por Kruzes Kanhoto, em 12.04.19

Sou daqueles, reconheço, que levo o tempo a queixar-me que ninguém investe no interior. Nomeadamente na minha terra. Nem chineses, árabes ou angolanos aqui investem um ou dois dos seus muitos milhões. O único que parece disposto a investir umas massas é um tal de Bernardo, ou lá o que é. São museus atrás de museus e mais umas quantas cenas relacionadas com vinhas e pedras pintadas. Ainda bem. Por mais que, na opinião de muitos, o investidor em causa não seja propriamente o sujeito mais recomendável quando se trata de investimentos, financiamentos e matérias relacionadas.

Não conheço o homem de lado nenhum e desconheço se tem ou não guito para tudo o que se anuncia. Vi-o apenas em duas ou três ocasiões e, mesmo sem fazer qualquer juízo de valor acerca da criatura, fiquei com a certeza que não era cavalheiro a quem comprasse um carro em segunda mão. Até porque ele não é vendedor de automóveis e eu não compro carros usados. E também não será por o senhor andar permanentemente do topo da agenda mediática, por assuntos ligeiramente aborrecidos, que deixará de gozar da presunção de que é um gajo às direitas. Mas lá que é estranho essa coisa do investimento cá na terra, lá isso é. Logo ele. E logo cá.

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Socializar o passe

por Kruzes Kanhoto, em 10.04.19

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Gosto desta cena dos passes sociais. É uma grande ideia. Tão boa, mas mesmo tão boa, que todos a reclamam como sua. De facto começar o dia na Ericeira a comer "ouriços" ao pequeno almoço, almoçar chocos fritos em Setúbal e contemplar o pôr do sol em Cascais, enquanto saboreia um gelado, está agora ao alcance de todos. Basta, para tanto, residir na zona da chamada grande Lisboa e pagar quarenta euros por mês por um título de transporte que dá acesso a estas passeatas. O mesmo – ou parecido, vá - para os eleitores residentes no grande Porto.

Já para o resto do país o cenário não será tão idílico. Os putativos progenitores de tão excelsa medida – desde a múmia Jerónimo ao seboso Costa, passando pela Catarina dos olhos de boga – desdobraram-se em explicações acerca das praticamente inexistentes diferenças de tratamento em relação ao resto do país. Sim, diferenças, que discriminação está reservado para quando os intervenientes são outros. Mas, mesmo diferente, vai ser uma coisa boa, como trataram de nos sossegar.

Por acaso também acho que, no caso da “CIM” a que pertenço, será uma cena fantástica. Razoavelmente boa, pelo menos. De Estremoz a Évora - e regresso, claro – o "estrago" na carteira vai ficar pelos oitenta e poucos euros, contra os cerca de cento e vinte actuais. Não dá é para começar o dia em Estremoz a comer um “gadanha” ao pequeno almoço, almoçar uma bela bifana – ou mais – em Vendas Novas, nem para contemplar o pôr do sol na praia do Alqueva, em Mourão, emborcando umas minis. Azarinho.

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